Captura de Maduro completa uma semana; relembre o que aconteceu e, com isso, um dos episódios mais impactantes da política internacional recente segue provocando efeitos profundos na América Latina, nos Estados Unidos e no sistema diplomático global. Desde a madrugada da operação que resultou na prisão de Nicolás Maduro, cada hora subsequente trouxe novos desdobramentos, reacendeu debates sobre soberania nacional e reposicionou interesses estratégicos, sobretudo no setor energético.
Passados sete dias, a captura do líder venezuelano permanece no centro das atenções, não apenas pelo ineditismo da ação, mas também pelas consequências políticas, jurídicas e econômicas que continuam a se desenrolar.
Uma madrugada que mudou o cenário regional
Antes de tudo, é preciso voltar à madrugada de 3 de janeiro de 2026, quando forças dos Estados Unidos realizaram uma operação de grande escala em Caracas. Por volta das 3h da manhã, no horário de Brasília, explosões, apagões e intensa movimentação aérea passaram a ser registrados por moradores da capital venezuelana.
Ao mesmo tempo, relatos de tremores, correria nas ruas e sobrevoo de aeronaves militares começaram a circular nas redes sociais. Em poucos minutos, ficou claro que algo extraordinário estava em curso.
Segundo autoridades americanas, tratava-se de uma operação conjunta com apoio de setores locais, embora o governo venezuelano tenha classificado a ação como uma agressão direta e ilegal.

A captura de Nicolás Maduro
Pouco depois do início da ofensiva, tropas de elite dos Estados Unidos chegaram ao complexo onde estavam Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A operação foi liderada pela Força Delta, uma das unidades mais especializadas das Forças Armadas americanas, conhecida por atuar em missões de alto risco contra alvos considerados estratégicos.
De acordo com informações divulgadas posteriormente, Maduro tentou se deslocar para uma área segura da residência, mas foi surpreendido ainda durante a madrugada, enquanto dormia. A captura ocorreu de forma rápida e coordenada.
Nesse contexto, fontes da imprensa internacional afirmaram que agentes da CIA já monitoravam a rotina do líder venezuelano havia meses, o que teria sido determinante para o sucesso da ação.
Retirada aérea e transporte para o Caribe
Logo após a captura, Nicolás Maduro e Cilia Flores foram retirados de Caracas em um helicóptero militar. Em seguida, foram levados até o USS Iwo Jima, navio de guerra americano posicionado no Caribe havia meses como parte das operações de combate ao narcotráfico na região.
Essa fase da operação durou poucos minutos, mas foi suficiente para consolidar o controle total das forças americanas sobre os prisioneiros. A partir daquele momento, o destino de Maduro deixava de ser decidido em Caracas e passava a ser tratado diretamente por Washington.
O anúncio oficial e a reação imediata
Nas primeiras horas da manhã, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente a captura por meio de suas redes sociais. Na mensagem, classificou a ação como um sucesso e destacou a cooperação policial envolvida.
Pouco depois, a televisão estatal venezuelana reagiu, acusando os Estados Unidos de violarem a soberania nacional e a Carta das Nações Unidas. O governo venezuelano afirmou que o objetivo real da operação seria controlar os recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais.
Assim, enquanto Washington celebrava a ação, Caracas falava em sequestro e agressão internacional.
Imagem divulgada e escalada retórica
Horas depois, Trump divulgou a primeira imagem de Nicolás Maduro após a captura. Na fotografia, o líder venezuelano aparecia algemado, com os olhos vendados e usando fones de ouvido. A imagem correu o mundo e se tornou um símbolo do episódio.
Além disso, em pronunciamento realizado na Flórida, Trump foi além e declarou que os Estados Unidos assumiriam a administração da Venezuela naquele momento. A fala provocou forte reação internacional e intensificou o debate sobre intervenção estrangeira.
Reação do governo venezuelano
Em Caracas, a então vice-presidente Delcy Rodríguez fez um pronunciamento em cadeia nacional. Ela afirmou que Nicolás Maduro continuava sendo o único presidente legítimo da Venezuela e classificou a ação americana como um sequestro.
Além disso, pediu união da população e anunciou a convocação de um conselho especial de defesa. Poucas horas depois, a Suprema Corte venezuelana determinou que Delcy Rodríguez assumisse interinamente a presidência, garantindo a continuidade administrativa do país.
