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Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026

Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026

Welesson Oliveira 2 semanas ago 0 5

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra em 2026 marcado por uma intensa movimentação política na Esplanada dos Ministérios. Logo no início do ano, Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026, consolidando um cenário de instabilidade administrativa, rearranjos estratégicos e preparação explícita para o próximo ciclo eleitoral.

A 15ª troca ocorreu após o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A saída do ex-ministro, anunciada na última semana, reforçou a percepção de que o governo vive um período de transição interna, no qual decisões políticas e eleitorais passam a influenciar diretamente a composição do primeiro escalão.

Ministério da Justiça segue sem definição

Apesar da relevância da pasta, Lula ainda não anunciou quem assumirá oficialmente o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Enquanto isso, o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, foi nomeado ministro interino, permanecendo no cargo até que o presidente defina um novo titular.

Essa indefinição, embora temporária, evidencia a cautela do Planalto em escolher um nome que consiga equilibrar articulação política, resposta à crise da segurança pública e alinhamento com a agenda eleitoral do governo.

Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026
Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026

Primeira troca do ano abre caminho para novas mudanças

Essa foi a primeira alteração ministerial registrada em 2026. No entanto, longe de ser um caso isolado, ela inaugura uma sequência de saídas que já são dadas como praticamente certas dentro do governo.

Nesse contexto, a próxima movimentação relevante deve ocorrer no Ministério da Igualdade Racial, atualmente comandado por Anielle Franco desde o início do terceiro mandato de Lula.

Anielle Franco deve disputar eleição

Em entrevista à CNN, Anielle Franco confirmou que deve deixar o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A ministra deve ser candidata a deputada federal pelo PT do Rio de Janeiro e conta com o aval direto do presidente Lula.

Embora a decisão esteja tomada, Anielle afirmou que ainda não há uma data definida para a transição. Segundo ela, os detalhes da saída e da escolha de um substituto ainda serão discutidos com o presidente nos próximos meses.

Saída alinhada ao calendário eleitoral

A eventual saída de Anielle Franco segue o padrão esperado para ministros que pretendem disputar eleições. Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam se desincompatibilizar até abril do ano eleitoral, o que deve provocar uma verdadeira debandada na Esplanada.

Assim, Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026, não apenas por crises internas, mas principalmente por imposições legais e estratégias eleitorais.

Fernando Haddad também deve deixar o governo

Outra mudança considerada praticamente certa envolve o Ministério da Fazenda. Fernando Haddad já manifestou a intenção de deixar o cargo até fevereiro para se dedicar integralmente à coordenação da campanha eleitoral de Lula em 2026.

O próprio ministro já declarou que considera incompatível exercer simultaneamente a função de articulador político da campanha presidencial e o comando da área econômica do governo.

Pedido já foi feito ao presidente

Em dezembro do ano passado, Haddad confirmou à imprensa que já havia feito o pedido ao presidente Lula. Segundo ele, a saída foi discutida de forma preliminar e a decisão final deveria ser amadurecida no início de 2026.

Caso se confirme, a saída de Haddad representará uma das mudanças mais sensíveis do governo, uma vez que a pasta da Fazenda é central para a política econômica e para a relação do Brasil com o mercado financeiro.

Reacomodação de quadros estratégicos

Além das saídas por motivos eleitorais, Lula também avalia uma reacomodação interna de ministros que não disputarão as eleições por serem senadores em meio de mandato.

Esse movimento busca preservar quadros experientes dentro do governo, ao mesmo tempo em que reorganiza posições estratégicas para fortalecer a articulação política no Congresso Nacional.

Wellington Dias e Camilo Santana ganham protagonismo

Entre os principais nomes cotados para mudanças estão Wellington Dias, atual ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, e Camilo Santana, ministro da Educação. Ambos são ex-governadores, possuem forte influência regional e integram o núcleo histórico do PT no Nordeste.

Wellington Dias é apontado como possível substituto de Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação com o Congresso.

Mudanças na Casa Civil também entram no radar

Já Camilo Santana é cotado para assumir a Casa Civil, atualmente comandada por Rui Costa. A movimentação seria estratégica, uma vez que a Casa Civil coordena a execução de políticas públicas e exerce forte influência sobre toda a máquina governamental.

Essas mudanças, se confirmadas, alterariam significativamente o eixo de poder dentro do governo Lula.

Saídas de Gleisi Hoffmann e Rui Costa

Gleisi Hoffmann e Rui Costa também planejam deixar seus cargos em 2026. Gleisi deve tentar a reeleição como deputada federal pelo Paraná, enquanto Rui Costa pretende disputar uma vaga no Senado pela Bahia.

Com isso, duas das principais lideranças do governo no Planalto devem deixar funções centrais, abrindo espaço para uma reformulação profunda da equipe presidencial.

Ministério da Justiça segue no centro das atenções

Além disso, Camilo Santana também aparece entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, vaga deixada por Lewandowski. Outro nome lembrado nos bastidores é Wellington César Lima e Silva, que já ocupou o cargo em 2016, durante o governo Dilma Rousseff.

A escolha do novo ministro será decisiva, sobretudo em um momento em que a segurança pública figura como uma das maiores preocupações da população brasileira.

Histórico de trocas impressiona

O volume de mudanças no terceiro mandato de Lula chama atenção. Até agora, Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026, configurando um dos períodos mais instáveis da história recente da Esplanada.

A lista inclui demissões, pedidos de exoneração e realocações estratégicas, refletindo tanto crises pontuais quanto ajustes políticos.

Lista completa das saídas no terceiro mandato

Desde 2023, deixaram o governo:

Gonçalves Dias (GSI),
Daniela Carneiro (Turismo),
Ana Moser (Esporte),
Márcio França (realocado),
Flávio Dino (STF),
Silvio Almeida (Direitos Humanos),
Paulo Pimenta (Secom),
Nísia Trindade (Saúde),
Alexandre Padilha (realocado),
Juscelino Filho (Comunicações),
Cida Gonçalves (Mulheres),
Carlos Lupi (Trabalho),
Márcio Macêdo (Secretaria-Geral),
Celso Sabino (Turismo),
Ricardo Lewandowski (Justiça).

Um governo em transição permanente

Diante desse cenário, o governo Lula entra em 2026 sob um clima de transição permanente. As decisões tomadas agora terão impacto direto não apenas na gestão atual, mas também no desempenho eleitoral do presidente e de seus aliados.

Assim, Lula acumula 15 trocas ministeriais e mais saídas são esperadas em 2026, evidenciando que o Planalto vive um momento decisivo, no qual governar e fazer política eleitoral caminham lado a lado.

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Escrito Por

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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