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Sóstenes reage a operação da PF contra deputados da oposição: “Bateram na porta errada”

Welesson Oliveira 1 mês ago 0 47

Sóstenes reage com dureza após operação da PF contra deputados da oposição: “Bateram na porta errada”

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) provocou forte reação no meio político e reacendeu o debate sobre os limites entre investigação criminal e embate ideológico no Brasil. Logo após a ação dos agentes, Sóstenes não poupou palavras e classificou a operação como um erro grave e uma tentativa clara de intimidação contra parlamentares da oposição.

“Bateram na porta errada”, afirmou o deputado, em tom de indignação, ao comentar a presença da Polícia Federal em sua residência e as suspeitas levantadas no inquérito. Para ele, a operação não passa de mais um episódio de perseguição política direcionada a nomes ligados à direita e críticos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais e no Congresso Nacional, dividindo opiniões e levantando questionamentos sobre o real alcance da investigação, os critérios utilizados pelas autoridades e o impacto dessas ações no ambiente democrático.

O que motivou a operação da Polícia Federal

De acordo com informações divulgadas oficialmente, a operação da PF investiga supostos indícios de irregularidades financeiras envolvendo o uso da cota parlamentar e possíveis práticas de lavagem de dinheiro. Entre os pontos apurados estão movimentações financeiras consideradas atípicas, contratos de aluguel de veículos pagos com verba pública e dados oriundos de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

No caso de Sóstenes Cavalcanti, a investigação menciona a locação de um automóvel por meio da cota parlamentar e movimentações financeiras atribuídas a um motorista ligado ao gabinete do deputado. Já Carlos Jordy também foi alvo de diligências semelhantes, no contexto do mesmo inquérito.

As ações incluíram buscas e apreensões, o que ampliou ainda mais a repercussão política do caso.

Sóstenes nega irregularidades e fala em perseguição política

Em pronunciamentos públicos, Sóstenes Cavalcanti foi categórico ao afirmar que não há qualquer irregularidade em suas contas ou em sua atuação parlamentar. Segundo ele, todas as despesas realizadas com recursos da cota parlamentar seguem rigorosamente as normas da Câmara dos Deputados.

O deputado rebateu especificamente a acusação de lavagem de dinheiro envolvendo o aluguel de um veículo. De acordo com sua explicação, o carro foi contratado de forma legal, com empresa regularizada, contrato formal e pagamentos devidamente registrados. “Isso é absolutamente normal dentro da atividade parlamentar”, afirmou.

Sobre as movimentações financeiras atribuídas ao motorista citado no inquérito, Sóstenes declarou que os valores têm origem lícita e não guardam relação com recursos públicos. Ele sustenta que se trata de renda privada, anterior ou paralela à relação profissional com o gabinete, e que tudo pode ser comprovado documentalmente.

Dinheiro apreendido e explicação sobre a origem dos valores

Outro ponto explorado pela operação foi a apreensão de dinheiro na residência do deputado. O episódio foi utilizado por críticos para levantar suspeitas, mas Sóstenes afirma que a quantia tem origem completamente legal.

Segundo o parlamentar, o valor apreendido é resultado da venda regular de um imóvel, transação devidamente declarada e registrada. Ele afirmou ainda que não há qualquer tentativa de ocultação patrimonial e que todos os documentos necessários já foram apresentados à Justiça.

“O que me espanta é transformar fatos absolutamente normais em espetáculo político”, declarou o deputado, acrescentando que a exposição pública de dados parciais cria uma narrativa distorcida e prejudica a imagem de parlamentares sem que haja condenação ou prova concreta.

Críticas ao uso de dados do COAF

Um dos pontos mais sensíveis levantados por Sóstenes Cavalcanti diz respeito ao uso de relatórios do COAF na investigação. O deputado criticou o que chamou de uso seletivo e politizado de dados financeiros para atingir adversários do governo.

Para ele, movimentações financeiras atípicas não significam, por si só, prática criminosa, especialmente quando há explicação plausível e documentação que comprove a legalidade dos recursos. “Se investigar a fundo, muitos políticos e empresários teriam movimentações semelhantes”, provocou.

Sóstenes chegou a desafiar as autoridades a aplicarem o mesmo rigor investigativo a parlamentares e figuras públicas alinhadas ao governo federal, sugerindo que há dois pesos e duas medidas na condução das investigações.

Ataques ao governo Lula e ao que chama de “aparelhamento”

Em sua reação mais contundente, o deputado ampliou o discurso para além do caso pessoal e passou a criticar duramente o governo Lula. Segundo ele, o país vive um processo de aparelhamento das instituições, no qual órgãos de investigação estariam sendo instrumentalizados para enfraquecer a oposição.

Sóstenes afirmou que não se intimidará e que continuará atuando de forma crítica no Congresso, mesmo diante de ações que considera abusivas. “Não vão me calar, não vão me intimidar”, declarou, reforçando o tom de enfrentamento político.

Esse discurso encontra eco em parte da base conservadora, que vê a operação como mais um capítulo da tensão entre instituições e parlamentares de direita desde os eventos políticos dos últimos anos.

Repercussão no Congresso e entre aliados

No Congresso Nacional, a operação gerou reações diversas. Aliados de Sóstenes Cavalcanti e Carlos Jordy saíram em defesa dos deputados, afirmando que investigações devem ocorrer dentro da legalidade, mas sem espetacularização ou viés político.

Parlamentares da oposição afirmam que o clima de tensão institucional prejudica o funcionamento do Legislativo e cria um ambiente de insegurança para o exercício do mandato. Já integrantes da base governista defendem a atuação da Polícia Federal e dizem que ninguém está acima da lei.

O impacto político da operação

Independentemente do desfecho jurídico, a operação da PF já produz efeitos políticos concretos. O episódio fortalece narrativas de perseguição entre apoiadores da direita e amplia a polarização no debate público.

Ao mesmo tempo, pressiona as instituições a demonstrarem transparência e rigor técnico na condução das investigações, para evitar a percepção de seletividade ou abuso de poder.

Especialistas avaliam que casos como esse tendem a se tornar cada vez mais frequentes em um ambiente político marcado por disputas intensas, judicialização da política e exposição midiática constante.

“Bateram na porta errada”: símbolo de resistência ou retórica política?

A frase usada por Sóstenes Cavalcanti — “bateram na porta errada” — rapidamente se transformou em símbolo de resistência para seus apoiadores. Para críticos, no entanto, trata-se de uma estratégia retórica para desviar o foco das investigações.

O fato é que o caso ainda está em andamento, e os próximos passos da Polícia Federal e do Judiciário serão determinantes para esclarecer se houve irregularidades ou se as acusações não se sustentam.

Enquanto isso, Sóstenes promete seguir no embate político, mantendo o discurso de enfrentamento e afirmando que continuará denunciando o que considera tentativas de intimidação contra a oposição.

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Escrito Por

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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