Flávio Bolsonaro diz que Eduardo foi responsável por levá-lo a encontros considerados estratégicos durante uma recente passagem pelos Estados Unidos, em um movimento que reacende o debate político sobre a articulação internacional da direita brasileira e, sobretudo, sobre a possível construção de uma candidatura presidencial para 2026. A declaração foi feita pelo senador na saída da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Desde então, a fala ganhou repercussão imediata nos bastidores de Brasília. Isso porque, além de confirmar reuniões fora do país, Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a encontros com o objetivo de apresentá-lo como um possível pré-candidato ao Palácio do Planalto. Dessa forma, o senador sinaliza, ainda que de maneira cautelosa, que seu nome começa a circular em ambientes políticos internacionais ligados à direita conservadora.
Articulação internacional e cenário político
Primeiramente, é importante destacar que a estratégia de buscar interlocução fora do Brasil não é novidade dentro do bolsonarismo. Pelo contrário, desde o governo Jair Bolsonaro, houve um esforço sistemático para estreitar laços com lideranças conservadoras estrangeiras, especialmente nos Estados Unidos. Nesse contexto, Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a reuniões estratégicas justamente para apresentar sua trajetória política e, ao mesmo tempo, testar a receptividade de seu nome no cenário internacional.
Além disso, segundo o senador, as conversas foram positivas, embora ele tenha evitado fornecer detalhes sobre os interlocutores ou os temas abordados. Ainda assim, a simples confirmação de encontros estratégicos já é suficiente para provocar reações tanto de aliados quanto de adversários políticos no Brasil.

O papel de Eduardo Bolsonaro
Nesse sentido, Flávio Bolsonaro diz que Eduardo desempenha um papel central nesse processo. O ex-deputado federal, que está nos Estados Unidos desde março do ano passado, construiu ao longo da última década uma rede de contatos com políticos conservadores, empresários e representantes de think tanks alinhados à direita. Portanto, não por acaso, Eduardo tem sido apontado como o principal articulador internacional do bolsonarismo.
Além disso, Flávio reconheceu publicamente que o irmão tem sido peça-chave no planejamento de sua eventual pré-candidatura. Segundo ele, Eduardo conhece o ambiente político externo, entende como funcionam as articulações fora do país e, por isso, tem auxiliado na construção de pontes internacionais.
Reuniões “estratégicas” e repercussão
Ainda que o senador tenha evitado entrar em detalhes, o uso da palavra “estratégicas” chamou a atenção. Isso porque, em política, esse termo costuma indicar encontros cuidadosamente planejados, com objetivos claros e impacto de médio ou longo prazo. Assim, Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a reuniões estratégicas justamente para ampliar sua visibilidade e legitimar seu nome em círculos políticos conservadores fora do Brasil.
Ao mesmo tempo, o senador tratou de afastar especulações sobre um eventual encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo Flávio, ele não solicitou reunião alguma e consideraria uma honra conversar com Rubio, mas negou que tenha havido qualquer pedido formal. Dessa forma, ele buscou conter rumores que circularam na imprensa internacional.
Apoio internacional como estratégia eleitoral
Por outro lado, o próprio Flávio Bolsonaro já havia declarado, em entrevistas anteriores, que pretende buscar apoio internacional como parte de sua estratégia política. Em dezembro, por exemplo, ele afirmou que planeja visitar diversos países, incluindo Estados Unidos, Argentina, Chile, Israel e nações da Europa e do Oriente Médio.
Nesse sentido, Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a reuniões estratégicas nos EUA como um primeiro passo dentro de um plano mais amplo. A ideia, segundo interlocutores próximos ao senador, seria apresentar seu nome como representante da direita brasileira em um cenário global marcado pelo fortalecimento de movimentos conservadores.
A direita internacional e o “efeito onda”
Além disso, Flávio tem destacado o que chama de “onda conservadora” na América do Sul e em outras regiões do mundo. Ele citou, por exemplo, o crescimento da direita na Argentina e no Chile, argumentando que esse movimento poderia se refletir também no Brasil em 2026. Assim, a articulação internacional serviria não apenas para obter apoio externo, mas também para reforçar a narrativa de que o bolsonarismo faz parte de um fenômeno global.
Portanto, quando Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a reuniões estratégicas, ele está, ao mesmo tempo, sinalizando alinhamento ideológico e tentando fortalecer sua imagem como liderança política capaz de dialogar além das fronteiras nacionais.
Reações no Brasil
Enquanto isso, no Brasil, as declarações geraram reações diversas. Aliados veem a movimentação como legítima e estratégica, sobretudo em um cenário em que Jair Bolsonaro enfrenta restrições jurídicas. Já críticos afirmam que buscar apoio internacional pode representar interferência externa na política brasileira.
Ainda assim, Flávio Bolsonaro tem reiterado que todas as conversas ocorreram dentro da legalidade e que não houve qualquer tipo de pedido formal de apoio institucional. Segundo ele, tratou-se apenas de apresentações e diálogos políticos, algo comum em democracias ao redor do mundo.
A sucessão de Jair Bolsonaro
Outro ponto relevante é a questão da sucessão dentro do próprio bolsonarismo. Com Jair Bolsonaro fora do jogo eleitoral, ao menos temporariamente, cresce a disputa interna por um nome que represente o grupo em 2026. Nesse contexto, Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a reuniões estratégicas também como forma de testá-lo como possível herdeiro político do pai.
Além disso, a exposição internacional pode funcionar como um diferencial competitivo frente a outros nomes da direita brasileira. Ao se apresentar como alguém com trânsito fora do país, Flávio busca se posicionar como uma liderança preparada para dialogar em um mundo cada vez mais interconectado.
Cautela no discurso
Apesar disso, o senador tem adotado um tom cauteloso. Ele evita se declarar oficialmente pré-candidato e insiste que qualquer decisão será tomada no momento oportuno. Ainda assim, suas falas indicam que o projeto está em construção.
Portanto, ao afirmar que Eduardo o levou a reuniões estratégicas, Flávio Bolsonaro deixa claro que há um planejamento em curso, mesmo que ainda embrionário. Trata-se de um movimento calculado, que visa tanto o público interno quanto observadores internacionais.
Conclusão
Em resumo, Flávio Bolsonaro diz que Eduardo o levou a reuniões estratégicas nos EUA como parte de uma estratégia mais ampla de articulação política internacional. Embora o senador evite revelar detalhes, as declarações reforçam a percepção de que seu nome começa a ser trabalhado como possível candidato à Presidência em 2026.
Além disso, o episódio evidencia o papel central de Eduardo Bolsonaro como articulador internacional do bolsonarismo e mostra que a disputa pelo futuro da direita brasileira já começou, ainda que de forma indireta. Dessa forma, as próximas movimentações do senador, tanto dentro quanto fora do país, deverão ser acompanhadas de perto por aliados, adversários e analistas políticos.
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