Lula sanciona lei que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), marcando oficialmente o início da fase prática da Reforma Tributária no Brasil. A sanção, realizada nesta terça-feira (13), ocorreu com vetos pontuais, mas conclui a regulamentação de um dos projetos mais ambiciosos das últimas décadas no campo fiscal e administrativo. A nova legislação estabelece as bases institucionais para a substituição do ICMS e do ISS por um imposto unificado, compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios.
Desde já, a medida é vista como um divisor de águas na estrutura tributária brasileira. Afinal, o sistema atual é frequentemente apontado como complexo, ineficiente e oneroso tanto para empresas quanto para consumidores. Assim, ao sancionar a lei, o governo federal sinaliza que a reforma deixou de ser apenas um debate teórico e passou a integrar, de fato, a realidade institucional do país.
O que é o Comitê Gestor do IBS
Antes de tudo, é importante entender o papel do Comitê Gestor criado pela nova lei. O órgão será responsável pela administração, fiscalização e coordenação da operacionalização do IBS, o novo imposto que unificará tributos atualmente cobrados por diferentes entes federativos.
Além disso, o comitê terá uma função estratégica: garantir que a União, os estados e os municípios atuem de forma integrada. Essa governança compartilhada é considerada um dos pilares da reforma, pois busca reduzir disputas federativas e padronizar procedimentos que hoje variam significativamente de uma localidade para outra.
Dessa maneira, Lula sanciona lei que cria um modelo de gestão tributária inédito no país, baseado na cooperação entre diferentes níveis de governo.

Substituição do ICMS e do ISS
Um dos pontos mais relevantes da nova legislação é a substituição do ICMS, de competência estadual, e do ISS, de competência municipal, pelo IBS. Essa mudança promete simplificar o sistema tributário, reduzir a cumulatividade e diminuir a chamada “guerra fiscal” entre estados e municípios.
Além disso, a unificação dos tributos tende a facilitar o cumprimento das obrigações fiscais pelas empresas, que hoje enfrentam regras distintas em cada localidade. Portanto, Lula sanciona lei que cria um ambiente mais previsível para investimentos e planejamento empresarial.
Início efetivo da implementação da reforma
Com a sanção da lei, inicia-se efetivamente a implementação do novo modelo tributário ainda em 2026. No entanto, a transição completa será gradual e está prevista para ser concluída apenas em 2033.
Esse período prolongado de adaptação foi pensado justamente para evitar choques bruscos na economia. Assim, empresas, governos e consumidores terão tempo suficiente para se ajustar às novas regras, sistemas e procedimentos.
Consequentemente, Lula sanciona lei que cria um cronograma de transição cuidadosamente planejado, reduzindo riscos e incertezas.
Lançamento de plataforma digital da Reforma Tributária
Durante a cerimônia de sanção, o governo federal também lançou oficialmente a plataforma digital da Reforma Tributária. Segundo o Executivo, trata-se da maior infraestrutura digital já desenvolvida para o sistema tributário brasileiro.
De acordo com informações oficiais, a plataforma terá capacidade estimada para processar cerca de 200 milhões de operações por dia. Além disso, o governo destacou que o lançamento simboliza um marco na modernização do Estado brasileiro, ao unir transformação fiscal, inovação tecnológica e soberania digital.
Nesse contexto, Lula sanciona lei que cria não apenas um novo imposto, mas também uma base tecnológica robusta para sustentá-lo.
Portal desenvolvido pela Receita Federal e Serpro
O portal da Reforma Tributária foi desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados). O acesso será feito por meio da plataforma Gov.br, garantindo segurança e integração com outros sistemas governamentais.
Entre as principais funcionalidades do portal estão uma calculadora de tributos, ferramentas de apuração assistida e mecanismos de monitoramento em tempo real dos valores a pagar e dos créditos a receber pelas empresas.
Dessa forma, Lula sanciona lei que cria um ecossistema digital capaz de aumentar a eficiência da arrecadação e reduzir erros e inconsistências.