Maduro chega aos Estados Unidos
No fim do mesmo dia, Nicolás Maduro desembarcou em solo americano. A aeronave militar que o transportava pousou em uma base aérea em Nova York. Em seguida, ele foi levado sob forte escolta para procedimentos de identificação, incluindo coleta de impressões digitais e registro fotográfico.
Posteriormente, Maduro foi encaminhado ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, local conhecido por abrigar presos envolvidos em casos federais de grande repercussão.
Impacto humano e denúncias
Embora nenhum militar americano tenha morrido na operação, relatos indicam que soldados ficaram feridos. Além disso, estimativas de veículos internacionais apontam que dezenas de pessoas morreram durante a ofensiva, incluindo integrantes da equipe de segurança de Maduro.
Esses números passaram a ser usados por governos aliados da Venezuela como argumento para condenar a ação dos Estados Unidos em fóruns internacionais.
Repercussão global imediata
A captura de Maduro provocou reações em todo o mundo. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou a ação e afirmou que os EUA ultrapassaram uma linha inaceitável. França e outros países europeus também condenaram a operação, ressaltando a importância do respeito ao direito internacional.
Por outro lado, líderes como o presidente argentino Javier Milei comemoraram a prisão, classificando o episódio como um avanço da liberdade na região.
Nova estrutura de poder na Venezuela
Com Maduro fora do país, Delcy Rodríguez foi oficialmente empossada como presidente interina. Diferentemente de seu antecessor, ela possui formação em direito internacional e histórico diplomático, embora mantenha fidelidade ao chavismo.
Ao seu lado, seu irmão Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, emerge como figura estratégica, especialmente por manter canais de diálogo com Washington.
No entanto, outros nomes da cúpula chavista, como Diosdado Cabello e Vladimir Padrino López, seguem como alvos diretos da justiça americana, com recompensas milionárias por suas prisões.
Primeira audiência nos EUA
Dois dias após a captura, Maduro e Cilia Flores compareceram à primeira audiência em um tribunal federal de Nova York. O juiz responsável, Alvin Hellerstein, conduziu a sessão sob forte esquema de segurança.
Durante a audiência, ambos se declararam inocentes. Os advogados argumentaram que Maduro possui imunidade diplomática e questionaram a legalidade da captura. Ainda assim, o juiz manteve os dois sob custódia.
A próxima audiência foi marcada para março.
Gestos internos e libertação de presos
Enquanto isso, em Caracas, o governo interino anunciou a libertação de presos políticos como um “gesto de paz”. Organizações de direitos humanos confirmaram a soltura de detentos nos dias seguintes.
Embora o governo tenha negado negociações externas, analistas interpretaram a medida como uma tentativa de aliviar a pressão internacional.
Retorno diplomático e interesses econômicos
Poucos dias depois, uma delegação do Departamento de Estado americano chegou à Venezuela, sinalizando uma possível retomada gradual das relações diplomáticas. A reabertura da embaixada dos EUA em Caracas voltou ao debate.
Paralelamente, Trump deixou claro que o petróleo venezuelano ocupa papel central na estratégia americana. Reuniões com executivos do setor indicaram planos de investimentos bilionários para reconstrução da infraestrutura energética do país.
Petróleo no centro da disputa
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas viu sua produção despencar nas últimas décadas. Washington acredita que, com tecnologia e investimentos, a produção pode ser rapidamente retomada.
Atualmente, a Chevron é a única grande petrolífera americana ainda presente no país, mas novas empresas podem retornar caso o cenário político se estabilize.
Conclusão: uma semana que redefiniu rumos
Em síntese, Captura de Maduro completa uma semana; relembre o que aconteceu não é apenas um marco temporal, mas um divisor de águas na política latino-americana. O episódio abriu um novo capítulo na relação entre Estados Unidos e Venezuela, redefiniu alianças, expôs fragilidades institucionais e colocou o petróleo novamente no centro da geopolítica regional.
Os próximos meses serão decisivos para determinar se a captura resultará em uma transição política estável ou em um prolongado período de instabilidade.
Acesse nosso canal do Youtube e Volte à Página Inicial do nosso Site para mais Notícias











Ameaça tarifária de Trump contra Irã pode reabrir disputa com a China
Trump cancela reuniões com Irã até que “assassinato de manifestantes pare”
Lula articula plano de soberania para campanha à reeleição
Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a reuniões “estratégicas” nos EUA
Trump quer vender petróleo da Venezuela – mas quem vai comprar?
Líder Supremo do Irã publica charge de Trump em um sarcófago em ruínas