Marina e Tebet lideram corrida ao Senado em SP, mostra Vox Brasil

A corrida eleitoral pelas duas vagas do Estado de São Paulo no Senado Federal ganhou contornos definitivos com a divulgação de um novo levantamento de intenções de voto que agitou os bastidores políticos. Conduzida pelo Instituto Vox Brasil e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-00142/2026, a sondagem aponta um cenário de disputa acirrada no topo da tabela, marcado pelo protagonismo de figuras de projeção nacional. No centro das atenções, duas ex-ministras do governo federal despontam lado a lado na preferência dos eleitores paulistas, sugerindo que a batalha pelas cadeiras na Alta Câmara exigirá estratégias intensas de comunicação e forte consolidação de alianças partidárias à medida que o pleito se aproxima.
Na liderança numérica da pesquisa surge a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que alcançou 28,5% das intenções de voto. Logo em seguida, em condição de empate técnico dentro da margem de erro, aparece a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, somando 27,1% da preferência do eleitorado. Tebet integra a composição majoritária ao lado de Fernando Haddad na disputa pelo governo estadual, o que reforça o peso das coligações na atração de votos. O desempenho simultâneo de duas representantes com amplo histórico de atuação no Executivo demonstra a busca do eleitorado paulista por nomes consolidados, ao mesmo tempo em que desenha um duelo polarizado pela hegemonia nas primeiras colocações.
Logo atrás das líderes, a ala conservadora e de oposição demonstra força relevante e se posiciona como um bloco competitivo capaz de alterar os rumos da disputa. O deputado federal Ricardo Salles registrou 23,3% das intenções de voto, seguido de perto pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, que obteve 19,5%, e pelo ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, com 19,0%. Mais abaixo na tabela figuram Paulinho da Força (8,1%), Soninha Francine (7,3%), Alex Manente (6,7%), Maíra de Souza (2,0%) e Márcio Alves (1,8%). Os votos brancos e nulos somaram 15,7%, revelando uma parcela significativa de eleitores ainda desiludida com as opções disponíveis.
Contudo, o dado que mais chama a atenção de analistas e estrategistas políticos é o expressivo contingente de eleitores indecisos exposto pela sondagem. Nada menos que 41,0% dos entrevistados afirmaram que ainda não sabem ou não opinaram sobre em quem votar para o Senado. Esse volume maciço de votos indefinidos indica que o cenário eleitoral em São Paulo permanece inteiramente aberto, com espaço amplo para viradas e transformações ao longo da campanha. O elevado número de cidadãos que ainda não escolheram seus representantes representa uma margem valiosa que será disputada palmo a palmo por todas as candidaturas na reta final antes da ida às urnas.
Além da intenção de voto direta, a pesquisa Vox Brasil mediu o índice de rejeição dos concorrentes, fator crucial para determinar o teto de crescimento de cada projeto político. Curiosamente, as mesmas candidatas que lideram a preferência popular também encabeçam a lista dos nomes mais recusados pelos entrevistados. Marina Silva registra a maior rejeição, com 31,1%, acompanhada de perto por Simone Tebet, que soma 29,7%, e por Paulinho da Força, com 28,1%. Na sequência aparecem Ricardo Salles (22,3%), Guilherme Derrite (19,0%), André do Prado (15,5%), Márcio Alves (13,7%), Maíra de Souza (13,5%), Soninha Francine (13,1%) e Alex Manente (11,3%), enquanto 11,5% não rejeitam nenhum e 15,3% não opinaram.
Realizado presencialmente entre os dias 29 e 31 de julho com 1.480 eleitores em diversas regiões do estado, o estudo conta com margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança estatística de 95%. As recentes movimentações partidárias, como a oficialização de Soninha Francine pela Federação PSDB-Cidadania e a sinalização de Alex Manente para a disputa da Câmara dos Deputados, continuam reconfigurando o tabuleiro. Com um eleitorado dividido entre a tradição de nomes nacionais e a busca por alternativas regionais, as próximas semanas serão decisivas para definir se as posições consolidadas resistirão à pressão das campanhas de rua e de rádio e televisão.




