Lula avalia Durigan ministro e Ceron como número 2 da Fazenda em um movimento que sinaliza uma reconfiguração estratégica no núcleo econômico do governo federal. A possível troca no comando do Ministério da Fazenda, considerada uma das pastas mais sensíveis da Esplanada dos Ministérios, ocorre em meio ao avanço do calendário eleitoral e ao reposicionamento político do Palácio do Planalto para as eleições deste ano.
Embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada até o momento, interlocutores próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmam que o cenário está em análise avançada. Dessa forma, o nome de Dario Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda, surge como o principal cotado para assumir o posto hoje ocupado por Fernando Haddad. Ao mesmo tempo, Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, desponta como favorito para ocupar a função de número dois da pasta.
A saída de Haddad e o contexto eleitoral
Antes de tudo, Lula avalia Durigan ministro e essa avaliação ocorre após o retorno de Fernando Haddad de férias, nesta segunda-feira (12). O ministro, segundo informações já confirmadas, deve deixar o cargo ainda em fevereiro. A mudança faz parte de um amplo pacote de reorganização ministerial que vem sendo desenhado desde o fim do ano passado.
Inicialmente tratada como especulação, a saída de Haddad foi confirmada pelo próprio ministro, que declarou a intenção de se dedicar integralmente à campanha de reeleição do presidente Lula. Assim, a movimentação deixa claro que o Planalto busca alinhar a composição do governo às exigências do cenário eleitoral.
Além disso, o prazo de desincompatibilização — que se encerra em abril — pressiona o presidente a acelerar decisões estratégicas, sobretudo em pastas-chave como a Fazenda.

Por que a Fazenda é estratégica para Lula
Não por acaso, Lula avalia Durigan ministro e concentra atenção especial sobre a sucessão na Fazenda. O ministério é responsável pela condução da política fiscal, pelo diálogo com o mercado financeiro e pela articulação com o Congresso Nacional em temas sensíveis, como orçamento, arcabouço fiscal e reformas estruturais.
Portanto, qualquer mudança no comando da pasta gera repercussão imediata tanto no ambiente político quanto no econômico. Assim, a escolha de um nome técnico, com trânsito interno e confiança presidencial, torna-se fundamental para garantir continuidade e estabilidade.
Nesse sentido, Dario Durigan aparece como uma opção natural.
Quem é Dario Durigan e por que seu nome ganha força
Atualmente secretário-executivo da Fazenda, Lula avalia Durigan ministro e reconhece nele um perfil técnico, discreto e com amplo conhecimento da máquina pública. Durigan atua como o braço direito de Haddad e é visto internamente como um dos principais responsáveis pela execução das diretrizes econômicas do governo.
Além disso, sua permanência na pasta garantiria uma transição suave, evitando rupturas abruptas na política econômica. Essa continuidade é vista como essencial, sobretudo em um ano eleitoral, quando sinais de instabilidade podem gerar ruídos nos mercados e no Congresso.
Outro ponto relevante é que Durigan mantém boa relação com diferentes alas do governo, o que facilita a coordenação interna e o diálogo institucional.
Rogério Ceron e a possível função de número dois
Ao mesmo tempo em que Lula avalia Durigan ministro e desenha o futuro da Fazenda, cresce a possibilidade de Rogério Ceron assumir o posto de secretário-executivo, tornando-se o número dois da pasta.
Ceron, que atualmente comanda o Tesouro Nacional, é reconhecido por sua atuação técnica e pelo papel central na formulação das políticas fiscais. Sua eventual promoção reforçaria o perfil técnico da equipe econômica e indicaria que o governo pretende manter a mesma linha de atuação adotada até agora.
Além disso, Ceron é visto como um nome de confiança do presidente e do próprio Haddad, o que fortalece a tese de continuidade e estabilidade institucional.
Pressões políticas e expectativas do Planalto
Naturalmente, Lula avalia Durigan ministro e essa decisão não ocorre em um vácuo político. Há pressões internas e externas, vindas tanto de partidos da base aliada quanto de setores do mercado e do Congresso Nacional.
No Planalto, a expectativa é de que o presidente anuncie novas mudanças no primeiro escalão de forma gradual, à medida que as definições eleitorais avancem. Assim, a Fazenda pode ser apenas uma das várias pastas afetadas por esse redesenho ministerial.
Ainda assim, auxiliares do presidente ressaltam que Lula tem sido cauteloso, priorizando nomes técnicos e evitando indicações que possam gerar instabilidade política ou econômica.
O futuro político de Fernando Haddad
Enquanto Lula avalia Durigan ministro e Ceron como número dois, a saída de Haddad reacende discussões sobre o futuro político do ministro. Embora ele tenha afirmado publicamente que não pretende disputar cargos eletivos em 2026, interlocutores próximos a Lula indicam que essa decisão pode ser revista.
Nos bastidores, duas possibilidades ganham força: uma candidatura ao governo do Estado de São Paulo ou uma vaga ao Senado Federal pelo estado. Ambas as opções são consideradas estratégicas pelo presidente, especialmente diante da importância eleitoral de São Paulo.
Dessa forma, a saída de Haddad da Fazenda pode representar não um afastamento da vida pública, mas um reposicionamento político cuidadosamente planejado.
Impactos no mercado e reação institucional
Como era esperado, Lula avalia Durigan ministro e essa movimentação é acompanhada de perto pelo mercado financeiro. Analistas observam que a possível nomeação de Durigan tende a ser bem recebida, justamente por indicar continuidade da política econômica.
Além disso, a eventual escolha de Ceron como número dois reforça essa percepção, reduzindo temores de mudanças abruptas na condução fiscal.
Por isso, embora o anúncio oficial ainda não tenha ocorrido, o simples fato de os nomes ventilados serem técnicos e já conhecidos ajuda a conter volatilidades e especulações excessivas.
Continuidade como estratégia eleitoral
Sobretudo em um ano eleitoral, Lula avalia Durigan ministro e parece apostar na previsibilidade como ativo político. Manter a estabilidade econômica é visto como essencial para sustentar o discurso de responsabilidade fiscal e compromisso com o crescimento.
Ao mesmo tempo, a reorganização do ministério permite que figuras políticas de peso, como Haddad, sejam deslocadas para funções estratégicas na campanha, ampliando o alcance do governo junto ao eleitorado.
Assim, a movimentação na Fazenda reflete uma combinação de cálculo técnico e estratégia política.
Conclusão: um movimento calculado no centro do poder
Em resumo, Lula avalia Durigan ministro e Ceron como número 2 da Fazenda em um movimento que sinaliza continuidade, cautela e planejamento. A possível troca no comando da pasta ocorre em um contexto de forte pressão eleitoral, mas também de preocupação com a estabilidade econômica.
Ao optar por nomes técnicos e já integrados à equipe, o presidente demonstra que pretende atravessar o período eleitoral sem sobressaltos na condução da política fiscal. Ao mesmo tempo, abre espaço para que Fernando Haddad assuma um papel central na disputa política que se desenha no horizonte.
Trata-se, portanto, de uma decisão que vai muito além de uma simples troca ministerial: é um ajuste fino no coração do governo.
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