Pesquisa Datafolha revelou que Flávio Bolsonaro está liderando também em São Paulo

A pesquisa Datafolha divulgada em agosto trouxe um novo retrato da disputa presidencial de 2026 no maior colégio eleitoral do Brasil. Em um eventual segundo turno em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, registra 42%. O resultado mostra uma vantagem de cinco pontos percentuais para Flávio entre os eleitores paulistas e coloca o estado novamente como uma das principais áreas de disputa na eleição presidencial.
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 21 de agosto e apresentou cenários específicos em cinco unidades da Federação, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal. As margens de erro nos levantamentos estaduais são de três pontos percentuais, o que precisa ser considerado na interpretação dos números e nas comparações com pesquisas anteriores. Dessa forma, embora a diferença entre Flávio e Lula em São Paulo seja numericamente de cinco pontos, o resultado representa um retrato do momento eleitoral e não uma previsão do resultado das urnas.
O desempenho de Flávio em São Paulo ocorre em um cenário nacional no qual Lula continua aparecendo à frente no primeiro turno. Na pesquisa nacional mais recente do Datafolha, Lula registra 39%, enquanto Flávio aparece com 33%, mas a situação muda quando são considerados os estados individualmente e, principalmente, as simulações de segundo turno. Por isso, a vantagem do senador em São Paulo passou a ser um dos dados mais relevantes do levantamento estadual, sobretudo pela importância eleitoral do estado para qualquer candidato que pretenda chegar ao Palácio do Planalto.
Flávio tem 47% e amplia vantagem sobre Lula em São Paulo
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e, por essa razão, o comportamento de seus eleitores possui peso significativo na estratégia dos candidatos à Presidência. Na simulação de segundo turno apresentada pelo Datafolha, Flávio Bolsonaro alcança 47%, contra 42% de Lula, enquanto os demais eleitores se distribuem entre votos brancos, nulos e aqueles que ainda não definiram sua escolha. O cenário revela uma disputa competitiva, mas com vantagem numérica para o candidato do PL no estado.
A fotografia eleitoral paulista também precisa ser observada em conjunto com a avaliação do governo estadual e com a força política de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e aliado de Flávio. No levantamento, Tarcísio aparece com 45% na disputa pelo governo estadual e também venceria Fernando Haddad, do PT, em uma eventual segunda rodada, por 54% a 35%. Assim, o ambiente político paulista apresenta, simultaneamente, vantagem de candidatos ligados à direita em diferentes disputas eleitorais.
Outro dado importante está relacionado à avaliação da administração federal no estado. Segundo o Datafolha, apenas 27% dos paulistas consideram o governo Lula ótimo ou bom, enquanto 27% também aparecem no grupo que avalia a administração como ruim ou péssima, em um cenário de forte divisão da opinião pública. Nesse contexto, a disputa presidencial em São Paulo é influenciada tanto pela preferência individual pelos candidatos quanto pela percepção dos eleitores sobre o governo federal e as alternativas apresentadas para a eleição.
Disputa entre Lula e Flávio muda conforme o estado
Os resultados estaduais mostram que a eleição presidencial de 2026 apresenta diferenças importantes conforme a região analisada. Em Minas Gerais, por exemplo, Lula aparece com 46% contra 42% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, resultado considerado empate técnico por causa da margem de erro de três pontos percentuais. Já no Rio de Janeiro, o senador registra 49%, enquanto Lula aparece com 40%, repetindo uma vantagem significativa do candidato do PL em outro estado importante do Sudeste.
No Nordeste, entretanto, o cenário é diferente e apresenta vantagem expressiva para Lula. Em Pernambuco, o presidente alcança 62% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio registra 29%, configurando uma das maiores diferenças entre os estados pesquisados. No Distrito Federal, por outro lado, Flávio aparece novamente na frente, com 51% contra 39% de Lula, demonstrando como a disputa nacional é formada por diferentes cenários regionais.
A comparação entre os estados também ajuda a explicar por que os resultados nacionais não devem ser interpretados apenas a partir de uma única região. Lula mantém vantagem no primeiro turno em nível nacional, mas enfrenta dificuldades maiores em estados populosos como São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto Flávio encontra resistência em regiões nas quais o eleitorado historicamente apresenta maior preferência pelo campo político associado ao petista. Além disso, pesquisas anteriores mostraram que a disputa paulista já vinha apertada, com Lula e Flávio aparecendo próximos em levantamentos realizados anteriormente no estado.
O que os números do Datafolha indicam para a eleição de 2026
Os números do Datafolha mostram que São Paulo deverá permanecer no centro das estratégias das campanhas presidenciais durante a eleição de 2026. A vantagem de Flávio Bolsonaro por 47% a 42% em um eventual segundo turno representa um resultado relevante, mas precisa ser analisado dentro da margem de erro e do estágio atual da disputa, já que a campanha ainda está em andamento e os eleitores podem mudar de posição. Portanto, o levantamento registra uma vantagem momentânea, sem permitir afirmar que o resultado será mantido até a votação.
No cenário nacional, Lula continua numericamente à frente de Flávio no segundo turno, com 47% contra 43%, segundo a pesquisa nacional do Datafolha realizada em agosto. A diferença de quatro pontos está dentro de um ambiente eleitoral marcado por elevada rejeição aos dois principais nomes, já que 46% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio de maneira alguma, enquanto 45% dizem o mesmo em relação a Lula. Com isso, a disputa deverá ser influenciada pela capacidade de cada campanha de conquistar eleitores indecisos e ampliar sua presença nos estados decisivos, especialmente aqueles com grandes contingentes eleitorais.



