Ligação com Trump ajudou a aliviar as tensões, diz presidente colombiano. A recente visita diplomática que dominou manchetes internacionais tem um ponto central: a ligação com Trump ajudou a aliviar as tensões, segundo afirmou o presidente colombiano, Gustavo Petro, nesta quarta-feira (7). De fato, a conversa telefônica entre Petro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ser interpretada como um marco nas relações bilaterais entre Bogotá e Washington, que vinham se deteriorando nos últimos meses em meio a declarações fortes e acusações mútuas.
Ao falar com seus apoiadores em um comício, Petro descreveu a ligação — que durou cerca de uma hora — como o primeiro restabelecimento de comunicação direta entre os dois líderes desde que Trump retornou ao cargo americano. Ainda que houvesse desentendimentos prévios e tensões acentuadas, o líder colombiano sublinhou que a chamada com Trump representou um passo importante para amenizar o impasse diplomático.
Um momento decisivo na diplomacia bilateral
Antes de tudo, é preciso contextualizar o cenário em que essa ligação ocorreu. A relação entre Colômbia e Estados Unidos havia sido estremecida por declarações públicas fortes de Trump, incluindo acusações diretas de que Petro estaria ligado ao narcotráfico — uma acusação que Petro repudiou veementemente em diversas ocasiões.
Por outro lado, Petro também criticou uma operação militar liderada pelos EUA na Venezuela, que acabou resultando na captura do presidente Nicolás Maduro, classificando essa ação como “ilegal” e um fator de instabilidade regional. Assim, a ligação com Trump ajudou a aliviar as tensões justamente em um momento em que divergências importantes pairavam sobre temas como segurança regional, políticas antidrogas e soberania nacional.

Comunicação restabelecida após um período de silêncio
Em seu discurso nesta quarta, Petro relatou que a conversa teve caráter construtivo e que ambos os presidentes concordaram em restabelecer os canais de comunicação direta entre seus governos, incluindo diálogos entre ministérios das Relações Exteriores e chefes de Estado.
Além disso, Petro destacou que a ligação não foi apenas um gesto protocolar, mas uma oportunidade de esclarecer mal-entendidos e trocar posições sobre assuntos que vinham gerando atritos, como as ações norte-americanas e as políticas de combate ao narcotráfico. Foi, de certa forma, um reinício diplomático, que já havia sido antecipado por relatos internacionais sobre o tom “cordial” da conversa e o convite de Trump para Petro visitar a Casa Branca em breve.
Tensão em alta antes da chamada
Na semana que precedeu a ligação, as tensões entre os dois países haviam escalado rapidamente. Durante uma coletiva de imprensa no sábado (3), logo após a captura de Nicolás Maduro, Trump fez uma série de afirmações críticas contra Petro, inclusive reiterando acusações que vinculavam o presidente colombiano ao narcotráfico — algo que ele nega veementemente.
Da mesma forma, o próprio Petro e seus aliados reagiram com veemência, acusando Trump de provocar instabilidade e de interferir em assuntos regionais sensíveis. Diante desse pano de fundo, a ligação com Trump ajudou a aliviar as tensões justamente porque marcou uma mudança de tom, ainda que temporária, no diálogo entre os dois governos.
Pontos centrais da conversa
De acordo com informes diplomáticos, durante a ligação Petro enfatizou a necessidade de retomar o diálogo direto com os americanos e deixá-lo mais transparente. Ele também abordou questões como combate ao narcotráfico, cooperação regional e, mais especificamente, a situação na Venezuela — um tema que historicamente tem sido um ponto de discórdia entre os países.
Por sua vez, Trump descreveu a conversa como positiva e reiterou que a carta aberta de Petro foi respeitosa — ao ponto de o presidente americano afirmar que foi “uma grande honra” falar com o líder colombiano. Ainda assim, a própria imprensa norte-americana e diplomatas internacionais destacaram que, mesmo com esse gesto, muitos pontos de desacordo ainda permanecem, incluindo políticas de segurança e estratégias regionais.
Reações internas na Colômbia
Enquanto a ligação era vista como um avanço pela administração de Petro, as reações dentro da Colômbia foram diversas. Em comícios públicos e discursos oficiais, o presidente agradeceu pela oportunidade de esclarecer mal-entendidos e ressaltou que a comunicação aberta é um caminho útil para evitar confrontos mais sérios, incluindo conflitos diretos entre as nações.
Importante dizer que, antes da ligação, Petro havia convocado protestos e mobilizações populares contra possíveis intervenções externas, clamando pela soberania nacional. Por isso, a chamada com Trump provocou ajustes no tom de algumas falas, o que indica que a diplomacia pode influenciar até as estratégias políticas domésticas.
O papel da Venezuela e da segurança regional
Ademais, outro ponto de convergência discutido na ligação foi a situação na Venezuela, especialmente após a operação americana que resultou na prisão de Maduro. Embora Petro tenha criticado a ação, ele também reconheceu que era necessário ter algum nível de coordenação para tratar temas como violência transfronteiriça e narcotráfico, que afetam não apenas a Venezuela, mas toda a região andina.
Em outras palavras, a ligação com Trump ajudou a aliviar as tensões porque os dois líderes conseguiram, ao menos momentaneamente, colocar na mesa temas estratégicos que requerem cooperação — e não apenas confronto verbal.
Convite à Casa Branca e próximos passos
Após o contato telefônico, Trump convidou Petro para uma reunião na Casa Branca em “um futuro próximo”, sinalizando interesse em avançar nos diálogos bilaterais. Embora a data ainda não tenha sido confirmada, essa perspectiva de encontro presencial pode ser vista como parte da estratégia de amenizar tensões acumuladas nos últimos meses.
Além disso, analistas internacionais apontam que o encontro pode ser uma oportunidade para definir agendas conjuntas — como combater o narcotráfico, discutir políticas econômicas e até revisitar temas como migração e comércio — que, até agora, estiveram envoltos em retórica tensa.
Entre protestos e diplomacia
Importante destacar que, mesmo com a chamada promovendo uma redução momentânea de hostilidades, movimentos populares e setores políticos na Colômbia continuam atentos. Em várias cidades colombianas, protestos ocorreram contra as políticas americanas, expressando insatisfação com ameaças externas e defendendo maior autonomia para Bogotá.
Ou seja, embora a ligação com Trump ajudou a aliviar as tensões entre os dois governos, o equilíbrio entre diplomacia e pressão popular permanece delicado.
Reflexos para as relações hemisféricas
Por fim, esse episódio pode ter repercussões mais amplas na relação entre os Estados Unidos e os países latino-americanos. Após um período de acirramento, a conversa entre Petro e Trump ilustra que mesmo em meio a divergências profundas, a diplomacia formal ainda pode servir como um mecanismo para reduzir riscos de crise.
Porém, cabe lembrar que muitos desafios persistem, e é possível que as relações voltem a oscilar conforme novos eventos geopolíticos e interesses estratégicos se desenrolem.
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