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Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo”

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo”

Welesson Oliveira 3 semanas ago 0 6

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” e transforma a aprovação do tratado de livre-comércio entre os dois blocos em um dos momentos mais simbólicos de seu terceiro mandato. A confirmação oficial da União Europeia, anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira (9), marca o desfecho de uma negociação que se arrastou por 25 anos e recoloca o Brasil no centro do debate sobre comércio internacional e cooperação entre nações.

Logo após o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais para comemorar o avanço do acordo, classificando-o como uma “vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países e blocos”. A declaração não foi casual. Pelo contrário, sintetiza a visão de política externa que Lula vem defendendo desde o início do mandato: a valorização do multilateralismo em um mundo cada vez mais pressionado por práticas protecionistas e decisões unilaterais.

Um acordo esperado por décadas

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” porque o tratado representa o fim de uma das negociações comerciais mais longas da história contemporânea. Iniciado ainda no final da década de 1990, o acordo atravessou diferentes governos, crises econômicas globais, mudanças políticas profundas e impasses ambientais que quase o inviabilizaram em diversas ocasiões.

Ainda assim, ao longo dos últimos anos, especialmente a partir da retomada do diálogo diplomático com a União Europeia, o governo brasileiro intensificou esforços para destravar o processo. Nesse sentido, Lula assumiu pessoalmente a articulação política, tratando o acordo como prioridade estratégica para o Brasil e para o Mercosul.

Além disso, durante a presidência rotativa do Mercosul exercida pelo Brasil no final do ano passado, o Planalto tentou concluir o texto final, mesmo diante de resistências internas em países europeus. Embora não tenha sido possível finalizar naquele momento, o trabalho diplomático abriu caminho para o sinal verde agora concedido.

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo”
Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo”

Multilateralismo como eixo central da política externa

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” porque vê no tratado uma afirmação clara de um modelo de governança internacional baseado na cooperação. O multilateralismo, citado reiteradamente pelo presidente, defende a atuação conjunta de múltiplos países para resolver desafios comuns, como comércio, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

Esse modelo se contrapõe diretamente ao unilateralismo, no qual países tomam decisões isoladas, muitas vezes impondo barreiras comerciais ou sanções sem negociação ampla. Também se diferencia do bilateralismo, que envolve apenas dois países, limitando o alcance das decisões.

Ao enfatizar o caráter histórico do acordo, Lula busca reforçar a ideia de que, mesmo em um cenário global marcado por disputas geopolíticas e protecionismo, ainda é possível construir consensos amplos. Para o presidente, portanto, o tratado vai além de ganhos econômicos e se torna um símbolo político.

Impacto econômico e alcance global

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” também porque o tratado une dois grandes blocos econômicos. Juntos, Mercosul e União Europeia somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões, configurando um dos maiores acordos de livre-comércio do planeta.

Na prática, isso significa redução de tarifas, ampliação de mercados, estímulo às exportações e fortalecimento de cadeias produtivas. Para o Brasil, setores como agronegócio, indústria de transformação e serviços podem ser diretamente beneficiados, sobretudo com o acesso facilitado ao exigente mercado europeu.

Além disso, o acordo tende a atrair investimentos estrangeiros, impulsionar inovação e aumentar a competitividade das empresas brasileiras. Embora os efeitos não sejam imediatos, a expectativa é de impacto positivo no médio e longo prazo.

O papel de Lula na costura do acordo

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” porque, politicamente, o avanço do tratado é visto como uma vitória pessoal do presidente. Lula sempre foi defensor do acordo e, desde o início do terceiro mandato, deixou claro que pretendia concluir negociações internacionais estratégicas.

Nesse contexto, o presidente brasileiro adotou uma postura ativa, dialogando diretamente com líderes europeus e ajustando discursos, especialmente na área ambiental, para atender preocupações históricas da União Europeia. Essa mudança de abordagem foi crucial para destravar resistências que haviam se intensificado nos últimos anos.

Portanto, embora o acordo seja resultado de um esforço coletivo e de longo prazo, a atuação direta de Lula contribuiu para criar o ambiente político necessário à sua aprovação.

Repercussão internacional e fortalecimento da imagem do Brasil

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” em um momento em que o Brasil busca recuperar protagonismo internacional. Após anos de isolamento diplomático, o país volta a ser visto como um ator relevante nas grandes negociações globais.

A celebração do acordo reforça a imagem do Brasil como defensor do comércio internacional baseado em regras, diálogo e cooperação. Além disso, fortalece a posição do país em fóruns multilaterais e amplia sua capacidade de influência em negociações futuras.

Esse reposicionamento ocorre em paralelo a um cenário global marcado por tensões comerciais, sobretudo após medidas protecionistas adotadas por grandes potências. Nesse ambiente, o acordo Mercosul-UE surge como contraponto e exemplo de integração econômica.

Processo de ratificação e próximos passos

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo”, mas o caminho até a plena vigência do tratado ainda envolve etapas importantes. Com a aprovação pelo lado europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar formalmente o acordo com os países do Mercosul.

O Paraguai, que assumiu a presidência rotativa pro tempore do bloco em dezembro de 2025, será o palco dessa etapa simbólica. Em seguida, cada país do Mercosul deverá submeter o texto aos seus respectivos parlamentos.

Entretanto, a entrada em vigor do acordo é individual, ou seja, não depende da aprovação simultânea dos quatro Estados-membros. Isso pode acelerar a implementação em países que concluírem o processo legislativo mais rapidamente.

Apoio institucional do governo brasileiro

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” com respaldo institucional. Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) saudaram a aprovação da assinatura do tratado.

Segundo as pastas, trata-se do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos mais relevantes firmados pela União Europeia com parceiros internacionais. O governo brasileiro avalia que o tratado cria oportunidades concretas de crescimento econômico e integração produtiva.

Reflexos políticos internos

Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” também porque o avanço do tratado tem reflexos políticos internos. O acordo entrega ao governo um resultado concreto em meio a debates sobre economia, política externa e desenvolvimento sustentável.

Além disso, fortalece o discurso de que o Brasil voltou a dialogar com o mundo e a ocupar espaço relevante nas grandes decisões globais. Esse argumento tende a ser explorado politicamente pelo Planalto nos próximos meses.

Conclusão

Em síntese, Lula celebra acordo Mercosul-UE: “Dia histórico para o multilateralismo” porque o tratado representa uma vitória diplomática, econômica e simbólica. Após 25 anos de negociações, o avanço do acordo reforça a aposta no diálogo internacional, reposiciona o Brasil no cenário global e consolida uma das principais bandeiras da política externa do presidente.

Embora desafios ainda existam no processo de ratificação e implementação, o sinal verde da União Europeia já é suficiente para marcar este momento como histórico — não apenas para o Brasil e o Mercosul, mas para o próprio modelo de cooperação internacional que Lula defende.

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Escrito Por

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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