Pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores para saber a intenção de voto e também a rejeição de cada candidato

A nova pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial de 2026 chega em um momento particularmente importante da corrida ao Palácio do Planalto. O levantamento, que está sendo concluído nesta quinta-feira, 13 de agosto, ouvirá 2.004 eleitores em todo o país e deverá ser divulgado nesta sexta-feira, 14. A sondagem foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06773/2026 e pretende medir não apenas a intenção de voto, mas também rejeição, potencial eleitoral, sentimentos provocados pelos candidatos e avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
O momento da coleta torna a pesquisa ainda mais relevante. Isso ocorre porque as entrevistas estão sendo realizadas imediatamente antes do início oficial da propaganda eleitoral, que poderá começar em 16 de agosto. Dessa forma, os números servirão como uma espécie de fotografia do eleitorado antes de uma etapa em que os candidatos terão mais espaço para apresentar propostas, atacar adversários e tentar modificar a percepção do público. A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro será observada com atenção porque o último levantamento da Quaest mostrou uma redução da diferença entre os dois em um eventual segundo turno.
Na pesquisa anterior, divulgada em 5 de agosto, Lula apareceu com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 30%. Ronaldo Caiado e Renan Santos registraram 4% cada, e Romeu Zema marcou 2%. Já no segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente apareceu com 44%, contra 39% do senador. A diferença de cinco pontos representou uma redução em relação ao levantamento anterior, quando a vantagem de Lula era de oito pontos. Por isso, a nova rodada poderá indicar se aquela aproximação foi mantida ou se houve nova alteração no cenário.
Nova pesquisa Quaest pode mostrar os efeitos do início da campanha
A principal característica desta nova pesquisa Quaest é justamente a proximidade com uma mudança importante no calendário eleitoral. Com a propaganda começando, candidatos que até agora possuem níveis diferentes de conhecimento público passarão a ter oportunidade de falar diretamente com milhões de eleitores. Portanto, os resultados divulgados antes dessa fase poderão ser comparados posteriormente com novas sondagens para verificar eventuais alterações na preferência do eleitorado. É importante, entretanto, evitar conclusões precipitadas: uma pesquisa representa o momento em que as entrevistas foram feitas e não constitui uma previsão do resultado das urnas.
Lula e Flávio Bolsonaro voltam a ser colocados frente a frente
O confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro será novamente testado no segundo turno, assim como os cenários do presidente contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. No primeiro turno, os entrevistados também serão apresentados a uma lista de 13 nomes, incluindo candidatos de diferentes partidos e correntes ideológicas. Além da intenção de voto estimulada, o questionário possui perguntas espontâneas, permitindo observar o grau de definição do eleitor e a presença de candidatos lembrados sem que seus nomes sejam apresentados. A metodologia prevê entrevistas pessoais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Rejeição e potencial eleitoral ganham importância
Outro ponto que merece atenção é a rejeição. Na rodada anterior, Flávio Bolsonaro apresentou o maior índice entre os nomes testados, com 54% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. O percentual havia sido de 57% anteriormente. Esse dado é relevante porque, em uma disputa de segundo turno, a capacidade de ampliar a votação pode depender também de quantos eleitores estão dispostos a considerar determinado candidato. A nova pesquisa deverá atualizar esse indicador e, portanto, permitir uma análise mais ampla sobre os limites de crescimento de cada candidatura.
A nova pesquisa Quaest também terá perguntas sobre sentimentos provocados pelos candidatos, identificação ideológica dos eleitores, avaliação do governo e percepção sobre economia, emprego e preços dos alimentos. Pela primeira vez nesta rodada, o levantamento inclui ainda questões sobre inteligência artificial nas campanhas e uma eventual interferência de governos estrangeiros na eleição. Esses temas mostram que a pesquisa não pretende apenas medir quem está na frente, mas também entender fatores que podem influenciar o comportamento do eleitor durante a campanha. Assim, os dados divulgados em 14 de agosto deverão oferecer um retrato mais amplo da disputa presidencial antes que a propaganda eleitoral passe a ocupar oficialmente rádio e televisão.



