Veja a linha do tempo dos ataques: um conflito que expôs tensões diplomáticas nas Américas. Veja a linha do tempo dos ataques entre Trump e Gustavo Petro e entenda como uma sucessão de declarações públicas, decisões diplomáticas e ameaças veladas transformou uma relação historicamente estratégica em um dos embates políticos mais tensos do continente americano nos últimos anos. Embora, em um primeiro momento, a relação entre Estados Unidos e Colômbia tenha sido marcada por cooperação em segurança e combate ao narcotráfico, aos poucos, esse vínculo foi sendo corroído por discursos duros, divergências ideológicas e choques de liderança.
Inicialmente, o cenário parecia controlado. No entanto, à medida que Donald Trump retomou a presidência dos Estados Unidos e Gustavo Petro consolidou sua agenda progressista na Colômbia, os atritos se tornaram inevitáveis. Assim, o que começou como discordâncias pontuais rapidamente evoluiu para uma crise diplomática de grandes proporções.
Uma trégua inesperada após semanas de tensão
Em meio à tempestade política, a calmaria retornou à Colômbia, ao menos temporariamente. Depois de uma série de ataques verbais e acusações públicas, os presidentes Gustavo Petro e Donald Trump surpreenderam ao reduzir o tom após uma conversa telefônica direta. Como resultado, Trump afirmou ter “apreciado” o contato e chegou a convidar o líder colombiano para uma reunião na Casa Branca em um futuro próximo.
Além disso, o gesto foi interpretado por analistas como uma tentativa de conter danos diplomáticos maiores. Ainda assim, apesar do tom conciliador, os acontecimentos anteriores deixaram marcas profundas na relação bilateral.

O início do confronto: imigração e voos de deportação
Desde janeiro de 2025, quando Trump iniciou seu segundo mandato, os conflitos começaram a ganhar forma. Primeiramente, Trump intensificou sua política contra a imigração ilegal, retomando voos militares de deportação. Entretanto, a maneira como os deportados colombianos eram transportados — algemados e sob custódia militar — provocou forte reação de Gustavo Petro.
Consequentemente, Petro bloqueou a aterrissagem de dois voos e denunciou publicamente a prática nas redes sociais. Além disso, dirigiu críticas diretas ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmando que jamais permitiria o retorno de colombianos algemados sob sua gestão.
Tarifas e recuo estratégico
No entanto, poucas horas depois, a situação tomou outro rumo. Diante da ameaça do governo Trump de impor tarifas de até 50% sobre produtos colombianos, além de sanções diplomáticas severas, Petro recuou. Assim, a Colômbia anunciou que aceitaria todas as condições impostas pelos Estados Unidos, inclusive a recepção irrestrita de imigrantes deportados.
Dessa forma, ficou evidente que o conflito extrapolava o campo simbólico e começava a atingir diretamente a economia e a estabilidade política da Colômbia.
A polêmica do Tren de Aragua
Posteriormente, em março de 2025, um novo episódio agravou ainda mais a crise. Durante uma reunião em Bogotá, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmou que Petro teria chamado membros do grupo criminoso Tren de Aragua de “amigos”. Segundo ela, o presidente colombiano teria defendido que os criminosos precisavam de “mais amor e compreensão”.
Embora Petro tenha negado a declaração e atribuído o mal-entendido a problemas linguísticos, o estrago político já estava feito. Afinal, o Tren de Aragua havia sido oficialmente classificado como organização terrorista pelo governo Trump, o que elevou drasticamente a gravidade das acusações.
Relação histórica sob risco
Tradicionalmente, Estados Unidos e Colômbia mantiveram uma relação de interdependência estratégica. Enquanto Washington é o principal parceiro comercial de Bogotá, a Colômbia sempre foi vista como aliada-chave no combate ao narcotráfico e ao terrorismo na América Latina.
Entretanto, em setembro de 2025, o governo Trump anunciou o descredenciamento da Colômbia, alegando falhas significativas no combate às drogas. Como consequência, o país passou a enfrentar restrições diplomáticas, ainda que parte do financiamento americano tenha sido mantida.
A revogação do visto de Gustavo Petro
Além disso, outro episódio intensificou ainda mais os atritos. Durante sua participação na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Petro criticou duramente Trump, chegando a acusá-lo de cumplicidade em crimes internacionais. Pouco depois, os Estados Unidos anunciaram a revogação do visto do presidente colombiano.
Em resposta, Petro afirmou que não precisava de visto por também possuir cidadania europeia. Ainda assim, a troca de declarações evidenciou o grau de deterioração da relação bilateral.
A “Lista Clinton” e o auge da crise
Em outubro de 2025, o embate atingiu seu ponto mais crítico. Trump chamou Petro de “bandido” e o acusou diretamente de ser responsável pelo aumento da produção de cocaína. Poucos dias depois, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra Petro e membros de sua família, incluindo sua esposa e seu filho, colocando-os na chamada “Lista Clinton”.
Diante disso, Petro reagiu com veemência, contratando advogados americanos e tornando públicas suas contas bancárias como forma de demonstrar transparência. Além disso, afirmou que seu governo havia apreendido mais drogas do que qualquer outro na história do país.
Escalada militar e ameaças diretas
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, os confrontos verbais se intensificaram ainda mais. Trump chegou a afirmar que países envolvidos no tráfico de drogas poderiam sofrer ataques militares. Como resposta, Petro advertiu sobre qualquer violação da soberania colombiana e chegou a mencionar a possibilidade de resistência armada.
A situação se agravou após o ataque militar dos EUA na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. Na sequência, Trump voltou a acusar Petro de manter fábricas de cocaína, enquanto o presidente colombiano denunciou as acusações como falsas e ofensivas.
O telefonema que mudou o tom
Por fim, em meio à escalada de tensão, ocorreu um telefonema inesperado. Trump e Petro conversaram diretamente, reduziram o tom das ameaças e sinalizaram uma possível reaproximação diplomática. Embora a instabilidade não tenha sido completamente resolvida, o contato representou um alívio momentâneo para a região.
Um conflito que ainda pode evoluir
Em síntese, ao analisar a linha do tempo dos ataques entre Trump e Gustavo Petro, fica claro que o embate vai além de diferenças pessoais. Trata-se de um choque entre visões políticas, estratégias de segurança e interesses geopolíticos. Portanto, apesar da trégua momentânea, o futuro da relação entre Colômbia e Estados Unidos permanece incerto.
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