Em uma sequência de declarações que acentuam ainda mais a tensão geopolítica na América Latina, Trump sugere que país faça acordo com EUA e Afirma: “Não haverá dinheiro para Cuba”, uma afirmação que repercute fortemente após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e sinaliza uma nova fase nas relações entre Washington e Havana. Neste contexto, o impacto não é apenas diplomático, mas também econômico e estratégico, refletindo profundas mudanças na política externa dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump em meio à crise regional.
Nos últimos dias, Trump fez uma série de postagens em sua plataforma Truth Social em que disse, com veemência, que “não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba — zero!”, e que a ilha caribenha deveria “fazer um acordo” com os Estados Unidos antes que seja tarde demais, sugerindo um ultimato que pode redefinir as relações hemisféricas.
Contexto geopolítico e a crise venezuelana
Primeiramente, é preciso entender que essas declarações ocorrem em meio a um cenário de forte instabilidade política na Venezuela, que teve seu presidente, Nicolás Maduro, capturado por forças norte-americanas no início de janeiro. A operação militar em Caracas, descrita pelos EUA como parte da estratégia de combate ao narcoterrorismo, teve repercussões imediatas na região e precipitou a intensificação de retórica hostil contra países considerados aliados de Maduro — dentre eles Cuba.
Nesse sentido, a afirmação de Trump de que Cuba “não terá mais petróleo nem dinheiro” se apoia na premissa de que a ilha dependia historicamente do apoio econômico e energético da Venezuela, fornecido por décadas por meio de acordos bilaterais que, segundo o presidente americano, agora estariam terminados.

Dependência cubana de apoio externo
Além disso, Cuba sofreu historicamente com a escassez de recursos naturais, em particular de combustíveis fósseis. Por muitos anos, a ilha recebeu grandes quantidades de petróleo da Venezuela, em um arranjo que, segundo Trump, também envolvia a prestação de “serviços de segurança” por parte de Havana em troca desse suporte energético e financeiro.
Como consequência dessa dependência, a interrupção desse fluxo pode aprofundar ainda mais a crise econômica e energética que Cuba já enfrenta há anos, em meio a frequentes apagões, escassez de alimentos e dificuldades estruturais decorrentes de décadas de embargo e isolamento econômico.
O ultimato de Trump e os termos do “acordo” sugerido
No núcleo da mensagem de Donald Trump está um ultimato claro: ou Cuba aceita negociar com os Estados Unidos em termos que, segundo ele, seriam vantajosos para proteger a economia da ilha, ou a nação enfrentará um colapso potencialmente irreversível. “Sugiro fortemente que eles façam um acordo, antes que seja tarde demais”, escreveu Trump em sua rede social.
Apesar de insistir na necessidade de um “acordo”, Trump não detalhou quais seriam as condições desse pacto nem quais ganhos Cuba poderia esperar em troca de uma aproximação com Washington. Essa falta de especificidade alimenta incertezas tanto em Havana quanto em capitais internacionais que observam os desdobramentos com atenção redobrada.
Reações de Cuba e afirmações de soberania
Entretanto, o governo cubano reagiu com firmeza às declarações de Trump, enfatizando sua soberania e rejeitando qualquer tentativa de coação ou interferência externa. Autoridades cubanas, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel e o chanceler Bruno Rodríguez, repudiaram as afirmações americanas, destacando que Cuba tem o “absoluto direito” de conduzir suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos.
Em resposta direta, Rodríguez afirmou que Cuba “não recebe nem nunca recebeu compensação monetária ou material pelos serviços de segurança” e acusou os EUA de agir como uma “hegemonia criminal e descontrolada”. Essa troca de farpas públicas revela o quão distante estão as posições de Washington e Havana no momento.
Impactos econômicos potenciais
Além disso, especialistas internacionais já alertam que o fim do fornecimento de petróleo e dinheiro da Venezuela pode agravar severamente a situação econômica de Cuba, que hoje enfrenta uma combinação de inflação, queda da produção industrial e dificuldades crônicas no setor energético.
Embora Cuba ainda tenha outras fontes de importação de combustíveis — como acordos limitados com países como México — a dependência estrutural de petróleo estrangeiro não pode ser subestimada. Com isso, muitos analistas veem a sugestão de Trump como uma tentativa de forçar Cuba a abrir mão de sua tradição de alinhamento com governos socialistas, em troca de algum tipo de pacto mais favorável com os Estados Unidos.
Repercussões diplomáticas na região
Por outro lado, a retórica agressiva do governo Trump pode ter repercussões mais amplas na diplomacia regional. Países latino-americanos observam com cautela as declarações, pois qualquer movimento que pareça interferência direta em assuntos de soberania alheia pode gerar respostas hostis ou formar blocos de resistência contra a política externa americana. A crescente tensão entre Washington e Havana acende alertas sobre riscos de escalada que vão além de Venezuela e Cuba.
Ainda assim, nem todos os analistas consideram inevitável um colapso econômico imediato em Cuba. Fontes de inteligência e especialistas em relações internacionais indicam que, embora a perda de apoio venezuelano seja um golpe duro, não existem indicações claras de que Cuba esteja à beira de um colapso total apenas por esse motivo.
Marco Rubio e a política americana
Interessante notar também que Trump mencionou em suas redes sociais, de forma informal, o nome do secretário de Estado americano, Marco Rubio — filho de imigrantes cubanos — em contextos que chegaram a sugerir, em tom jocoso ou provocativo, que Rubio poderia ter papel proeminente em negociações com Cuba ou até em futuros rumos políticos da ilha.
Embora isso tenha sido feito de maneira menos formal e mais simbólica, a menção reforça a ideia de que figuras de origem cubana na política americana desempenham papéis centrais nas discussões sobre Cuba e hemisfério ocidental.
O futuro das relações EUA-Cuba
Dessa forma, Trump sugere que país faça acordo com EUA e Afirma: “Não haverá dinheiro para Cuba” não é apenas uma manchete impactante, mas representa uma virada significativa na postura americana frente à ilha caribenha. A combinação de retórica dura, pressões econômicas e a busca por um possível entendimento comercial ou político revela que os próximos capítulos dessa história podem reconfigurar a relação bilateral — e possivelmente influenciar a política regional mais amplamente.
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