Pesquisa Nexus/BTG traz novo resultado sobre a preferência do eleitor para a corrida presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial de 2026 no cenário estimulado de primeiro turno, segundo a nova pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira, 10 de agosto. O levantamento mostra Lula com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece logo atrás, com 35%.
A diferença de cinco pontos percentuais entre os dois principais nomes da pesquisa chama atenção porque confirma a proximidade entre Lula e Flávio na corrida pelo Palácio do Planalto. O resultado mostra uma disputa concentrada principalmente entre o atual presidente e o candidato associado ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outros candidatos aparecem mais distantes dos dois primeiros colocados. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 5%, enquanto Renan Santos, do Missão, tem 4%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 3%. O cenário indica que, neste momento, Lula e Flávio concentram a maior parte das intenções de voto entre os nomes testados.
Lula mantém liderança na corrida presidencial
Os 40% atribuídos a Lula colocam o presidente na primeira posição do levantamento. A vantagem de cinco pontos sobre Flávio Bolsonaro, embora relevante, também revela que o segundo colocado está relativamente próximo e pode representar uma ameaça competitiva caso consiga ampliar sua votação durante a campanha.
A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus entre os dias 7 e 9 de agosto, com 2.001 eleitores entrevistados por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento tem intervalo de confiança de 95%.
Flávio Bolsonaro aparece com 35%
O desempenho de Flávio Bolsonaro é um dos principais destaques do levantamento. Com 35%, o senador aparece cinco pontos atrás de Lula e mantém uma posição bastante competitiva no cenário de primeiro turno, especialmente considerando que a eleição ainda está em fase de construção e que a campanha poderá alterar a distribuição dos votos.
A candidatura de Flávio também representa a continuidade do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador tenta consolidar seu nome nacionalmente e transformar a força do bolsonarismo em uma candidatura capaz de chegar ao segundo turno e disputar diretamente a Presidência contra Lula.
Caiado, Renan e Zema ficam distantes
O levantamento mostra uma diferença considerável entre os dois primeiros colocados e os demais candidatos. Ronaldo Caiado aparece com 5%, enquanto Renan Santos tem 4% e Romeu Zema registra 3%. Os números indicam que nenhum desses nomes, neste momento, consegue se aproximar do patamar alcançado por Lula e Flávio.
A distância pode aumentar a pressão sobre os candidatos que buscam ocupar o espaço da direita e do centro-direita. Com Flávio consolidado na segunda posição, outros concorrentes terão de ampliar significativamente suas intenções de voto para disputar uma vaga no segundo turno ou mesmo alterar a configuração da corrida presidencial.
Disputa continua aberta
Apesar da liderança de Lula, os números não permitem considerar a eleição definida. A diferença de cinco pontos percentuais está dentro de uma faixa que pode ser alterada ao longo da campanha, especialmente porque ainda haverá debates, propaganda eleitoral, alianças partidárias e novas pesquisas para medir a movimentação do eleitorado.
O cenário também pode sofrer alterações conforme os candidatos apresentem suas propostas e intensifiquem os ataques aos adversários. Lula tentará preservar sua liderança e defender o desempenho de seu governo, enquanto Flávio deverá concentrar esforços para reduzir a distância e atrair eleitores que ainda não decidiram seu voto.
Pesquisa também mostra voto espontâneo
Além do cenário estimulado, no qual os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a pesquisa Nexus/BTG também avaliou a intenção de voto espontânea. Nesse formato, Lula aparece com 36%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%.
A diferença de sete pontos no cenário espontâneo mostra que os dois candidatos possuem um nível elevado de lembrança entre os eleitores. Ronaldo Caiado aparece com 3%, Renan Santos tem 2% e Zema registra 1%. Outros nomes somam 3%, enquanto 7% afirmaram votar em branco ou nulo e 19% não souberam ou não responderam.
Rejeição será outro desafio
A pesquisa também apresenta um dado importante sobre a rejeição dos candidatos. Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto Lula registra 49%. Renan Santos aparece com 54%, Zema com 46% e Caiado com 43%.
Os números mostram que os dois principais candidatos possuem níveis elevados de resistência entre os eleitores. Para Flávio, reduzir a rejeição será especialmente importante caso consiga avançar para o segundo turno, enquanto Lula também precisará trabalhar para evitar que seu índice de rejeição seja convertido em votos para o adversário.
Cenário reforça polarização
A diferença de apenas cinco pontos entre Lula e Flávio no primeiro turno reforça a possibilidade de uma eleição marcada novamente pela polarização entre o campo petista e o bolsonarismo. Os dois grupos possuem bases eleitorais consolidadas e devem disputar intensamente os votos dos eleitores que ainda não estão fechados com nenhuma candidatura.
O levantamento também mostra que os demais candidatos enfrentam dificuldade para romper essa concentração. Caiado, Zema e Renan Santos aparecem em patamares bem inferiores, o que pode aumentar a importância das alianças e das estratégias adotadas ao longo da campanha.
Segundo turno pode ser decisivo
A pesquisa também avaliou cenários de segundo turno e mostra Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, embora a disputa permaneça apertada. Em um eventual confronto direto, Lula aparece com 47% e Flávio com 44%, resultado que mantém a competição dentro de uma margem estreita.
Esse cenário reforça a importância dos próximos meses para os dois candidatos. Lula precisa preservar sua liderança e tentar ampliar a vantagem, enquanto Flávio terá como objetivo reduzir a diferença e conquistar eleitores de outros candidatos. Com números próximos e uma rejeição elevada dos dois lados, cada segmento do eleitorado poderá ser decisivo para definir o resultado da eleição.
Eleição ainda pode mudar bastante
A pesquisa Nexus/BTG representa um retrato do momento eleitoral e não determina o resultado das urnas. A campanha ainda terá uma série de acontecimentos capazes de alterar as intenções de voto, desde alianças partidárias até debates e mudanças na avaliação do governo.
Por enquanto, o principal dado é a liderança de Lula com 40%, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, com 35%. A diferença mostra que o presidente começa o cenário pesquisado na frente, mas também evidencia uma disputa competitiva, na qual o senador aparece como principal adversário e mantém aberta a possibilidade de uma eleição bastante acirrada em 2026.




