Trump diz que supervisão dos EUA sobre Venezuela pode durar anos, diz NYT. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a supervisão dos EUA sobre a Venezuela pode durar anos, segundo publicado pelo jornal americano The New York Times. Em uma entrevista extensa, Trump disse que “só o tempo dirá” por quanto tempo Washington manterá controle e influência sobre o país sul-americano após uma série de ações políticas e estratégicas recentes.
Nesse contexto, a afirmação de Trump repercute em meio a uma intervenção militar e política dos EUA na Venezuela, que incluiu a captura do presidente Nicolás Maduro e mudanças nos rumos geopolíticos da nação. Portanto, entender as nuances dessa declaração é essencial para quem acompanha as relações internacionais e o papel dos EUA na América Latina.
Trump amplia a visão de supervisão
Primeiramente, ao ser questionado pelo New York Times se a supervisão dos Estados Unidos sobre a Venezuela duraria “três meses, seis meses, um ano ou mais”, Trump respondeu: “Eu diria que muito mais tempo”. Isso sinaliza que a estratégia americana é de longo prazo, mais do que havia sido sugerido anteriormente, e que o governo está preparado para manter uma presença política e econômica profunda no país vizinho.
Consequentemente, essa declaração sugere que a administração Trump não pensa apenas em uma operação pontual ou de curto prazo, mas em um processo contínuo de intervenção, reconstrução e gestão das estruturas venezuelanas em colaboração com autoridades locais pró-governo interino.

Objetivos econômicos e estratégicos
Além disso, Trump deixou claro que considera a reconstrução da Venezuela de uma forma “muito lucrativa”. Ele mencionou especificamente o uso de petróleo venezuelano, afirmando que os Estados Unidos vão usar e importar petróleo, o que poderia diminuir os preços globais do combustível. Isso reflete uma intenção não apenas política, mas também econômica, por parte dos EUA, que tentam integrar a produção petrolífera venezuelana ao mercado global sob sua supervisão.
Por conseguinte, essa estratégia envolve refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo que estavam retidos sob sanções e bloqueios econômicos, em mais um sinal de que Washington está coordenando ações em parceria com o governo interino da Venezuela.
Em outras palavras, Trump não apenas visualiza uma supervisão prolongada, mas também a utilização dos recursos naturais venezuelanos como parte de um plano econômico amplo que pode beneficiar tanto os EUA quanto, potencialmente, a própria Venezuela.
Relação com a liderança venezuelana
Ademais, Trump afirmou que os Estados Unidos estão “se dando muito bem” com o governo interino liderado por Delcy Rodríguez. De acordo com o NYT, ele ressaltou que existe cooperação entre Washington e a liderança venezuelana atual.
Assim, embora a situação ainda seja complexa e cheia de nuances diplomáticas, essa declaração aponta para uma relação de colaboração pragmática — ao menos no plano oficial — entre os dois governos, algo que poucos esperavam diante da histórica hostilidade entre os Estados Unidos e a Venezuela.
Uma resposta ao cenário pós-Maduro
Logo depois que Nicolás Maduro foi capturado no início de janeiro, Trump passou a detalhar planos que envolvem não apenas a supervisão política, mas também a gestão dos recursos energéticos do país. Em especial, ele mencionou que os EUA pretendem importação e refinamento de petróleo venezuelano, gerando uma estratégia que, segundo ele, poderia beneficiar o país vizinho economicamente.
Além disso, Trump também afirmou que o controle e a supervisão norte-americana poderiam servir para baixar preços e gerar mais recursos financeiros para a Venezuela, um país que enfrenta crise econômica e social há anos.
Portanto, suas declarações revelam uma visão pragmática e voltada para resultados econômicos, além de um entendimento de que a estabilidade da Venezuela poderia ter impactos diretos na política energética global e na economia interna dos EUA.
Implicações geopolíticas da supervisão prolongada
Por outro lado, a ideia de manter uma supervisão prolongada sobre a Venezuela levanta uma série de questões geopolíticas e diplomáticas relevantes. Em primeiro lugar, muitos países latino-americanos veem a presença e a intervenção dos EUA com uma certa desconfiança, principalmente por temores de uma hegemonia norte-americana renovada na região.
Além disso, críticos argumentam que a ação atual dos Estados Unidos pode ser interpretada como um tipo de intervencionismo moderno, semelhante às intervenções militares e políticas do passado, mas adaptado ao século XXI.
Esse tipo de supervisão prolongada tende a enfrentar resistência em fóruns multilaterais, sobretudo se não houver um consenso claro sobre legitimidade e legalidade internacional.
O papel do petróleo na supervisão
Embora muitos fatores políticos estejam em jogo, o petróleo continua sendo uma peça central nesse processo. A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, um fato que torna o país extremamente relevante no cenário energético global. Por isso, não surpreende que a supervisão dos EUA inclua planos de uso, importação e refinamento do petróleo venezuelano, algo que foi mencionado por Trump em suas declarações ao New York Times.
Nesse sentido, especialistas observam que um controle prolongado dos recursos energéticos pode ser um elemento chave para assegurar a influência americana a longo prazo, e que esse tipo de estratégia pode ser adotado, mesmo que formalmente o governo venezuelano seja reconhecido como soberano.
Desafios e críticas à estratégia de supervisão
Entretanto, nem todos veem essa supervisão prolongada com bons olhos. Organizações de direitos humanos, por exemplo, advertiram que a intervenção dos EUA pode causar impactos negativos sobre a população venezuelana, incluindo violações de direitos ou restrições à autodeterminação.
Além disso, há preocupações de que o envolvimento direto na economia e na política internas da Venezuela pode gerar resistência local, conflitos de soberania e até tensões diplomáticas mais amplas com outras potências globais, como China e Rússia, que têm interesses estratégicos na região.
O contexto atual e cenários possíveis
No cenário atual, a supervisão dos EUA sobre a Venezuela e sua direção estratégica ainda não possuem um prazo definido, mas a declaração de Trump sugere que esse processo pode se estender por anos, e não apenas meses. Tal posição implica que a política externa americana continuará profundamente envolvida no futuro político e econômico da Venezuela.
Ao mesmo tempo, a coordenação com o governo interino e a introdução de planos de uso de recursos petrolíferos indicam que essa supervisão não é apenas militar ou política, mas também econômica e estratégica.
Portanto, estamos diante de um momento histórico que pode redefinir não só a relação EUA-Venezuela, mas também os padrões de intervenção internacional dos Estados Unidos no século XXI.
Acesse nosso canal do Youtube e Volte à Página Inicial do nosso Site para mais Notícias











Ameaça tarifária de Trump contra Irã pode reabrir disputa com a China
Irã está pronto para reagir a ação militar dos EUA, diz ministro
Trump quer vender petróleo da Venezuela – mas quem vai comprar?
Líder Supremo do Irã publica charge de Trump em um sarcófago em ruínas
Powell diz ser investigado por não ceder ao governo Trump sobre juros
Powell rompe o silêncio e eleva a tensão com Trump