Michelle Bolsonaro registra candidatura ao Senado e tem irmão como suplente

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) oficializou sua candidatura ao Senado Federal pouco mais de duas horas antes do encerramento do prazo determinado pela Justiça Eleitoral. O registro marca a primeira disputa de Michelle por um cargo público e coloca seu nome no centro das movimentações políticas para a próxima eleição. A candidatura chega acompanhada de forte expectativa no campo político, especialmente por representar uma nova etapa da trajetória pública da ex-primeira-dama, que ganhou projeção nacional durante o governo de Jair Bolsonaro.
Antes da confirmação oficial, porém, a entrada de Michelle na corrida eleitoral passou por momentos de incerteza. Nos últimos meses, vieram a público divergências envolvendo a ex-primeira-dama e seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), também apontado como um dos nomes de destaque no cenário político do grupo ligado ao ex-presidente. O episódio teve reflexos dentro do Partido Liberal e culminou na saída de Michelle da presidência do PL Mulher. Mesmo diante das mudanças, ela manteve a disposição de disputar uma vaga no Senado e avançou com o registro de sua candidatura.
Na urna, Michelle Bolsonaro concorrerá pelo número 222, uma identificação considerada de fácil memorização e associada ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A escolha do número também reforça a conexão de sua campanha com o ambiente político bolsonarista, enquanto a candidatura inaugura uma fase diferente de sua atuação pública. Agora, além da visibilidade conquistada como ex-primeira-dama, Michelle passa a disputar diretamente o voto do eleitorado em uma eleição para o Congresso Nacional.
Os dados apresentados à Justiça Eleitoral mostram que Michelle declarou patrimônio de R$ 4,4 milhões. A maior parte desse valor está concentrada em uma aplicação financeira de aproximadamente R$ 4,1 milhões. Ela também informou uma segunda aplicação financeira no valor de R$ 300 mil. Entre os bens declarados está ainda um Volkswagen Fusca, avaliado em cerca de R$ 30 mil. A relação patrimonial integra as informações disponibilizadas no processo de registro e faz parte dos dados que acompanham oficialmente a candidatura.
O nome de Michelle também ganhou espaço no noticiário por episódios relacionados à sua rotina pessoal e à segurança de seu entorno. Em setembro do ano passado, ela relatou nas redes sociais que seu veículo havia passado por uma revista antes de ser encaminhado a uma oficina. Segundo o relato feito na ocasião, a verificação teria como objetivo descobrir se Jair Bolsonaro estava dentro do automóvel. O episódio chamou a atenção nas redes e voltou a ser associado à exposição pública da família Bolsonaro, que permanece sob acompanhamento constante do cenário político nacional.
Se conquistar uma cadeira no Senado, Michelle terá como primeiro suplente seu irmão, Diego Torres. Ele atuou como assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), função que deixou em novembro de 2025 para concentrar esforços na campanha da irmã. Pela definição da Justiça Eleitoral, Michelle poderá investir até R$ 3,8 milhões em sua campanha. Com o registro confirmado e o período eleitoral em andamento, a disputa ganha mais um nome de grande visibilidade nacional, e os próximos passos da campanha deverão mostrar como Michelle pretende apresentar suas propostas ao eleitorado e consolidar sua nova trajetória na política.



