Grupo que praticava roubo de carga tornou-se o foco de uma grande operação deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (8), revelando a complexidade e o alto grau de organização de uma quadrilha especializada em crimes contra o setor logístico. A ação policial, que mobilizou diversas equipes simultaneamente, teve como objetivo desarticular uma organização criminosa responsável por prejuízos milionários causados ao transporte de mercadorias na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Desde as primeiras horas do dia, agentes da PCRS cumpriram 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Alvorada, Canoas, Gravataí e Balneário Pinhal. A ofensiva é resultado de meses de investigação e representa um avanço significativo no combate ao roubo de cargas, crime que impacta diretamente a economia, encarece seguros e afeta toda a cadeia de abastecimento.
Investigação detalhada revelou estrutura organizada
Antes de mais nada, é importante destacar que o grupo que praticava roubo de carga não atuava de forma improvisada. Pelo contrário, segundo a polícia, tratava-se de uma organização estruturada, com divisão clara de funções e uso de estratégias sofisticadas para dificultar a ação das autoridades.
Ao longo de 2025, investigadores reuniram provas, analisaram imagens de câmeras de segurança, rastrearam movimentações financeiras e monitoraram a atuação dos suspeitos. Com isso, foi possível identificar o padrão dos crimes, os principais alvos e os locais utilizados para armazenar e redistribuir as mercadorias roubadas.

Cargas de alto valor estavam entre os alvos
Entre os roubos atribuídos ao grupo, destacam-se cargas de tintas industriais em grande volume e produtos lácteos, mercadorias de alto valor comercial e fácil revenda. Justamente por isso, o prejuízo causado ao setor logístico foi considerado milionário, afetando não apenas empresas de transporte, mas também seguradoras, distribuidores e consumidores finais.
Além disso, a polícia destacou que o foco em cargas específicas demonstra planejamento prévio, já que os criminosos escolhiam produtos com alta demanda e liquidez no mercado paralelo.
O roubo que marcou a investigação
Sem dúvida, o episódio mais emblemático envolvendo o grupo que praticava roubo de carga ocorreu em 7 de novembro, na cidade de Canoas. Na ocasião, quatro caminhões carregados com latas de tinta foram levados de uma empresa logística em uma ação considerada ousada e extremamente coordenada.
As imagens captadas por câmeras de segurança revelaram que os criminosos utilizaram veículos clonados, manobra comum em crimes desse tipo, com o objetivo de dificultar a identificação e o rastreamento por parte das forças de segurança. Além disso, os suspeitos agiram com rapidez, precisão e conhecimento da rotina da empresa alvo.
Recuperação parcial da carga e venda ilegal online
Após o roubo, parte da carga foi localizada em um galpão abandonado, utilizado como ponto de transbordo e armazenamento temporário. Entretanto, outra parte já havia sido desviada para revenda ilegal.
Nesse contexto, a investigação identificou que dois suspeitos estavam comercializando as tintas roubadas em plataformas online, oferecendo os produtos a preços muito abaixo do valor de mercado. Esse detalhe chamou a atenção dos investigadores, que conseguiram comprovar que as mercadorias pertenciam ao mesmo lote e marca das cargas roubadas em Canoas.
Núcleo familiar comandava a organização criminosa
Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi a estrutura interna da quadrilha. Conforme apurado, o grupo que praticava roubo de carga era formado, em grande parte, por um núcleo familiar, liderado pela matriarca da família, uma mulher com extensa ficha criminal e histórico de envolvimento em diversos delitos.
Segundo a polícia, a liderança feminina exercia papel central na coordenação das ações, no controle da logística criminosa e na distribuição dos lucros obtidos com os roubos. Esse modelo familiar, embora não seja incomum no crime organizado, dificulta infiltrações e amplia o grau de confiança entre os integrantes.
Base operacional em Alvorada
A base principal da organização ficava em um endereço no município de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O local era utilizado não apenas para o armazenamento de cargas roubadas, mas também como ponto de apoio para outras atividades ilícitas.
De acordo com a Polícia Civil, o imóvel funcionava como centro de transbordo, local de guarda de mercadorias, ponto de tráfico de drogas e base para planejamento de novos crimes. Essa multifuncionalidade reforça o caráter altamente organizado do grupo.
Impacto econômico do roubo de cargas
O avanço do grupo que praticava roubo de carga reflete um problema nacional. O roubo de mercadorias impacta diretamente o custo do transporte, eleva o preço dos seguros e, consequentemente, encarece produtos para o consumidor final.
Além disso, empresas do setor logístico enfrentam prejuízos indiretos, como atrasos nas entregas, perda de contratos e aumento de investimentos em segurança. Por esse motivo, operações como essa são vistas como essenciais para a manutenção da estabilidade econômica regional.
Estratégia policial e integração de forças
A operação desta quinta-feira foi planejada de forma minuciosa. A Polícia Civil mobilizou equipes especializadas, cruzou informações com outros órgãos de segurança e utilizou inteligência policial para evitar vazamentos e garantir o cumprimento simultâneo dos mandados.
Dessa forma, a ação buscou não apenas apreender provas e recuperar bens, mas também enfraquecer a estrutura financeira e operacional da organização criminosa.
Próximos passos da investigação
Embora a operação represente um golpe significativo contra o grupo que praticava roubo de carga, a investigação ainda está em andamento. A polícia analisa materiais apreendidos, como celulares, documentos, dispositivos eletrônicos e registros financeiros.
Além disso, novas fases da operação não estão descartadas, assim como a possibilidade de identificação de outros envolvidos, receptadores e financiadores do esquema criminoso.
Combate contínuo ao crime organizado
Por fim, a Polícia Civil reforçou que o combate ao roubo de cargas seguirá como prioridade. A atuação de organizações criminosas nesse setor exige respostas rápidas, investigações aprofundadas e integração entre forças de segurança.
Portanto, a operação no Rio Grande do Sul representa não apenas uma ação pontual, mas parte de um esforço contínuo para reduzir a criminalidade, proteger o setor produtivo e garantir maior segurança à população.
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