Janja: ‘Mulheres foram decisivas para eleger Lula em 2022 e serão de novo’

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, destacou neste sábado (22) a importância da participação das mulheres nas eleições e afirmou que o eleitorado feminino terá novamente um papel relevante na disputa pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um ato de campanha realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ela ressaltou a atuação das mulheres na eleição de 2022 e defendeu a união do grupo em torno das decisões que, segundo ela, vão influenciar os próximos anos do país. A declaração colocou o voto feminino no centro do discurso político apresentado durante o evento e reforçou a estratégia de aproximar a campanha de temas relacionados à participação das mulheres na sociedade brasileira.
Ao falar sobre a eleição de 2022, Janja afirmou que as mulheres tiveram participação decisiva na escolha de Lula e avaliou que esse eleitorado poderá novamente exercer influência importante no resultado das urnas. Para ela, a presença feminina ultrapassa o momento da votação e está ligada à construção de comunidades, à educação dos filhos, ao trabalho, à cultura, à ciência e à política. A primeira-dama também classificou as mulheres brasileiras como importantes defensoras da democracia e destacou que a mobilização desse público será fundamental para o futuro do país. O discurso buscou valorizar diferentes trajetórias femininas e aproximar a campanha de questões presentes no cotidiano de milhões de brasileiras.
Janja também recorreu a uma referência cultural bastante conhecida no Rio de Janeiro para defender a união em torno de objetivos comuns. Ao comparar a mobilização política a uma roda de samba, afirmou que ninguém constrói esse tipo de encontro sozinho. A ideia foi utilizada para reforçar a necessidade de participação coletiva nos debates sobre o futuro do Brasil. No mesmo contexto, ela abordou a segurança pública e afirmou que o governo federal pretende ampliar a integração entre União, estados e municípios. Segundo Janja, Lula e o governador Eduardo Paes têm responsabilidade compartilhada na busca por medidas capazes de melhorar as condições de segurança nas comunidades e ampliar a atuação conjunta entre diferentes níveis de governo.
Durante o evento, a primeira-dama também destacou a história de mulheres ligadas ao Rio de Janeiro que, segundo ela, representam diferentes formas de participação social e política. Entre os nomes citados estavam Benedita da Silva, Elza Soares e Marielle Franco. Janja apresentou essas trajetórias como referências para questões relacionadas ao combate ao racismo, ao machismo e à violência política de gênero. Ao mencionar Elza Soares, ressaltou a importância de sua voz e de sua trajetória artística, enquanto Marielle Franco foi lembrada por sua origem na Maré e por sua atuação em defesa de direitos sociais. A escolha dos nomes reforçou o tom de valorização da participação feminina na vida pública e cultural do estado.
A primeira-dama defendeu ainda a construção de um país em que meninas possam crescer com mais liberdade, segurança e acesso a oportunidades. Em sua fala, citou a necessidade de ampliar ações de prevenção ao feminicídio e de enfrentar diferentes formas de violência contra as mulheres. O discurso também relacionou essas propostas à educação e à formação de crianças e adolescentes, com incentivo à permanência na escola, à prática esportiva, à cultura e à preparação para o mercado de trabalho. A mensagem apresentada durante o ato foi de que políticas públicas voltadas à juventude e às mulheres podem contribuir para ampliar perspectivas e criar condições para que novas gerações tenham acesso a um futuro com mais oportunidades.
Com a eleição se aproximando, a participação feminina tende a permanecer entre os temas de destaque nos discursos políticos, especialmente pelo peso desse eleitorado nas decisões nacionais. Ao enfatizar a atuação das mulheres em 2022 e defender uma nova mobilização, Janja reforçou uma estratégia de campanha voltada a um público amplo e diversificado. O ato no Rio de Janeiro também combinou temas eleitorais, segurança pública, educação, direitos das mulheres e referências culturais, criando uma mensagem centrada na participação coletiva. A fala da primeira-dama mostra como a disputa eleitoral começa a incorporar diferentes segmentos da sociedade e como o voto feminino deverá ocupar espaço relevante nas discussões sobre os rumos do Brasil.



