Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil e volta ao centro do debate público um dos instrumentos mais discutidos da política penitenciária brasileira: a remição de pena por meio da leitura. Embora o tema não seja novo no sistema prisional, o pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) reacendeu discussões sobre ressocialização, justiça penal, acesso à educação no cárcere e igualdade de direitos entre os detentos.
Atualmente, o programa de remição de pena pela leitura conta com 336.800 adesões em presídios de todo o país, segundo dados oficiais do Sisdepen, banco de dados que monitora o sistema penitenciário nacional. Esses números reforçam que a iniciativa já está amplamente difundida no Brasil e impacta diretamente milhares de pessoas privadas de liberdade.
O que é o programa de remição de pena pela leitura
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil porque a iniciativa está prevista na Lei de Execuções Penais (LEP) e foi posteriormente regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo central do programa é estimular a educação, o pensamento crítico e a ressocialização de pessoas condenadas, permitindo a redução do tempo de pena mediante a leitura de obras previamente autorizadas.
Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, não se trata de um benefício automático. Ao contrário disso, o programa impõe regras claras, critérios rígidos e avaliação contínua do desempenho do apenado. Dessa forma, busca-se garantir que a leitura seja efetiva e que o conteúdo absorvido contribua para o desenvolvimento intelectual e social do preso.

Números revelam alcance nacional do programa
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil também porque os dados revelam um alcance expressivo da política pública. Do total de participantes registrados em 2025, 310.073 são homens e 26.727 são mulheres, refletindo, inclusive, a própria composição do sistema carcerário brasileiro, majoritariamente masculino.
Esses números mostram que, apesar das dificuldades estruturais dos presídios, o incentivo à leitura conseguiu se consolidar como uma das principais ferramentas de remição de pena no país. Além disso, evidenciam que o programa deixou de ser uma experiência pontual para se tornar uma política penitenciária amplamente aplicada.
Programas regionais e iniciativas locais
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil porque, além da diretriz nacional, diversas unidades da federação adaptaram o programa à sua realidade local. Em alguns estados, a remição pela leitura ganhou nomes próprios e identidade regional.
No Distrito Federal, por exemplo, a iniciativa é conhecida como “Ler Liberta”, reforçando simbolicamente a ideia de que o conhecimento pode ser um caminho para a transformação pessoal e a reinserção social. Em outros estados, programas semelhantes seguem a mesma lógica, ainda que com pequenas variações administrativas.
Essas adaptações, portanto, ajudam a ampliar a adesão, pois aproximam o projeto da realidade cultural e educacional de cada região.
Quais livros podem ser lidos pelos detentos
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil, mas isso não significa que qualquer obra esteja liberada. As bibliotecas prisionais trabalham com listas específicas, previamente aprovadas pelas administrações penitenciárias e, em muitos casos, por comissões pedagógicas.
Essas listas são compostas, majoritariamente, por obras de literatura clássica, ficção, romances, ensaios e livros com valor cultural reconhecido. Entre os autores mais recorrentes estão nomes como Machado de Assis, Jorge Amado, Clarice Lispector, Ariano Suassuna, Marcelo Rubens Paiva, William Shakespeare, Gabriel García Márquez e George Orwell.
O objetivo dessa curadoria é garantir que a leitura vá além do entretenimento, estimulando reflexão crítica, ampliação do vocabulário e contato com diferentes visões de mundo.
Como funciona a remição na prática
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil também porque o funcionamento é relativamente simples, embora rigoroso. Cada apenado pode ler até 12 obras por ano, e cada livro concluído permite a redução de quatro dias da pena.
Na prática, isso significa que um preso pode obter até 48 dias de remição por ano, desde que cumpra todas as exigências do programa. Contudo, a simples leitura não é suficiente. Ao final de cada obra, o detento precisa elaborar um relatório ou resumo escrito, demonstrando compreensão do conteúdo.
Esse texto passa por uma avaliação, geralmente feita por professores, pedagogos ou comissões internas. Somente após a aprovação o benefício é concedido. Assim, o sistema busca evitar fraudes e garantir que a leitura tenha sido, de fato, realizada.
Casos emblemáticos e repercussão pública
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil e já beneficiou presos de diferentes perfis, inclusive condenados por crimes de grande repercussão nacional. Um exemplo é o ex-policial militar Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Antes mesmo da sentença definitiva, Lessa já havia conseguido reduzir cerca de 200 dias de sua pena por meio da leitura, enquanto estava custodiado em um presídio federal. O caso ganhou destaque na imprensa e reacendeu debates sobre os limites e os critérios da remição penal.
Esses exemplos, portanto, mostram que o programa é aplicado de forma ampla, independentemente da notoriedade do crime ou do condenado, seguindo o princípio da legalidade.
O pedido feito pela defesa de Bolsonaro
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil porque, nesta semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal para que ele também possa participar do programa de remição pela leitura.
O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que deverá analisar se Bolsonaro atende aos critérios legais e se há viabilidade prática para a adesão, considerando as condições específicas de sua custódia.
Embora o pedido tenha gerado forte repercussão política e social, juristas lembram que o programa está previsto em lei e que, em tese, qualquer apenado pode solicitá-lo, desde que cumpra os requisitos estabelecidos.
Debate público e polarização
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil e, ao mesmo tempo, expõe a profunda polarização do debate público. Para alguns críticos, a discussão revela privilégios indevidos; para outros, trata-se apenas da aplicação da lei de forma isonômica.
Especialistas em direito penal ressaltam que a remição pela leitura não é um favor, mas um direito previsto na legislação, criado justamente para estimular a ressocialização. Nesse sentido, negar o acesso a esse mecanismo apenas com base na identidade do preso poderia configurar tratamento desigual.
Por outro lado, parte da sociedade questiona se o sistema penitenciário possui estrutura suficiente para garantir que todos tenham acesso igualitário aos livros e à avaliação dos relatórios.
Importância da leitura na ressocialização
Pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil porque a leitura é reconhecida como uma das ferramentas mais eficazes de transformação pessoal no ambiente prisional. Estudos indicam que presos que participam de atividades educacionais apresentam menores índices de reincidência criminal.
Além disso, o contato com a literatura contribui para o desenvolvimento emocional, melhora a capacidade de comunicação e amplia horizontes. Em um ambiente marcado por violência e isolamento, os livros funcionam como pontes para outras realidades.
Conclusão
Em síntese, pedido por Bolsonaro, programa de leitura tem 336 mil adesões no Brasil não é apenas uma manchete de impacto, mas um retrato de uma política pública já consolidada no sistema penitenciário brasileiro. O debate em torno do pedido do ex-presidente trouxe visibilidade ao programa, mas os números mostram que ele já beneficia centenas de milhares de pessoas em todo o país.
Independentemente de posicionamentos políticos, a remição de pena pela leitura permanece como um instrumento relevante de ressocialização, educação e redução da reincidência criminal. O desafio, agora, é garantir que esse direito seja aplicado com transparência, equidade e estrutura adequada, fortalecendo seu papel na construção de um sistema penal mais humano e eficaz.
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