Parlamentares se manifestam sobre veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, reacendendo um dos debates mais sensíveis do cenário político brasileiro atual. A decisão presidencial, anunciada na manhã desta quinta-feira (8), provocou reações imediatas tanto da base governista quanto da oposição, evidenciando a profundidade da polarização em torno dos atos de 8 de janeiro de 2023 e de suas consequências jurídicas e políticas.
Desde as primeiras horas após o veto, deputados e senadores passaram a utilizar as redes sociais para defender ou criticar a decisão do Executivo. Assim, o tema rapidamente dominou o debate público, mobilizando lideranças partidárias, militantes e analistas políticos.
O veto presidencial e seu contexto político
O Projeto de Lei da Dosimetria havia sido aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado e previa alterações nos critérios de aplicação de penas. Na prática, o texto permitiria a redução das condenações impostas a pessoas envolvidas nos atos criminosos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
No entanto, ao vetar integralmente a proposta, Lula reafirmou uma posição que já vinha sendo sinalizada ao longo de 2025. Para o governo, a iniciativa legislativa representava um risco à responsabilização dos envolvidos na tentativa de ruptura democrática.
Dessa forma, a decisão presidencial foi apresentada como um gesto de defesa institucional, alinhado ao discurso de preservação do Estado Democrático de Direito.

Reações imediatas da oposição
Entre os primeiros a se manifestar contra o veto, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a decisão do presidente será revertida pelo Parlamento. Segundo ele, a oposição trabalhará para derrubar o veto já na primeira sessão conjunta do Congresso Nacional.
Além disso, um requerimento apresentado pela deputada Carol De Toni (PL-SC), com apoio de parlamentares bolsonaristas da Câmara e do Senado, busca a convocação de uma sessão ainda em janeiro. A justificativa apresentada é a urgência do tema e a necessidade de revisar, segundo a oposição, penas consideradas excessivas.
Nesse contexto, parlamentares se manifestam sobre veto reforçando o argumento de que o Legislativo não pode se omitir diante do que classificam como desproporcionalidade nas condenações.
Governistas comemoram e prometem mobilização
Do outro lado do espectro político, a reação foi de celebração. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), comemorou o veto e anunciou uma ampla mobilização para impedir que a decisão presidencial seja derrubada.
Segundo o parlamentar, a estratégia envolverá a atuação no Congresso, o engajamento nas redes sociais e a mobilização de movimentos sociais. Assim, a base governista pretende transformar o veto em uma bandeira política e simbólica.
Para o PT, manter o veto é essencial para garantir que os responsáveis pelos ataques às instituições democráticas sejam devidamente punidos.
Simbolismo do veto durante cerimônia oficial
A assinatura do veto ocorreu durante uma cerimônia organizada pelo governo federal para marcar os três anos dos atos de 8 de janeiro. O evento, realizado no Palácio do Planalto, teve caráter simbólico e buscou reforçar o compromisso do governo com a democracia.
Ao escolher esse momento para oficializar a decisão, Lula ampliou o impacto político do veto. Assim, o gesto foi interpretado como uma resposta direta às tentativas de relativizar os crimes cometidos naquele dia.
Consequentemente, parlamentares se manifestam sobre veto não apenas como reação a uma decisão administrativa, mas como resposta a um ato político carregado de significado.
O embate entre narrativas
Enquanto a oposição sustenta que o PL da Dosimetria buscava corrigir excessos e garantir justiça individualizada, o governo e seus aliados afirmam que o texto abriria brechas para a impunidade.
Além disso, governistas lembram que a proposta poderia beneficiar não apenas executores dos atos, mas também pessoas envolvidas na articulação de um plano mais amplo de golpe de Estado.
Esse embate de narrativas evidencia como o tema ultrapassa o campo jurídico e se consolida como um dos principais pontos de confronto político no país.
Impacto das condenações e do Judiciário
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal já condenou mais de 800 pessoas pelos atos de 8 de janeiro. As decisões resultaram em penas variadas, de acordo com o grau de envolvimento de cada réu.
Além disso, os julgamentos relacionados à tentativa de golpe culminaram na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares de alta patente, ampliando ainda mais a repercussão política do tema.
Nesse cenário, o veto ao PL da Dosimetria é visto pelo governo como uma forma de preservar a autoridade das decisões judiciais e evitar interferências do Legislativo.
Clima de tensão no Congresso
O debate sobre a dosimetria das penas já vinha causando embates entre governistas e oposição ao longo de todo o ano de 2025. Desde então, Lula deixou claro que vetaria a proposta caso fosse aprovada.
Agora, com o veto formalizado, o clima no Congresso tende a se intensificar. Parlamentares avaliam os custos políticos de apoiar ou rejeitar a decisão presidencial, especialmente diante da proximidade de disputas eleitorais.
Assim, parlamentares se manifestam sobre veto em um ambiente marcado por cálculos estratégicos e pressões de diferentes setores da sociedade.
Mobilização da sociedade e repercussão pública
A repercussão do veto também se estendeu para além do Parlamento. Nas redes sociais, apoiadores e críticos do governo protagonizam debates acalorados, enquanto movimentos políticos organizam campanhas a favor ou contra a derrubada do veto.
Analistas avaliam que a opinião pública pode desempenhar papel decisivo no desfecho da disputa. Por isso, tanto governo quanto oposição investem na comunicação direta com a população.
Dessa maneira, o veto ao PL da Dosimetria se consolida como um dos temas centrais do debate político nacional.
Perspectivas para os próximos meses
O futuro do veto dependerá da capacidade de articulação da oposição e da base governista. Para ser derrubado, será necessário alcançar maioria absoluta nas duas Casas do Congresso, o que não é tarefa simples.
Enquanto isso, o governo aposta na mobilização social e na narrativa democrática para manter o apoio ao veto. Já a oposição intensifica esforços para transformar o tema em um símbolo de resistência ao Executivo.
Portanto, parlamentares se manifestam sobre veto em um cenário que promete novos capítulos e desdobramentos relevantes para a política brasileira.
Considerações finais
Em resumo, o veto de Lula ao PL da Dosimetria desencadeou uma onda de manifestações de parlamentares de esquerda e de direita, evidenciando a profundidade das divisões políticas no país. A decisão presidencial, carregada de simbolismo, transformou-se rapidamente em um novo campo de batalha entre governo e oposição.
Com mobilizações anunciadas, requerimentos protocolados e discursos inflamados, o tema seguirá no centro da agenda política nacional. O desfecho dessa disputa não apenas definirá o destino do veto, mas também sinalizará os rumos da relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário nos próximos meses.
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