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Lula e Flávio terão quanto tempo na TV? TSE divulga divisão para eleição de 2026

TSE define tempo de TV; Lula com 5 minutos e meio e Flávio 4 minutos e 20

TSE define tempo de TV para a propaganda eleitoral gratuita das eleições de 2026 e estabelece uma diferença relevante entre os principais candidatos na quantidade de minutos disponíveis no rádio e na televisão. Conforme a distribuição apresentada nesta quinta-feira (20), a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contará com 5 minutos e 31 segundos, enquanto o PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro, terá 4 minutos e 20 segundos. Além disso, foram definidos os espaços destinados ao PSD e ao Avante, enquanto candidatos de partidos que não cumpriram os critérios da cláusula de desempenho ficarão sem participação nessa modalidade de propaganda. A definição ocorreu durante audiência pública promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, para discutir o Plano de Mídia das Eleições Gerais de 2026.

TSE define tempo de TV e sorteia ordem do primeiro programa

Além da quantidade de minutos destinada a cada legenda ou coligação, foi sorteada pelo TSE a ordem de apresentação no primeiro dia do horário eleitoral gratuito. O Avante aparecerá inicialmente, seguido pelo PSD, pelo PL e, posteriormente, pela Coligação Brasil Pronto para Mais, liderada pelo PT. Entretanto, essa sequência não permanecerá fixa durante toda a campanha, já que a ordem será modificada nos programas seguintes de acordo com as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Dessa forma, pretende-se evitar que uma mesma candidatura seja permanentemente beneficiada por determinada posição na grade. Embora o sorteio determine quem abre a propaganda inicialmente, o aspecto de maior interesse estratégico para as campanhas está relacionado ao tempo total que poderá ser utilizado para apresentar propostas, discursos e mensagens aos eleitores.

Tempo de TV de Lula chega a 5 minutos e 31 segundos

Na distribuição divulgada durante a audiência, o PT ficou com a maior parcela: 5 minutos e 31 segundos. Em seguida aparece o PL, com 4 minutos e 20 segundos, enquanto o PSD contará com 2 minutos e 2 segundos. Por sua vez, o Avante terá 35 segundos. Portanto, Lula terá aproximadamente um minuto a mais de propaganda do que Flávio Bolsonaro em cada bloco considerado na divisão. Essa diferença poderá ser utilizada pelas campanhas para ampliar a exposição de propostas e construir narrativas eleitorais. No entanto, ter mais tempo disponível não significa, por si só, maior apoio eleitoral, uma vez que o desempenho nas urnas depende de diferentes fatores, como estratégia de comunicação, debates, presença nas redes sociais, alianças partidárias, avaliação dos candidatos e comportamento do eleitorado ao longo da campanha.

Zema e Renan Santos ficam sem horário eleitoral na TV

Enquanto PT, PL, PSD e Avante terão participação no horário eleitoral, Romeu Zema, candidato do Novo, e Renan Santos, do Missão, não terão tempo nessa modalidade de propaganda. Isso ocorre porque seus partidos não atingiram os requisitos estabelecidos pela cláusula de desempenho. Portanto, a ausência não decorre de uma decisão específica do TSE contra os candidatos, mas da aplicação das regras previstas para determinar quais legendas possuem direito aos recursos e espaços eleitorais correspondentes. Na prática, candidatos sem tempo de rádio e televisão tendem a depender ainda mais das redes sociais, entrevistas, debates, eventos presenciais e outras estratégias de comunicação para alcançar o eleitorado. Assim, embora a televisão continue relevante, o ambiente digital também deverá ocupar posição central na disputa presidencial de 2026.

TSE define tempo de TV e distribuição de inserções eleitorais

Além dos programas do horário eleitoral, o TSE define tempo de TV considerando também as inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras. Nesse formato, a diferença entre os partidos igualmente será significativa. O PT terá direito a 433 inserções, enquanto o PL contará com 339. Já o PSD receberá 159 inserções, e o Avante terá 47. Esses conteúdos serão exibidos durante um período de 35 dias e permitem que as campanhas apareçam em diferentes momentos da programação. Consequentemente, as inserções são consideradas instrumentos importantes para aumentar a frequência de exposição das mensagens eleitorais. Ao contrário dos blocos tradicionais, elas podem aparecer de maneira distribuída durante o dia, permitindo que slogans, propostas específicas e mensagens de campanha sejam apresentados repetidamente ao público.

Plano de Mídia das Eleições 2026 ainda terá sugestões analisadas

A audiência pública realizada pelo TSE também serviu para receber sugestões de partidos, coligações e associações relacionadas ao Plano de Mídia das Eleições Gerais de 2026. Entre as propostas apresentadas está a criação de mecanismos capazes de registrar formalmente o recebimento, pelas emissoras, dos mapas de mídia e dos materiais destinados à propaganda. Além disso, foi sugerida a disponibilização de comprovantes que permitam verificar a efetiva transmissão dos conteúdos. Outra proposta prevê que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) forneça informações sobre quais emissoras realizaram a captação dos materiais disponibilizados. Também foi defendido que as consequências previstas em lei para eventual descumprimento da obrigação de transmissão sejam apresentadas de maneira mais explícita na resolução. Entretanto, essas sugestões ainda serão avaliadas e poderão ou não ser incorporadas ao texto definitivo.

Horário eleitoral começa em 28 de agosto e vai até outubro

Por fim, a definição de que o TSE estabelece o tempo de TV representa uma das etapas importantes da organização da campanha presidencial. Para o primeiro turno das eleições de 2026, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será transmitido entre 28 de agosto e 1º de outubro. Antes disso, até 21 de agosto, deverão ser distribuídas entre as emissoras as responsabilidades referentes aos equipamentos e à mão de obra especializada necessária para a geração dos programas. Também deverá ser definida a maneira pela qual o sinal único será disponibilizado, captado e retransmitido. Assim, enquanto Lula contará com 5 minutos e 31 segundos e Flávio Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos, as campanhas entram em uma nova fase da disputa. A partir do início da propaganda, propostas, críticas e estratégias de comunicação passarão a ocupar espaço frequente na televisão e no rádio, aumentando a exposição dos candidatos justamente na reta de aproximação do primeiro turno.

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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