Álvaro Damião afirma que federação União-PP seguirá neutralidade em Minas nas eleições de 2026
Prefeito de Belo Horizonte diz que decisão acompanha orientação nacional da federação e afasta, por enquanto, apoio a candidaturas presidenciais no estado
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou que a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) manterá, em Minas Gerais, a postura de neutralidade definida nacionalmente para a eleição presidencial de 2026. Segundo o dirigente, a prioridade da federação será construir uma estratégia voltada aos interesses do estado antes de decidir sobre eventuais alianças locais.
A declaração foi dada após a convenção estadual da federação realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Durante a coletiva de imprensa, Damião ressaltou que a orientação nacional é não integrar, neste momento, o palanque de nenhum candidato à Presidência da República, posição que também deverá ser observada pela legenda em Minas.
Neutralidade segue decisão nacional
Segundo Álvaro Damião, a decisão da direção nacional da federação será respeitada pelas lideranças mineiras. O prefeito afirmou que, antes de qualquer definição sobre alianças eleitorais, o grupo pretende avaliar qual projeto considera mais adequado para o estado.
De acordo com ele, a prioridade é discutir os rumos da disputa em Minas Gerais sem antecipar posicionamentos sobre a corrida presidencial, preservando a autonomia da federação nas articulações estaduais.
Federação ainda não conversa com o PL em Minas
Durante a entrevista, Damião afirmou que, até o momento, não há negociações entre a federação União-PP e o PL para a formação de uma aliança no estado.
Segundo o prefeito, a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de desistir da candidatura ao Governo de Minas alterou o cenário político e exige uma reorganização das estratégias antes da abertura de conversas com outras legendas.
Desistência de Cleitinho muda cenário eleitoral
A saída de Cleitinho da disputa pelo Palácio Tiradentes provocou mudanças importantes nas articulações políticas em Minas Gerais. O senador era apontado como um dos principais nomes da eleição e liderava pesquisas de intenção de voto em diversos cenários.
Com sua desistência, partidos que aguardavam a definição do Republicanos passaram a discutir novas alternativas para a eleição estadual, incluindo a possibilidade de lançar candidaturas próprias ao governo.
Marcelo Aro segue entre os nomes cotados
Embora Damião não tenha confirmado oficialmente um candidato da federação ao Governo de Minas, o nome do ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) continua sendo citado nos bastidores como uma das possibilidades para representar o grupo na disputa estadual.
O prefeito afirmou que as conversas internas continuam e que qualquer definição dependerá do consenso entre União Brasil e Progressistas, além da evolução das negociações políticas nas próximas semanas.
Alianças serão definidas mais adiante
A federação pretende aguardar o avanço do calendário eleitoral antes de formalizar apoios ou anunciar candidaturas. Segundo Damião, o momento é de diálogo interno e de avaliação dos cenários políticos, tanto em Minas Gerais quanto no plano nacional.
A estratégia busca preservar a flexibilidade da federação para negociar alianças de acordo com as particularidades de cada estado, respeitando a orientação nacional de neutralidade na disputa presidencial.
Federação busca equilíbrio entre cenário nacional e estadual
A posição adotada pela União-PP reflete um esforço para conciliar os interesses nacionais da federação com as realidades políticas regionais. Em Minas Gerais, onde diferentes partidos mantêm alianças distintas das observadas em Brasília, a neutralidade é vista como uma forma de evitar conflitos internos e ampliar as possibilidades de composição eleitoral.
Cenário político permanece indefinido
Com a desistência de Cleitinho e a decisão da federação de manter neutralidade em relação à disputa presidencial, o quadro eleitoral mineiro segue em aberto. As definições sobre candidaturas ao Governo de Minas e possíveis alianças deverão ocorrer ao longo das convenções partidárias e das negociações previstas para as próximas semanas.



