A nova pesquisa Quaest para presidência

A nova pesquisa Genial/Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 chega ao cenário político em um momento de crescente atenção aos possíveis caminhos da eleição. O levantamento, contratado pelo Grupo Globo, será divulgado nesta sexta-feira (14) e representa a primeira sondagem do instituto após a definição de Alfredo Gaspar como vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL). As entrevistas foram realizadas presencialmente entre segunda-feira (10) e quarta-feira (12), reunindo informações sobre as preferências do eleitorado e outros temas relacionados ao processo eleitoral. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026 e poderá oferecer novos elementos para a leitura do atual cenário político nacional. Com a aproximação das eleições, os números são acompanhados de perto por partidos, possíveis candidatos e eleitores interessados em entender como a disputa começa a se desenhar.
Ao todo, foram realizadas 2.004 entrevistas presenciais. De acordo com as informações do levantamento, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros são importantes para a interpretação dos resultados, já que pesquisas eleitorais retratam as preferências dos entrevistados no período em que as entrevistas foram feitas e estão sujeitas às variações próprias de uma disputa ainda distante da votação. Além disso, o cenário político pode sofrer alterações à medida que novas alianças sejam construídas, candidaturas sejam consolidadas e os eleitores passem a acompanhar com maior intensidade as propostas apresentadas pelas diferentes campanhas. Por isso, a pesquisa ganha relevância não apenas pelos percentuais de intenção de voto, mas também pelo conjunto de informações que ajuda a identificar o ambiente eleitoral neste momento.
No cenário de primeiro turno, o questionário apresentado aos entrevistados reúne 13 nomes que haviam sido formalizados em convenções partidárias até o período da coleta. A relação inclui Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Escritor Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Matins (UP) e Wilson Grassi (Democrata). A presença de uma quantidade ampla de nomes permite observar como o eleitorado se distribui diante das alternativas apresentadas. O resultado também poderá ser analisado pelos partidos como um retrato do momento atual, especialmente em uma fase na qual alianças, estratégias de campanha e posicionamentos públicos ainda podem alterar a percepção dos eleitores.
A pesquisa também apresenta quatro possibilidades de segundo turno, todas tendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos candidatos. Os confrontos avaliados pelo levantamento são Lula contra Flávio Bolsonaro, Lula contra Renan Santos, Lula contra Romeu Zema e Lula contra Ronaldo Caiado. A escolha desses nomes acompanha o espaço ocupado por diferentes setores da oposição no debate eleitoral e permite comparar como o eleitorado reage diante de possíveis disputas em uma etapa decisiva da eleição. Como o processo ainda está em desenvolvimento, os resultados desses cenários devem ser observados dentro do contexto da pesquisa, sem representar uma definição antecipada do resultado de 2026. Mudanças no quadro político, na composição das chapas e na campanha podem influenciar a preferência dos eleitores até a votação.
Outro ponto de destaque está nas perguntas relacionadas aos sentimentos despertados pelos candidatos. O questionário inclui opções como entusiasmo, esperança, tranquilidade, desânimo, preocupação, raiva e indiferença, permitindo identificar diferentes percepções do eleitorado em relação aos nomes apresentados. A pesquisa também procura ampliar o retrato do momento político ao abordar a avaliação do governo Lula, as principais preocupações dos brasileiros e o nível de interesse da população pelas eleições de 2026. Esses dados ajudam a compreender não apenas quem aparece entre as preferências eleitorais, mas também quais fatores podem estar influenciando o comportamento dos eleitores. Em uma disputa marcada por diferentes nomes e possíveis mudanças de cenário, conhecer essas percepções pode ser tão relevante quanto acompanhar os índices de intenção de voto.
A inteligência artificial também aparece entre os assuntos incluídos no questionário, refletindo uma transformação que já alcança diretamente a comunicação política e as campanhas eleitorais. A utilização de novas tecnologias deverá permanecer no centro das discussões sobre o processo eleitoral, especialmente diante do avanço de ferramentas capazes de produzir textos, imagens, vídeos e outros conteúdos digitais. Ao reunir intenção de voto, avaliação do governo, sentimentos em relação aos candidatos, preocupações da população, interesse pelas eleições e percepção sobre o uso de IA, a pesquisa da Quaest oferece um panorama amplo do eleitorado neste estágio da disputa. A divulgação dos resultados, portanto, deve alimentar o debate político e despertar a atenção para os próximos movimentos de 2026, em uma corrida que ainda terá novas pesquisas, alianças, propostas e mudanças antes da definição dos votos nas urnas.



