Veterinária que foi atacada por cão do Senado segue internada em estado grave

Uma médica veterinária de 36 anos foi gravemente ferida após ser atacada por um cão pertencente ao Serviço de Cinotecnia do Senado Federal, em Brasília. Vitória Valle de Oliveira Pinha estava no canil da instituição quando foi mordida na região do pescoço por um pastor-belga-malinois utilizado em atividades de segurança. Após o ataque, ela sofreu ferimentos severos e uma parada cardiorrespiratória, sendo levada em estado grave ao Hospital de Base do Distrito Federal.
O episódio aconteceu na manhã de terça-feira, 18 de agosto, enquanto a profissional realizava atendimento no local onde ficam os cães empregados pela Polícia Legislativa. Segundo informações preliminares da Polícia Civil do Distrito Federal, o ataque ocorreu dentro do canil e a vítima precisou receber atendimento emergencial antes de ser transportada para a unidade hospitalar. No Hospital de Base, Vitória foi submetida a uma cirurgia pela equipe de Cirurgia do Trauma e permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva.
Vitória é funcionária terceirizada de uma empresa contratada para prestar atendimento veterinário aos animais mantidos pelo Senado. A circunstância torna o caso também relevante sob a perspectiva da segurança no ambiente de trabalho, já que a profissional atuava justamente no cuidado de animais treinados para operações de patrulhamento e defesa. Enquanto o quadro clínico permanece grave, as circunstâncias que antecederam a mordida passaram a ser investigadas pelas autoridades responsáveis.
Ataque de cão do Senado é investigado pela Polícia Civil
A investigação sobre o ataque de cão do Senado está sendo conduzida pela 5ª Delegacia de Polícia de Brasília, que realizou diligências para reconstruir a dinâmica do ocorrido. Perícia foi realizada no local e informações deverão ser coletadas com funcionários que estavam nas proximidades no momento em que a veterinária foi atacada. Dessa maneira, deverão ser analisados os procedimentos adotados durante o atendimento, as condições do ambiente e a forma como o animal estava sendo manejado.
O cachorro envolvido pertence à raça pastor-belga-malinois, conhecida pelo elevado nível de energia, inteligência e aptidão para atividades de trabalho e proteção. Esses animais são empregados em diferentes funções operacionais, incluindo patrulhamento, detecção de drogas, explosivos e armas de fogo, além de ações de apoio à segurança. Por esse motivo, protocolos específicos de manejo e treinamento são utilizados para reduzir riscos durante o contato entre os cães e os profissionais responsáveis por sua condução.
O Serviço de Cinotecnia do Senado foi criado em 2019 e integra a estrutura de segurança da instituição. Os cães são preparados para tarefas relacionadas ao policiamento e podem ser empregados em situações que exigem identificação de substâncias, localização de materiais e apoio em operações da Polícia Legislativa. Agora, a investigação deverá verificar se os procedimentos previstos para o atendimento e a contenção do animal estavam sendo cumpridos no momento do ataque.
Veterinária sofre ferimentos graves durante ataque
A gravidade do caso está relacionada principalmente aos ferimentos provocados na região cervical, uma área do corpo que concentra estruturas fundamentais para a circulação sanguínea e outras funções vitais. De acordo com as informações divulgadas após o episódio, Vitória sofreu uma lesão grave no pescoço e apresentou uma parada cardiorrespiratória antes de ser encaminhada ao hospital. O atendimento inicial foi realizado por pessoas que estavam no local, enquanto equipes especializadas de emergência foram acionadas para dar continuidade ao socorro.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi mobilizado para atender a ocorrência e posteriormente a profissional foi levada ao Hospital de Base. A unidade é referência para atendimentos de trauma no Distrito Federal e recebeu a paciente em situação considerada grave. Após a avaliação médica, uma equipe especializada em cirurgia do trauma realizou o procedimento necessário, e a vítima passou a ser acompanhada na UTI.
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal confirmou que a veterinária havia passado por cirurgia e continuava internada em estado grave. Por causa das regras relacionadas ao sigilo médico, informações detalhadas sobre o procedimento e sobre a evolução clínica da paciente não foram divulgadas. A família foi informada sobre o quadro de saúde, enquanto o Senado afirmou que acompanha a situação e oferece assistência à profissional e aos familiares.
Cão é afastado das atividades do Senado
Depois do ataque, o cão da raça pastor-belga-malinois foi imediatamente retirado das atividades operacionais do Senado Federal. Segundo a instituição, o animal está com a vacinação em dia, será submetido a exames e permanecerá em observação enquanto as circunstâncias do episódio são apuradas. A medida foi adotada enquanto a investigação policial e a apuração interna procuram esclarecer o que provocou o comportamento agressivo durante o atendimento veterinário.
O Senado informou que acompanha o atendimento médico de Vitória e que está prestando suporte à profissional e à família. Paralelamente, a instituição declarou que está apurando os fatos relacionados ao ataque ocorrido dentro das instalações do Serviço de Cinotecnia. O caso deverá permanecer sob investigação até que sejam reunidos elementos suficientes para esclarecer a dinâmica do episódio e eventuais responsabilidades.



