Falece a veterinária Vitória Valle, de 36 anos; ela foi atacada por pastor-belga do Senado, em Brasília

A médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, morreu neste sábado, 22 de agosto de 2026, quatro dias depois de ter sido atacada por um cão do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal, em Brasília. O ataque aconteceu na manhã de terça-feira, 18 de agosto, enquanto a profissional realizava atendimento no canil da instituição, e o animal envolvido era um pastor-belga-malinois. A morte foi confirmada pelo Senado, que divulgou uma manifestação de pesar pela profissional que trabalhava no cuidado dos cães utilizados pela Polícia Legislativa.
Segundo as informações divulgadas após o ataque, Vitória sofreu uma grave lesão na região do pescoço e teve uma parada cardiorrespiratória durante a ocorrência. Ela recebeu os primeiros atendimentos de colegas, o Corpo de Bombeiros foi acionado e a veterinária foi encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal, onde precisou passar por uma cirurgia de emergência. Mesmo após o procedimento, o estado de saúde permaneceu grave e ela ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva durante quatro dias.
A morte da veterinária ocorre enquanto as circunstâncias do ataque continuam sendo investigadas pelas autoridades. A Polícia Civil realizou perícias e diligências para esclarecer como o incidente aconteceu dentro do canil e quais condições estavam presentes no momento em que o animal atacou a profissional. Enquanto isso, o pastor-belga-malinois envolvido no caso foi afastado das atividades operacionais e colocado sob observação, enquanto novas informações sobre o episódio são apuradas.
Veterinária atacada no Senado estava no cuidado dos animais
Vitória atuava como profissional terceirizada no Serviço de Cinotecnia do Senado, setor responsável pelo cuidado e treinamento dos cães empregados em atividades de segurança. Antes de retornar à instituição como profissional contratada, ela havia sido estagiária de Medicina Veterinária no Senado entre 2022 e 2024. Dessa forma, a veterinária já possuía experiência no ambiente e trabalhava diretamente com os animais mantidos pela instituição.
O ataque ocorreu enquanto a profissional prestava atendimento a um dos cães do serviço, situação que exigia contato direto com um animal treinado para atividades operacionais. O pastor-belga-malinois utilizado pelo Senado fazia parte de uma estrutura voltada à segurança e, conforme informações divulgadas sobre o Serviço de Cinotecnia, cães desse tipo podem ser empregados em patrulhamento, detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo, além de operações específicas da Polícia Legislativa. Por isso, as circunstâncias relacionadas ao manejo do animal deverão ser analisadas na investigação.
Após o ataque, o atendimento médico foi realizado de maneira emergencial diante da gravidade dos ferimentos. A veterinária chegou ao Hospital de Base em estado grave, passou por cirurgia e permaneceu sob cuidados intensivos até a confirmação da morte quatro dias depois. O caso, portanto, passou de uma ocorrência de ataque dentro de uma unidade do Senado para uma investigação envolvendo a morte de uma profissional que trabalhava justamente no cuidado dos animais da instituição.
Ataque de pastor-belga é investigado pela Polícia Civil
A investigação deverá buscar esclarecer a dinâmica exata do ataque e as circunstâncias que levaram ao ferimento fatal. Segundo as informações divulgadas, perícias foram realizadas no local e depoimentos deverão integrar o conjunto de elementos analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso. Até o momento, não devem ser antecipadas conclusões sobre eventual responsabilidade, já que as circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas oficialmente.
O funcionamento do Serviço de Cinotecnia também passou a receber atenção após a morte de Vitória. Criado em 2019, o serviço utiliza cães treinados para diferentes tarefas de segurança, incluindo patrulhamento e detecção de drogas, explosivos e armas, além de apoio em ações da Polícia Legislativa. Nesse contexto, a investigação poderá contribuir para esclarecer quais procedimentos de segurança e manejo estavam sendo adotados no momento do atendimento realizado pela veterinária.
O Senado informou que Vitória recebeu atendimento imediato após o ataque e que a instituição prestou suporte à vítima e à família durante o período de internação. Com a confirmação da morte, a Casa também manifestou pesar pelo falecimento da profissional, que havia trabalhado anteriormente como estagiária e depois retornado para atuar de forma terceirizada. A apuração das circunstâncias do episódio, contudo, permanece sob responsabilidade das autoridades competentes.
Morte da veterinária causa repercussão em Brasília
A morte de Vitória Valle de Oliveira Pinha encerra de forma trágica um caso que começou com um ataque ocorrido dentro das instalações do Senado Federal. A profissional, de 36 anos, permaneceu quatro dias internada depois de sofrer ferimentos graves no pescoço e uma parada cardiorrespiratória durante o incidente. Agora, a investigação deverá esclarecer todos os fatores relacionados ao ataque e verificar as circunstâncias em que a ocorrência aconteceu.
O episódio também chama atenção para os cuidados necessários no manejo de cães empregados em atividades de segurança, especialmente quando profissionais precisam realizar procedimentos diretamente com esses animais. Como a vítima trabalhava justamente no cuidado dos cães do Senado, a apuração poderá trazer esclarecimentos sobre os protocolos adotados no canil e sobre a dinâmica do atendimento realizado naquele dia. Enquanto as diligências continuam, Vitória é lembrada pela família, colegas e pelo Senado como a profissional que perdeu a vida durante o exercício de uma atividade ligada ao cuidado dos animais da instituição.



