Quaest: desaprovação do governo Lula se mantém em 49%; 47% o aprovam. A mais recente pesquisa divulgada pelo instituto Genial/Quaest, nesta quarta-feira (14), indica que a desaprovação do governo Lula se mantém em 49%, enquanto 47% dos entrevistados afirmaram aprovar o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, realizado entre os dias 8 e 11 de janeiro, ouviu 2.002 pessoas presencialmente, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00835/2026.
Este cenário evidencia que, mesmo com pequenas oscilações em relação ao mês anterior, a desaprovação do governo Lula permanece estável, reforçando a polarização da opinião pública sobre a gestão atual.
Metodologia da pesquisa
O levantamento foi conduzido com rigor técnico, envolvendo entrevistas presenciais, o que garante maior confiabilidade, especialmente quando comparado a pesquisas apenas telefônicas ou online. Durante a pesquisa, os entrevistados foram questionados diretamente sobre a sua percepção do desempenho do presidente, incluindo aprovação e desaprovação, bem como avaliação positiva, negativa ou regular de seu governo.
Além disso, a pesquisa Quaest observou a evolução histórica das avaliações, permitindo comparações mês a mês. Em dezembro, por exemplo, a desaprovação do governo Lula já era de 49%, enquanto a aprovação estava em 48%. Em janeiro, a aprovação caiu para 47%, uma variação mínima dentro da margem de erro, indicando estabilidade nas intenções da população.
O fato de a desaprovação manter-se em 49% e a aprovação oscilar apenas um ponto percentual mostra que, até o momento, o governo encontra-se em uma situação equilibrada, sem grandes avanços ou retrocessos no sentimento popular.

Avaliação geral do governo Lula
O instituto também mediu a avaliação global do governo Lula, considerando critérios positivos, negativos e regulares. Segundo a pesquisa:
- 39% dos entrevistados consideram o governo negativo, representando um aumento de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior (38%).
- 32% avaliam o governo de forma positiva, uma queda em comparação a dezembro, quando era de 34%.
- O restante classifica o governo como regular, um grupo significativo que tende a oscilar entre aprovação e desaprovação dependendo do contexto político e econômico.
Portanto, ainda que haja pequenas alterações, os números refletem uma opinião pública dividida, com tendência a manutenção do quadro de polarização política que se intensifica a cada ano, principalmente em ano pré-eleitoral.
Contexto político e social
A pesquisa Quaest surge em um momento delicado, marcado por desafios econômicos e debates sobre políticas públicas. O governo Lula enfrenta críticas relacionadas à inflação, desemprego, políticas sociais e segurança pública, fatores que influenciam diretamente a desaprovação de 49%. Por outro lado, programas sociais e iniciativas de inclusão, por vezes, sustentam a aprovação de 47%, demonstrando que há base de apoio consolidada.
Além disso, os resultados da pesquisa indicam que a população mantém atenção constante à gestão do presidente, avaliando tanto decisões recentes do Executivo quanto impactos percebidos no dia a dia, como segurança, educação e serviços públicos. Essa dualidade reforça a importância de políticas consistentes para melhorar índices de aprovação e reduzir a desaprovação.
Comparação com pesquisas anteriores
Comparando os resultados da pesquisa Quaest com levantamentos anteriores, nota-se que:
- A desaprovação se mantém relativamente estável em 49%, mostrando que a percepção negativa não aumentou significativamente, apesar de desafios enfrentados pelo governo.
- A aprovação caiu ligeiramente, de 48% para 47%, mas ainda se mantém próxima da metade da população, o que indica que há um equilíbrio delicado entre apoiadores e críticos.
- A avaliação positiva caiu de 34% para 32%, enquanto a negativa subiu de 38% para 39%, reforçando a tendência de estabilidade dentro da margem de erro.
Esse quadro sugere que, enquanto não houver mudanças significativas em políticas públicas ou eventos políticos de grande impacto, a aprovação e desaprovação do governo Lula provavelmente permanecerão em patamares próximos ao atual.
Análise detalhada por faixa etária e regiões
Embora a pesquisa Quaest não tenha divulgado todos os detalhes de segmentação, levantamentos semelhantes indicam que a desaprovação tende a ser maior entre:
- Jovens eleitores, que buscam resultados rápidos e percebem menos impacto direto das políticas sociais do governo.
- Moradores de regiões metropolitanas, sujeitos a questões urbanas complexas, como transporte, segurança e habitação.
Já a aprovação costuma ser mais expressiva entre:
- População beneficiária de programas sociais, que reconhece impactos positivos na renda e na qualidade de vida.
- Eleitores de regiões do interior e municípios de menor porte, onde políticas de desenvolvimento e infraestrutura podem ter maior visibilidade.
Portanto, a divisão da opinião pública reflete questões socioeconômicas e regionais, além de fatores políticos e culturais, mostrando como diferentes segmentos percebem o governo de formas distintas.
Impacto das pesquisas no cenário eleitoral
O resultado da pesquisa Quaest tem relevância direta para o cenário político e eleitoral de 2026. Com a desaprovação em 49% e a aprovação em 47%, a população demonstra divisão de opiniões, o que influencia estratégias de campanha de partidos e pré-candidatos.
Para o governo, os números representam um alerta para manter políticas populares e demonstrar resultados concretos, especialmente no último ano do mandato. Para a oposição, indicam oportunidades de explorar críticas e consolidar apoio entre eleitores insatisfeitos.
Além disso, a estabilidade da desaprovação e aprovação indica que, até o momento, o governo Lula não sofre grandes oscilações de popularidade, o que pode impactar decisões estratégicas de alianças políticas e comunicacionais.
Considerações finais
A pesquisa Quaest, ao mostrar que a desaprovação do governo Lula se mantém em 49% e a aprovação em 47%, reforça a ideia de um país dividido politicamente, com opinião pública polarizada. Esses resultados demonstram que, embora a população esteja atenta às ações do Executivo, pequenas mudanças nas políticas podem ter efeito significativo nos índices de aprovação.
Além disso, a análise mostra que a estabilidade dentro da margem de erro sugere que as estratégias políticas do governo e da oposição precisam ser bem calibradas, considerando fatores econômicos, sociais e regionais.
Em resumo, a pesquisa Quaest oferece uma fotografia da opinião pública em janeiro de 2026, refletindo desafios e oportunidades para o governo Lula, ao mesmo tempo em que fornece subsídios para movimentos estratégicos da oposição e para debates políticos em ano eleitoral.
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