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Alckmin diz que Lula “salvou a democracia” pede rejeição ao bolsonarismo em Minas

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou, na noite desta sexta-feira (21), de um ato político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Diante de apoiadores, Alckmin reforçou a importância de Minas Gerais no cenário eleitoral e apresentou uma série de argumentos para defender a continuidade do projeto político liderado por Lula. O discurso reuniu referências pessoais, apoio a nomes que disputam cargos no estado e um balanço de medidas adotadas pelo governo federal em áreas como economia, emprego, saúde, educação, indústria e investimentos públicos.

Logo no início de sua fala, Alckmin destacou a ligação familiar que mantém com Minas Gerais. O vice-presidente contou que seu avô nasceu em Baependi, no Sul do estado, e também mencionou vínculos familiares com Bocaiuva, no Norte de Minas, cidade relacionada à trajetória de Patrus Ananias. Ao lembrar que já foi chamado de “o mais mineiro dos paulistas”, Alckmin afirmou que sempre recebeu a expressão com satisfação. Na sequência, declarou apoio à candidatura de Patrus ao governo estadual e ressaltou a passagem do político pela Prefeitura de Belo Horizonte e por ministérios durante administrações petistas.

O vice-presidente também aproveitou o encontro para defender as candidaturas de Marília Campos e Áurea Carolina ao Senado. Ao apresentar as duas políticas, Alckmin ressaltou a trajetória de Marília, que foi prefeita de Contagem, vereadora e deputada, além da atuação de Áurea como deputada. A manifestação ocorreu após Marília discursar no mesmo palco e abordar a participação feminina na política mineira. Alckmin afirmou que as duas poderiam representar o estado no Senado e reforçou, diante do público presente, a necessidade de ampliar a presença de mulheres na política nacional.

Outro ponto de destaque do discurso foi a defesa da democracia e das instituições brasileiras. Alckmin afirmou que Lula teve papel importante na preservação da democracia e fez referências às discussões sobre uma tentativa de ruptura institucional no país. O vice-presidente também direcionou críticas ao bolsonarismo e defendeu que os eleitores considerem a defesa do voto e da participação popular durante o processo eleitoral. A fala trouxe para o centro do ato um dos principais temas políticos debatidos no país nos últimos anos: a relação entre eleições, instituições e respeito ao resultado das urnas.

Na parte dedicada ao governo federal, Alckmin apresentou números e programas que, segundo ele, demonstram resultados positivos da atual administração. Na economia, citou crescimento, emprego, renda e Produto Interno Bruto. Na educação, mencionou a ampliação de creches e o programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio. Na saúde, destacou iniciativas como Mais Médicos, Farmácia Popular e Agora Tem Especialistas, além de apresentar dados sobre a expansão do Mais Médicos em Minas Gerais. O vice-presidente também afirmou que cerca de 30 milhões de brasileiros deixaram o Mapa da Fome e citou ações relacionadas à redução do desmatamento.

Os investimentos federais em Minas Gerais também tiveram espaço no pronunciamento. Alckmin afirmou que R$ 107 bilhões foram destinados ao estado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ressaltou que os recursos alcançam diferentes regiões e administrações estaduais. Como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ele ainda destacou a importância da indústria mineira, mencionando os setores farmacêutico e automotivo e os incentivos destinados aos chamados carros sustentáveis de entrada. Segundo o vice-presidente, as medidas contribuíram para elevar as vendas desses veículos fabricados em Minas. Ao encerrar o discurso, Alckmin resumiu sua defesa da candidatura de Lula com uma frase direcionada ao público: “O que anda para trás é caranguejo! O Brasil quer ir para frente com Lula presidente!”.

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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