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Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para derrubar veto à dosimetria

Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para derrubar veto à dosimetria

Welesson Oliveira 3 semanas ago 0 24

Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar ativamente, já na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, para derrubar o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. A declaração foi feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter, e rapidamente repercutiu no meio político.

Logo de início, o parlamentar deixou claro que pretende transformar o tema em uma de suas principais bandeiras no Parlamento. Segundo ele, a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vetar integralmente o projeto representa não apenas um erro jurídico, mas também um gesto político que, em sua avaliação, amplia tensões institucionais e aprofunda a polarização no país.

Críticas diretas ao presidente da República

Em sua manifestação pública, Flávio Bolsonaro afirmou que “Lula não quer paz”, ao mesmo tempo em que acusou o governo de promover uma perseguição política “escancarada, seletiva e injusta”. Dessa forma, o senador adotou um tom duro ao comentar o veto, sustentando que a medida ignora princípios como proporcionalidade e razoabilidade na aplicação das penas.

Além disso, segundo Flávio, o veto ao PL da Dosimetria reforça a narrativa de que o governo estaria mais preocupado em punir adversários políticos do que em enfrentar problemas estruturais da segurança pública. Assim, Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para reverter a decisão presidencial como forma de, segundo ele, “corrigir uma injustiça histórica”.

Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para derrubar veto à dosimetria
Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para derrubar veto à dosimetria

Comparações que ampliam o debate público

Ao aprofundar suas críticas, o senador utilizou um exemplo específico para ilustrar seu argumento. Ele citou o caso da mulher condenada por pichar, com batom, a estátua localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal durante os atos de 8 de janeiro de 2023.

De acordo com Flávio Bolsonaro, para o atual governo, esse tipo de conduta estaria sendo tratado como mais grave do que crimes como roubo e homicídio. “Enquanto criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil, para este governo o que parece realmente perigoso é uma mulher que suja uma estátua com batom”, escreveu o senador.

Com isso, Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para mudar o entendimento do Congresso sobre o tema, apostando na sensibilização da opinião pública e no apoio de parlamentares que defendem penas mais brandas para os envolvidos nos atos antidemocráticos.

O que é o PL da Dosimetria

Para compreender o centro da controvérsia, é necessário explicar o conteúdo do Projeto de Lei da Dosimetria. A proposta, aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, previa critérios mais objetivos para a fixação de penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Na prática, o texto permitiria a redução das punições em casos considerados de menor gravidade, diferenciando, por exemplo, quem participou de atos de vandalismo de quem teria financiado ou articulado uma tentativa de golpe de Estado.

Além disso, o projeto também poderia beneficiar pessoas acusadas de integrar o planejamento de uma ruptura institucional que teria como objetivo retirar Lula do poder e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro na Presidência da República.

O veto de Lula e seu simbolismo político

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o PL da Dosimetria na manhã da última quinta-feira (8). O gesto, no entanto, foi além do aspecto técnico-jurídico e ganhou forte simbolismo político.

Isso porque a assinatura do veto ocorreu durante uma cerimônia oficial organizada pelo governo federal para marcar os três anos dos ataques de 8 de janeiro. O evento, realizado no Palácio do Planalto, teve como objetivo declarado reforçar os valores da democracia e relembrar a gravidade dos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Nesse contexto, aliados de Lula afirmam que o veto foi uma mensagem clara de que o governo não pretende flexibilizar punições relacionadas a ataques contra o Estado Democrático de Direito.

Reação da oposição e estratégia no Congresso

Apesar disso, a oposição, liderada por parlamentares da direita, reagiu de forma imediata. Para Flávio Bolsonaro, o veto precisa ser derrubado como forma de restabelecer o equilíbrio entre punição e justiça. Assim, Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar politicamente para reunir votos suficientes no Congresso Nacional.

Segundo o senador, a estratégia será iniciar articulações logo na primeira sessão após o recesso parlamentar. Ele aposta no fato de que o tema da dosimetria penal desperta desconforto até mesmo em setores que não se alinham integralmente ao bolsonarismo, especialmente entre parlamentares preocupados com a imagem do Judiciário e com o princípio da individualização da pena.

Polarização e narrativa de perseguição política

Além do embate jurídico, o discurso de Flávio Bolsonaro reforça uma narrativa política que vem sendo utilizada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro desde o início dos julgamentos do 8 de janeiro. Segundo essa visão, haveria um tratamento desigual entre crimes comuns e crimes de natureza política.

Portanto, Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para transformar o debate sobre o PL da Dosimetria em um símbolo de resistência contra o que chama de “excessos do Estado”. Ao mesmo tempo, ele busca consolidar sua imagem como liderança nacional, mirando o cenário eleitoral de 2026.

O impacto do tema no debate eleitoral

Ainda que o foco imediato seja o Congresso, o tema tem repercussões evidentes no campo eleitoral. A redução ou não das penas dos condenados pelo 8 de janeiro se tornou um divisor de águas entre esquerda e direita, funcionando como combustível para discursos mobilizadores.

Enquanto o governo Lula defende que penas severas são necessárias para evitar novas tentativas de golpe, a oposição argumenta que a Justiça estaria extrapolando limites e punindo de forma desproporcional.

Nesse cenário, Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para capitalizar politicamente o descontentamento de uma parcela da sociedade que vê nas condenações um exemplo de rigor excessivo.

O que acontece agora

Do ponto de vista legislativo, o veto presidencial ainda pode ser analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional. Para ser derrubado, será necessário o voto da maioria absoluta de deputados e senadores, o que representa um desafio significativo para a oposição.

Mesmo assim, Flávio Bolsonaro e outros líderes do campo conservador acreditam que o tema pode ganhar força, sobretudo em um ano pré-eleitoral, quando parlamentares tendem a se aproximar de suas bases.

Considerações finais

Em síntese, Flávio critica Lula e diz que vai trabalhar para derrubar o veto ao PL da Dosimetria como parte de uma estratégia política mais ampla, que envolve tanto o debate jurídico quanto a disputa narrativa sobre os acontecimentos de 8 de janeiro.

O embate promete se intensificar nos próximos meses, colocando novamente em lados opostos o governo federal e a oposição no Congresso. Enquanto isso, o tema da dosimetria penal segue como um dos assuntos mais sensíveis e polarizadores da política brasileira contemporânea.

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Escrito Por

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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