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Saiba o que faz o ministro da Justiça e quais as suas atribuições

Saiba o que faz o ministro da Justiça e quais as suas atribuições

Welesson Oliveira 2 semanas ago 0 24

Saiba o que faz o ministro da Justiça e quais as suas atribuições tornou-se uma pergunta central no debate político nacional diante da confirmação de que Ricardo Lewandowski deve deixar o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além disso, a possibilidade de desmembramento da pasta reacendeu discussões sobre o papel estratégico desse cargo, que ocupa posição-chave no primeiro escalão do governo federal e exerce influência direta sobre a ordem jurídica, a segurança pública e a estabilidade institucional do país.

Com a entrega da carta de demissão de Lewandowski ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja exoneração deve ser oficializada no Diário Oficial da União nos próximos dias, o tema ganhou ainda mais destaque. Afinal, trata-se de um dos ministérios mais antigos e sensíveis da República, responsável por decisões que afetam diretamente a vida dos cidadãos, a atuação das forças de segurança e a relação entre os Poderes.

O contexto político da saída de Lewandowski

Antes de tudo, é importante compreender o contexto. Ricardo Lewandowski, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, assumiu o Ministério da Justiça com a missão de reforçar a agenda institucional do governo, reorganizar políticas de segurança pública e estabelecer pontes com o Judiciário. No entanto, sua saída antecipada gerou questionamentos sobre a condução da pasta e o futuro de projetos estruturantes enviados ao Congresso Nacional.

Nesse cenário, o Palácio do Planalto ainda não definiu oficialmente o substituto. Contudo, o nome de Wellington César Lima e Silva aparece como o mais cotado. O jurista já ocupou o cargo durante o governo Dilma Rousseff, possui bom trânsito político e mantém relação próxima com Lula, especialmente com a ala baiana do governo.

Enquanto isso, cresce o interesse público em entender, de forma clara e objetiva, o que exatamente faz um ministro da Justiça.

Saiba o que faz o ministro da Justiça e quais as suas atribuições
Saiba o que faz o ministro da Justiça e quais as suas atribuições

Afinal, o que faz um ministro da Justiça?

Em termos gerais, o ministro da Justiça é o responsável por dirigir, coordenar e supervisionar as atividades do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além disso, cabe a ele formular políticas públicas, propor projetos de lei, articular ações com outros ministérios e dialogar com o Congresso Nacional, o Judiciário e os governos estaduais.

Mais do que isso, o ministro atua como guardião institucional da ordem jurídica, sendo uma figura central na defesa da Constituição, das garantias fundamentais e do funcionamento regular das instituições democráticas.

Portanto, trata-se de um cargo que combina funções técnicas, políticas e estratégicas.

Um dos ministérios mais antigos do Brasil

Para entender a relevância do posto, é necessário voltar à história. O Ministério da Justiça foi o primeiro ministério criado no Brasil, em 3 de julho de 1822, ainda antes da Proclamação da Independência. À época, a pasta era responsável pela promulgação de leis, decretos e resoluções, além da administração da segurança pública.

Desde então, suas atribuições evoluíram, acompanhando as transformações do Estado brasileiro. Ainda assim, o ministério manteve seu papel central na organização do sistema jurídico e na mediação entre o poder público e a sociedade.

As atribuições atuais do Ministério da Justiça

Atualmente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública tem um amplo conjunto de responsabilidades. Em primeiro lugar, é encarregado da defesa da ordem jurídica e econômica nacional. Além disso, atua na proteção dos direitos políticos, das garantias constitucionais e dos direitos do consumidor.

Outro ponto fundamental é a coordenação do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), criado para integrar e organizar a atuação das polícias civis, militares, federais, rodoviárias, além dos corpos de bombeiros em todo o país. Essa coordenação busca padronizar ações, compartilhar informações e melhorar a eficiência no combate à criminalidade.

Segurança pública e combate ao crime organizado

Além das funções jurídicas, o ministério desempenha papel decisivo no enfrentamento ao crime organizado. Nesse sentido, atua diretamente no combate ao tráfico de drogas, crimes conexos e organizações criminosas, inclusive por meio da recuperação de ativos financeiros que sustentam essas atividades ilegais.

Da mesma forma, o ministério é responsável por políticas de prevenção e repressão à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Para isso, coordena ações com a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e outros órgãos estratégicos.

Assim, a pasta funciona como um eixo de integração entre segurança, inteligência e política criminal.

A atuação recente de Lewandowski

Antes de sua saída, Ricardo Lewandowski buscou deixar um legado institucional. Ele enviou ao Congresso Nacional propostas relevantes, como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção, voltados ao enfrentamento do crime organizado e à reorganização do sistema de segurança.

No entanto, essas iniciativas encontraram resistência política e ainda não foram aprovadas. Diante desse impasse, Lewandowski optou por adotar alternativas administrativas. Entre elas, destacam-se a criação do protocolo nacional de reconhecimento facial e a implementação de um banco de dados nacional de antecedentes criminais.

Essas medidas buscaram suprir lacunas legais enquanto os projetos permanecem travados no Legislativo.

O debate sobre o desmembramento da pasta

Outro tema que voltou ao centro das atenções é o possível desmembramento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A união das duas áreas é relativamente recente e tem variado conforme a orientação política de cada governo.

Em 2018, durante o governo Michel Temer, a Segurança Pública foi separada da Justiça e transformada em um ministério próprio. O objetivo era dar maior protagonismo ao tema diante do aumento da violência urbana e da pressão social por respostas mais efetivas.

Já em 2019, no governo Jair Bolsonaro, as pastas foram reunificadas, criando o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública. A justificativa foi integrar políticas jurídicas e de segurança sob um único comando, centralizando atribuições como a coordenação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do sistema penitenciário.

O cenário no governo Lula

Com a posse de Lula, em 2023, a estrutura unificada foi mantida. No entanto, ao longo do governo, o debate sobre a separação voltou a ganhar força. Isso ocorre porque as demandas da área jurídica e da segurança pública cresceram de forma significativa, tornando a gestão da pasta cada vez mais complexa.

Nesse contexto, a saída de Lewandowski reacende a possibilidade de reorganização ministerial. Para o Planalto, a decisão envolve cálculos políticos, orçamentários e administrativos, além da necessidade de manter governabilidade e diálogo institucional.

Por que o cargo é tão estratégico?

Em síntese, saiba o que faz o ministro da Justiça e quais as suas atribuições é essencial para compreender o funcionamento do Estado brasileiro. O ocupante do cargo exerce influência direta sobre a segurança pública, o sistema jurídico, o combate ao crime e a defesa das instituições democráticas.

Além disso, o ministro da Justiça atua como ponte entre o Executivo, o Judiciário e o Legislativo, sendo peça-chave na estabilidade política do país. Por isso, qualquer mudança no comando da pasta gera repercussões imediatas e amplia o interesse público sobre suas funções.

Diante disso, a escolha do próximo ministro e a definição sobre o futuro da estrutura da pasta serão decisões determinantes para os rumos da política de segurança e justiça no Brasil.

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Escrito Por

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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