Sem Cleitinho, disputa pelo Governo de Minas fica mais aberta; veja como cenário eleitoral muda
Saída do senador da corrida ao Palácio Tiradentes altera o equilíbrio entre os pré-candidatos e amplia a indefinição para as eleições de 2026
A decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de não disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026 modificou significativamente o cenário político no estado. Considerado um dos principais nomes da corrida e líder nas pesquisas de intenção de voto, o parlamentar anunciou que permanecerá no Senado, levando seu partido a apoiar a pré-candidatura do ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP). Com a mudança, a disputa pelo Palácio Tiradentes passa a ser vista como mais equilibrada e sem um favorito isolado.
A ausência de Cleitinho também altera as projeções dos institutos de pesquisa. Levantamentos recentes indicavam que o senador liderava com ampla vantagem quando seu nome era incluído entre os candidatos. Sem ele no cenário, outros pré-candidatos ganham espaço e a quantidade de eleitores indecisos aumenta, tornando a eleição ainda mais imprevisível.
Quem passa a liderar sem Cleitinho?
Na simulação divulgada pela pesquisa Genial/Quaest, sem a participação de Cleitinho, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece na primeira colocação, com 15% das intenções de voto. Em seguida vêm Patrus Ananias (PT), com 13%, e o governador Mateus Simões (PSD), com 9%.
Apesar da liderança de Kalil nesse cenário, os números mostram uma disputa bastante apertada entre os principais concorrentes, sem vantagem suficiente para apontar um favorito consolidado. Além disso, cresce o percentual de eleitores que afirmam estar indecisos, pretendem votar em branco ou anular o voto.
Cleitinho liderava com folga quando era candidato
Antes de anunciar que permaneceria no Senado, Cleitinho aparecia como o principal nome da corrida eleitoral em Minas Gerais.
Na mesma pesquisa Quaest, quando seu nome era incluído na disputa, o senador alcançava 35% das intenções de voto, bem à frente de Alexandre Kalil, que aparecia com 12%, Patrus Ananias, com 10%, e Mateus Simões, com 6%. O levantamento também mostrava que Cleitinho venceria todos os adversários testados em eventuais cenários de segundo turno.
Republicanos anuncia apoio a Marcelo Aro
Após a confirmação de que Cleitinho não seria candidato ao governo estadual, o Republicanos informou que apoiará o nome de Marcelo Aro, ex-secretário de Governo de Minas Gerais e filiado ao Progressistas (PP).
A expectativa é que o apoio do senador fortaleça a campanha de Aro, especialmente entre o eleitorado identificado com o estilo político de Cleitinho. Ainda assim, analistas avaliam que a transferência de votos não acontece automaticamente, o que mantém o cenário eleitoral em aberto.
Disputa segue indefinida
Mesmo com alguns nomes já colocados como pré-candidatos, a corrida pelo Governo de Minas ainda deve passar por mudanças até o período oficial de campanha.
As alianças partidárias, a definição das chapas e o desempenho dos candidatos durante a pré-campanha podem alterar significativamente o quadro atual. Também não está descartada a entrada de novos nomes na disputa, o que pode modificar novamente o equilíbrio eleitoral.
Pesquisas indicam crescimento da indecisão
Outro dado que chamou atenção no levantamento é o aumento do número de eleitores sem definição de voto quando Cleitinho deixa o cenário.
Esse comportamento indica que parte significativa do eleitorado ainda busca uma alternativa política para a disputa estadual. Para especialistas, esse grupo de indecisos poderá exercer papel decisivo no resultado das eleições de outubro de 2026, principalmente caso a campanha permaneça equilibrada entre os principais concorrentes.
Campanha ainda deve ganhar novos capítulos
Embora a retirada de Cleitinho tenha provocado uma mudança importante na corrida pelo Governo de Minas Gerais, o processo eleitoral ainda está em fase inicial.
Até o início oficial da campanha, os partidos continuarão negociando alianças, definindo estratégias e consolidando candidaturas. Nesse contexto, novas pesquisas deverão indicar se Alexandre Kalil conseguirá manter a liderança no cenário sem Cleitinho ou se outros pré-candidatos ganharão força ao longo dos próximos meses.
Eleição promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos
Com a saída do nome que liderava as pesquisas, a disputa pelo Governo de Minas Gerais entra em uma nova fase marcada por maior equilíbrio entre os concorrentes. A indefinição atual aumenta a importância da pré-campanha e das futuras movimentações políticas, que poderão influenciar diretamente a escolha do próximo governador do estado.
Os próximos levantamentos de intenção de voto e a oficialização das candidaturas deverão oferecer um retrato mais preciso da corrida eleitoral, que, neste momento, segue aberta e sem um favorito absoluto.