2026 será ano de testes para empresas
Outro aspecto fundamental da implementação da Reforma Tributária é o período de testes previsto para 2026. Durante esse ano, as empresas terão até o quarto mês após a publicação do regulamento para testar os novos sistemas, ajustar seus documentos fiscais e se adaptar às mudanças.
Além disso, o governo garantiu que não haverá penalidades durante esse período inicial. Ou seja, eventuais falhas ou inconsistências não resultarão em autuações ou multas.
Assim, Lula sanciona lei que cria um ambiente de transição colaborativo, focado em aprendizado e adaptação, e não em punição.
Alíquotas-teste de IBS e CBS
Após o período inicial de adaptação, as empresas de maior porte passarão a destacar nas notas fiscais os valores correspondentes às alíquotas-teste da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), fixada em 0,9%, e do IBS, fixado em 0,1%.
Essas alíquotas terão caráter meramente informativo. Ou seja, não haverá recolhimento efetivo desses valores, sendo suficiente o destaque em nota fiscal para fins de teste e validação dos sistemas.
O objetivo, portanto, é testar processos, validar cálculos e subsidiar a definição das alíquotas definitivas, que deverão manter a carga tributária atual.
Impacto para o consumidor
Do ponto de vista do consumidor final, o governo afirma que não haverá impacto nos preços durante essa fase inicial. As informações sobre o IBS e a CBS passarão a constar nas notas fiscais apenas de forma informativa.
Por outro lado, essa mudança tende a ampliar significativamente a transparência sobre a formação dos preços e a incidência de tributos. Assim, o consumidor poderá compreender melhor quanto está pagando de imposto em cada compra.
Nesse sentido, Lula sanciona lei que cria um sistema mais transparente e acessível à sociedade.
Simples Nacional e MEIs ficam dispensados
Empresas optantes pelo Simples Nacional e microempreendedores individuais (MEIs) estão dispensados, neste primeiro momento, da obrigação de destacar os novos campos nas notas fiscais.
Essa decisão visa evitar sobrecarga administrativa para pequenos negócios, reconhecendo suas limitações operacionais e financeiras. Portanto, Lula sanciona lei que cria regras diferenciadas para garantir equidade na transição.
Fase educativa e colaborativa
O período inicial de implementação da Reforma Tributária terá caráter educativo e colaborativo. Notas fiscais emitidas sem os novos campos não serão rejeitadas, e não haverá autuações durante essa fase.
Além disso, as administrações tributárias dos diferentes entes federativos seguirão em processo de adaptação à nova plataforma nacional. Esse esforço conjunto busca alinhar procedimentos e garantir uma transição harmoniosa.
Assim, Lula sanciona lei que cria um modelo de implantação gradual, reduzindo conflitos e incertezas.
Relevância histórica da medida
A Reforma Tributária é discutida no Brasil há décadas. Por isso, a criação do Comitê Gestor do IBS representa um avanço institucional significativo. Ao transformar um projeto histórico em realidade administrativa, o governo consolida um dos principais compromissos de sua agenda econômica.
Além disso, o novo modelo tem potencial para aumentar a competitividade do país, melhorar o ambiente de negócios e reduzir distorções que afetam a produtividade.
Em síntese, Lula sanciona lei que cria as bases de um novo sistema tributário, mais simples, transparente e eficiente.
Conclusão: um novo capítulo para o sistema tributário brasileiro
Em resumo, a sanção da lei que cria o Comitê Gestor do IBS marca o início concreto da Reforma Tributária no Brasil. A medida vai além da criação de um novo imposto, ao estabelecer um modelo de governança compartilhada e uma infraestrutura digital de grande escala.
Com uma transição planejada até 2033, período de testes em 2026 e foco em colaboração, o governo aposta em uma mudança estrutural sem rupturas abruptas. Assim, Lula sanciona lei que cria um novo capítulo na história fiscal do país, com impactos duradouros para empresas, consumidores e entes federativos.
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