Dolly Parton, uma das maiores cantoras da música country, falece aos 80 anos

Dolly Parton morreu aos 80 anos nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, deixando uma das trajetórias mais marcantes da história da música norte-americana. A morte da cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa foi comunicada pela família por meio de uma publicação nas redes sociais, em uma notícia que rapidamente provocou manifestações de fãs e artistas em diferentes partes do mundo. Considerada uma das maiores representantes da música country, Dolly construiu uma carreira de quase seis décadas e permaneceu como uma figura de enorme influência cultural até os últimos anos de vida.
A artista morreu em Nashville, no Tennessee, nos Estados Unidos, região que esteve diretamente ligada à sua formação e à construção de sua carreira. A causa da morte não havia sido divulgada até as primeiras horas após o anúncio, embora Dolly tivesse revelado recentemente que enfrentava problemas de saúde e que havia passado por um período particularmente difícil depois da morte do marido, Carl Dean, em março de 2025. Poucos dias antes de morrer, ela ainda havia falado sobre projetos profissionais e demonstrado desejo de continuar trabalhando, o que tornou a notícia ainda mais inesperada para o público.
Dolly Parton deixa um repertório que atravessou gerações e ultrapassou as fronteiras do country, alcançando o pop, o cinema e a televisão. Canções como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You” ajudaram a transformar a cantora em um fenômeno internacional, enquanto sua habilidade como compositora fez com que seu trabalho fosse reconhecido por diferentes públicos. Ao mesmo tempo, sua atuação filantrópica consolidou uma imagem pública associada não apenas ao entretenimento, mas também à educação, à literatura infantil e a iniciativas sociais.
Dolly Parton morre aos 80 e deixa uma carreira extraordinária
Dolly Rebecca Parton nasceu em janeiro de 1946, no Tennessee, em uma família numerosa e de origem humilde, experiência que posteriormente seria transformada em matéria-prima para muitas de suas composições. Desde criança, ela demonstrou talento para a música e chegou a se apresentar em programas de rádio e televisão ainda muito jovem, antes de conquistar espaço profissional em Nashville. Seu primeiro contrato com uma gravadora foi assinado em 1962, quando ela tinha apenas 16 anos, dando início a uma trajetória que rapidamente ganharia dimensão nacional.
A ascensão definitiva ocorreu durante a parceria profissional com Porter Wagoner, com quem Dolly passou a se apresentar em programas de grande audiência e consolidou sua presença na música country. Depois, a cantora decidiu seguir carreira solo e demonstrou que também poderia sustentar uma trajetória própria, transformando experiências pessoais, relacionamentos e dificuldades em canções de enorme alcance popular. Sua capacidade de escrever músicas emocionalmente fortes, combinada com uma voz característica e uma personalidade marcante, ajudou a estabelecer Dolly como uma das compositoras mais importantes de sua geração.
Entre suas maiores obras está “I Will Always Love You”, composição escrita por Dolly em 1973 e posteriormente transformada em um sucesso mundial na voz de Whitney Houston. A música se tornou um dos exemplos mais conhecidos da capacidade da cantora de criar obras que poderiam ultrapassar o gênero original e alcançar públicos completamente diferentes. Já “Jolene”, lançada em 1973, permanece como uma de suas canções mais reconhecidas e continua sendo regravada por artistas de diferentes estilos e gerações.
Dolly Parton também fez história no cinema e nos negócios
A trajetória de Dolly Parton não ficou limitada aos palcos e estúdios de gravação, pois a artista também construiu uma carreira relevante como atriz. Ela participou de filmes como “Como Eliminar seu Chefe”, conhecido internacionalmente como “9 to 5”, e “Flores de Aço”, ampliando sua popularidade para o cinema e demonstrando uma presença artística que ia muito além da música. Sua personalidade carismática e seu humor também ajudaram a transformar suas aparições públicas em momentos de grande repercussão.
Como empresária, Dolly também se destacou pela capacidade de transformar sua identidade artística em projetos duradouros. Em 1986, foi inaugurado o Dollywood, parque temático localizado no Tennessee que se tornou uma das principais atrações turísticas da região e ajudou a fortalecer sua ligação com o estado onde nasceu. A cantora também manteve controle sobre direitos relacionados às próprias composições, uma estratégia que contribuiu para sua independência financeira e demonstrou uma visão empresarial incomum entre artistas de sua geração.
A atuação filantrópica foi outro capítulo fundamental dessa história e passou a ser uma parte importante da identidade pública de Dolly. Por meio da Imagination Library, projeto criado para incentivar a leitura infantil, milhões de livros foram distribuídos gratuitamente para crianças, alcançando famílias em diferentes regiões. Durante a pandemia de Covid-19, a artista também doou US$ 1 milhão para pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de vacinas, demonstrando que sua influência pública era utilizada para apoiar iniciativas consideradas importantes para a sociedade.
Morte de Dolly Parton encerra uma era na música
A morte de Dolly Parton ocorre depois de um período no qual a artista já havia reduzido algumas atividades profissionais por causa de problemas de saúde. Nos últimos dias, ela revelou que vinha enfrentando dificuldades físicas e que havia deixado de cuidar adequadamente de alguns problemas enquanto acompanhava o marido durante os últimos anos de vida dele. Mesmo diante dessas limitações, Dolly continuava envolvida em novos projetos, incluindo iniciativas ligadas a um museu dedicado à sua trajetória e outros empreendimentos planejados para Nashville.
O impacto de sua morte deverá ser sentido de maneira profunda porque Dolly Parton conseguiu alcançar públicos muito diferentes ao longo de sua carreira. Sua música foi admirada por fãs do country, do pop e de outros gêneros, enquanto sua atuação como atriz, empresária e filantropa fez com que seu nome se tornasse conhecido mesmo entre pessoas que não acompanhavam regularmente a música country. Com mais de 100 milhões de discos vendidos e aproximadamente 3 mil músicas compostas, segundo levantamentos publicados após sua morte, sua dimensão artística pode ser medida tanto pelos números quanto pela permanência de suas obras.
Dolly Parton morre aos 80 anos, portanto, deixando uma trajetória que dificilmente poderá ser resumida apenas pelos seus grandes sucessos musicais. Sua história começou em uma família pobre do Tennessee, passou pelos principais palcos dos Estados Unidos e terminou com a consolidação de uma artista que também se tornou empresária, atriz e uma das mais conhecidas filantropas de seu país. Para milhões de admiradores, fica o legado de uma mulher que transformou sua própria história em música e conseguiu permanecer relevante por décadas, fazendo de sua obra uma referência que deverá continuar atravessando gerações.



