Enamed: Divulgadas Avaliação dos Cursos de Medicina e Medidas de Supervisão. O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) divulgaram recentemente os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, levantando discussões importantes sobre a qualidade da educação médica no Brasil. Com foco na eficiência do ensino e na preparação de profissionais aptos a atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), o Enamed revelou que 204 cursos de medicina do Sistema Federal de Ensino apresentaram conceito satisfatório, enquanto 99 cursos foram reprovados e passarão por medidas de supervisão do MEC.
Para o público conservador e patriota, essa análise mostra a importância de se garantir que nossos futuros médicos sejam capacitados, assegurando o atendimento à população com competência técnica e ética. Neste artigo, vamos detalhar os resultados, explicar as medidas adotadas pelo MEC e contextualizar o impacto das avaliações na formação médica do país.
O Que é o Enamed e Sua Importância na Formação Médica
O Enamed é a modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) voltada para os cursos de medicina. Ele cumpre dois objetivos estratégicos:
- Avaliar a qualidade da formação médica nas instituições de ensino superior;
- Servir como critério de seleção para programas de residência médica (Enare), permitindo que os resultados tenham peso nos processos seletivos.
Como o Enamed funciona
O exame avalia conhecimento, habilidades e competências clínicas de estudantes concluintes e profissionais que buscam residência. Com periodicidade anual, o Enamed garante transparência e padronização no desempenho dos cursos de medicina, fornecendo dados essenciais para políticas públicas e supervisão do MEC.
Resultados Gerais do Enamed 2025
Dos 351 cursos de medicina avaliados, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino (instituições públicas federais e privadas), e os restantes aos sistemas estaduais. Os resultados revelaram:
- 204 cursos (67,1%) obtiveram conceito 3 a 5, considerado satisfatório;
- 99 cursos (32%) ficaram com conceitos 1 e 2, com desempenho insuficiente de mais da metade dos estudantes, e passarão por ações de supervisão da Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior).
Esses dados indicam um panorama preocupante em determinados cursos, principalmente os municipais, nos quais 85% foram considerados insatisfatórios, evidenciando a necessidade de intervenção e melhoria.
Medidas de Supervisão e Intervenção do MEC
Para cursos com desempenho insuficiente, o MEC adotou medidas escalonadas, conforme o percentual de concluintes proficientes:
- Faixa 1: menos de 30% de concluintes proficientes → suspensão do ingresso de novos alunos;
- Faixa 2: 30% a 40% → redução de 50% da oferta de vagas;
- Faixa 3: 40% a 50% → redução de 25% das vagas;
- Acima de 50% → proibição temporária de aumento de vagas.
Além disso, essas instituições têm suspensão de participação no Fies e em outros programas federais, garantindo que o financiamento público não seja direcionado para cursos de baixa qualidade.
Objetivo das medidas
Segundo o Ministro da Educação, Camilo Santana, a intenção não é punir as universidades, mas sim assegurar que todos os médicos formados no país tenham qualidade de ensino, garantindo segurança à população. A meta é equilibrar supervisão rigorosa e proteção dos estudantes, sem prejudicar quem já está matriculado.
Desempenho por Categoria Administrativa
O desempenho dos estudantes varia conforme a categoria administrativa das instituições:
- Instituições Federais: 6.502 alunos avaliados, 83,1% com proficiência;
- Instituições Estaduais: 2.402 alunos, 86,6% proficientes;
- Instituições Municipais: 944 alunos, apenas 49,7% proficientes;
- Privadas com fins lucrativos: 15.409 alunos, 57,2% proficientes;
- Privadas sem fins lucrativos: 12.960 alunos, 70,1% proficientes.
O cenário evidencia que instituições municipais e privadas com fins lucrativos ainda precisam investir significativamente em infraestrutura, corpo docente e métodos de ensino para atingir níveis adequados de proficiência.

Conceito Enade e Distribuição dos Cursos
Os cursos foram classificados conforme o Conceito Enade:
- Conceito 1: 24 cursos (7,1%) – até 39,9% de estudantes proficientes;
- Conceito 2: 83 cursos (23,6%) – 40% a 59,9% proficientes;
- Conceito 3: 80 cursos (22,7%) – 60% a 74,9% proficientes;
- Conceito 4: 114 cursos (33,0%) – 75% a 89,9% proficientes;
- Conceito 5: 49 cursos (13,6%) – acima de 90% proficientes.
Essa classificação permite identificar rapidamente cursos de excelência e aqueles que necessitam de intervenção, sendo fundamental para políticas de supervisão e melhoria contínua.
Enamed e Enare: Integração e Benefícios para Residência Médica
O Enamed também é utilizado como base para o Exame Nacional de Residência (Enare), otimizando a seleção de candidatos para programas de residência em hospitais universitários, instituições públicas e privadas.
Em 2025, o Enare registrou 87.035 inscrições, crescimento de 63,7% em relação a 2024, com 7.197 vagas ofertadas, refletindo expansão significativa na capacitação médica do país.
Impacto para o Sistema de Saúde e Sociedade
Garantir a qualidade da formação médica é uma questão de interesse público, já que médicos bem preparados impactam diretamente a eficiência do SUS e a saúde da população. Cursos mal avaliados podem gerar profissionais despreparados, comprometendo a vida dos cidadãos, principalmente em regiões com maior carência de profissionais da saúde.
Além disso, o crescimento das instituições privadas exige maior fiscalização, garantindo que o investimento financeiro dos alunos seja convertido em educação de excelência.
O Enamed 2025 mostrou avanços significativos na avaliação da formação médica no Brasil, mas também evidenciou desigualdades entre instituições públicas, privadas e municipais. As medidas de supervisão do MEC são essenciais para assegurar que todos os futuros médicos recebam educação de qualidade, protegendo a sociedade e fortalecendo o sistema de saúde.
A integração com o Enare reforça a importância de avaliações periódicas e padronizadas, garantindo transparência, segurança e melhoria contínua na formação médica nacional.
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