Pesquisas para presidente na semana: Lula lidera 1º turno, mas disputa com Flávio aperta no 2º

A semana que antecede o início oficial da campanha eleitoral de 2026 terminou com um cenário que promete manter a disputa pela Presidência no centro das atenções: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem como os nomes mais competitivos nos levantamentos nacionais divulgados nos últimos dias. Entre segunda-feira (10) e sexta-feira (14), seis pesquisas apresentaram diferentes retratos do eleitorado e, apesar das variações nos números, indicaram uma tendência semelhante nas principais simulações. Lula aparece à frente em boa parte dos cenários de primeiro turno, enquanto Flávio se mantém próximo e amplia sua competitividade quando os institutos simulam uma eventual segunda etapa da eleição. Os levantamentos de BTG/Nexus, Gerp, CNT/MDA, Palver, PoderData/Aya e Quaest também mostram que uma parcela relevante dos eleitores já definiu sua escolha, mas ainda existe espaço para mudanças até a votação. Como as pesquisas possuem metodologias, períodos de coleta, amostras e margens de erro diferentes, os resultados não devem ser comparados diretamente entre si. A melhor forma de acompanhar a evolução da corrida eleitoral é observar a trajetória de cada candidato dentro da série histórica de cada instituto.
O levantamento BTG/Nexus, divulgado na segunda-feira (10), colocou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 35%. A diferença ficou em aproximadamente cinco pontos percentuais, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Na comparação com a rodada anterior, Flávio oscilou dois pontos para baixo, enquanto Lula apresentou variação negativa de um ponto. Quando o cenário muda para um eventual segundo turno entre os dois, a distância diminui consideravelmente: Lula aparece com 47%, contra 44% de Flávio. Nesse caso, a diferença fica dentro de uma faixa de proximidade que exige atenção à margem de erro. O levantamento aponta ainda 8% de votos brancos ou nulos e 1% de eleitores que não souberam ou não quiseram responder. Os números reforçam uma característica presente em outras pesquisas da semana: a vantagem observada no primeiro turno se torna menor quando apenas os dois nomes mais competitivos são colocados frente a frente.
A pesquisa Gerp apresentou um cenário ainda mais equilibrado no primeiro turno. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 38% cada, repetindo os percentuais registrados na rodada anterior. O levantamento também chama atenção para o grau de definição do eleitorado: 81% dos entrevistados afirmaram que sua escolha já está decidida, enquanto 19% ainda admitem a possibilidade de mudar de voto. Na simulação de segundo turno, Flávio aparece com 45%, enquanto Lula registra 43%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado permanece dentro de uma faixa de empate técnico. Outros 10% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 2% não souberam responder. O resultado mostra como a corrida pode ganhar novos contornos à medida que a campanha avançar, principalmente diante da parcela de eleitores que ainda não considera sua decisão definitiva.
No levantamento CNT/MDA, divulgado na terça-feira (11), Lula registrou 42,4% no primeiro turno, contra 28,7% de Flávio Bolsonaro. Segundo a série histórica do instituto, os números apresentam estabilidade em relação a junho, com oscilações de até um ponto percentual, dentro da margem de erro de 2,2 pontos. A pesquisa também identificou que 71,2% dos eleitores já consideram sua escolha definida, enquanto 28,8% ainda podem alterar sua decisão. No segundo turno, Lula aparece com 48%, diante de 39,1% de Flávio. Brancos e nulos somam 10,6%, e 2,3% não souberam responder. De acordo com os dados apresentados, a diferença entre os dois principais nomes caiu de 12 para nove pontos percentuais desde junho. Já a pesquisa Palver, divulgada na mesma semana, mostrou Lula com 44% e Flávio com 40% no primeiro turno. O levantamento também registrou Renan Santos, do Missão, com 10%, enquanto Ronaldo Caiado marcou 2%, Romeu Zema e Samara Martins tiveram 1% cada. Em uma eventual segunda etapa entre Lula e Flávio, os dois apareceram empatados com 46%, com os demais eleitores distribuídos entre branco, nulo, ausência ou indecisão.
O PoderData/Aya, divulgado na quinta-feira (13), manteve Lula na liderança do primeiro turno, com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 35%. A distância de seis pontos percentuais diminui significativamente no segundo turno: Lula aparece com 46% e Flávio com 45%. O resultado também mostra uma movimentação recente do senador, que cresceu dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, enquanto Lula manteve o mesmo percentual. Nesse cenário, 8% declararam voto branco ou nulo e 1% não soube responder. Na sexta-feira (14), a Quaest encerrou a sequência de pesquisas da semana com Lula marcando 38% e Flávio Bolsonaro, 31%, uma diferença de sete pontos no primeiro turno. O instituto destacou que, em levantamentos anteriores realizados com um número menor de candidatos, a vantagem de Lula chegava a 12 pontos. Na simulação de segundo turno, porém, a distância voltou a diminuir: Lula registrou 43%, contra 40% de Flávio, resultado que evidencia uma disputa mais próxima do que os números de algumas simulações de primeiro turno podem sugerir.
Com os seis levantamentos divulgados em uma única semana, o cenário eleitoral começa a ganhar contornos mais definidos justamente na véspera do período oficial de campanha. Lula aparece à frente em quatro das principais simulações de primeiro turno citadas, enquanto o Gerp aponta empate entre os dois e a Palver registra uma vantagem de quatro pontos para o petista. Ao mesmo tempo, os cenários de segundo turno revelam uma diferença consideravelmente menor, com pesquisas registrando empate técnico ou resultados próximos entre Lula e Flávio. O comportamento do eleitorado também será um dos fatores decisivos para acompanhar as próximas rodadas: dependendo do instituto, entre 19% e 28,8% dos entrevistados ainda admitem alguma possibilidade de mudança. Por isso, os números desta semana devem ser entendidos como um retrato momentâneo da intenção de voto, e não como uma previsão do resultado final. Com o início oficial da campanha, debates, propostas, alianças, exposição dos candidatos e novos levantamentos poderão alterar o quadro. A corrida presidencial de 2026, portanto, entra em uma nova fase com dois nomes concentrando boa parte da atenção nacional e com uma disputa de segundo turno que, segundo diferentes pesquisas, apresenta sinais de maior proximidade.



