Zema classifica legislação ambiental do Brasil como “burra” e defende mudanças para acelerar obras

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a chamar atenção ao fazer duras críticas à legislação ambiental brasileira. Durante entrevista concedida à GloboNews, o político afirmou que as atuais regras “não protegem o meio ambiente” e classificou a legislação como “burra”, defendendo mudanças que, segundo ele, permitiriam acelerar obras consideradas estratégicas para o desenvolvimento do país. A declaração rapidamente repercutiu no meio político e provocou reações entre especialistas, parlamentares e ambientalistas. Dessa forma, o tema passou a ocupar espaço nas discussões sobre as eleições de 2026 e sobre o futuro da política ambiental brasileira.
Zema classifica legislação ambiental do Brasil como “burra”
Ao comentar o assunto, Romeu Zema argumentou que o Brasil possui normas ambientais que, na prática, acabam dificultando investimentos importantes sem gerar benefícios proporcionais para a preservação da natureza. Segundo o ex-governador, determinadas exigências acabam atrasando projetos de infraestrutura e produção de energia, comprometendo o crescimento econômico do país. Assim, ele defendeu uma revisão das regras para tornar os processos mais eficientes.
Para ilustrar seu argumento, Zema citou as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Santo Antônio. Na avaliação do político, a limitação imposta à formação de reservatórios reduziu significativamente a capacidade de geração de energia dessas estruturas. Como consequência, afirmou que o Brasil precisou ampliar a utilização de usinas termelétricas, que dependem da queima de combustíveis fósseis e, segundo ele, produzem impactos ambientais ainda maiores.
Ex-governador defende equilíbrio entre preservação e desenvolvimento
Durante a entrevista, Romeu Zema afirmou que considera a preservação ambiental uma prioridade, mas destacou que ela precisa caminhar ao lado do desenvolvimento econômico e social. Em sua avaliação, obras relevantes para a população não deveriam permanecer paralisadas durante anos em razão de entraves burocráticos ou disputas envolvendo processos de licenciamento ambiental.
Como exemplo, o pré-candidato mencionou situações em que empreendimentos deixam de avançar por questionamentos relacionados à fauna ou à flora local. Segundo Zema, quando tecnicamente possível, espécies poderiam ser remanejadas para outras áreas, permitindo que projetos considerados importantes fossem executados sem comprometer o interesse coletivo. A declaração rapidamente gerou repercussão e passou a dividir opiniões entre defensores de maior flexibilização das regras e representantes de entidades ambientais.
Projeto do Rodoanel também foi citado
Outro exemplo utilizado por Romeu Zema foi o projeto do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte. O ex-governador afirmou que a obra permanece aguardando o início dos trabalhos devido a discussões envolvendo manifestações de uma comunidade que se identifica como tradicional e que reivindica participação no processo de licenciamento ambiental. Segundo ele, esse tipo de situação demonstra a necessidade de tornar os procedimentos mais ágeis, evitando atrasos em empreendimentos considerados estratégicos para a mobilidade e para a economia mineira.
Declarações ampliam debate sobre política ambiental
As declarações de Romeu Zema passaram a repercutir rapidamente entre representantes do setor produtivo, especialistas em meio ambiente e lideranças políticas. Enquanto parte dos empresários considera que o processo de licenciamento ambiental brasileiro precisa ser modernizado para reduzir a burocracia, entidades ligadas à preservação ambiental defendem que as normas existentes desempenham papel essencial na proteção dos recursos naturais.
Além disso, ambientalistas argumentam que grandes obras podem provocar impactos permanentes sobre ecossistemas, comunidades tradicionais e recursos hídricos. Por isso, sustentam que análises técnicas detalhadas devem continuar sendo realizadas antes da autorização de qualquer empreendimento de grande porte. Dessa maneira, o debate permanece dividido entre a busca por desenvolvimento econômico e a necessidade de garantir segurança ambiental.
Tema já foi discutido em outras oportunidades
Não é a primeira vez que Romeu Zema manifesta críticas à legislação ambiental brasileira. Durante sua gestão à frente do Governo de Minas Gerais, o então governador também defendeu mudanças nos processos de licenciamento, alegando que diversos investimentos enfrentavam demora excessiva para obtenção das autorizações necessárias.
Ao mesmo tempo, diferentes governos federais discutiram propostas para alterar regras relacionadas ao licenciamento ambiental. Em vários momentos, projetos de flexibilização chegaram a ser debatidos no Congresso Nacional, despertando posicionamentos favoráveis e contrários entre parlamentares, representantes do setor produtivo e organizações ambientais.
Declaração pode influenciar o debate eleitoral de 2026
Como pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema tem apresentado propostas voltadas para redução da burocracia, incentivo ao crescimento econômico e ampliação dos investimentos em infraestrutura. Nesse contexto, suas declarações sobre a legislação ambiental reforçam um posicionamento que poderá integrar sua plataforma durante a campanha eleitoral.
Por outro lado, adversários políticos e representantes de movimentos ambientalistas tendem a utilizar essas manifestações para questionar como uma eventual flexibilização das regras poderia afetar a preservação dos biomas brasileiros. Assim, o tema deverá continuar presente nas discussões eleitorais, especialmente diante da crescente preocupação internacional com questões climáticas e sustentabilidade.
Próximos debates prometem ampliar a discussão
A expectativa é de que novas propostas relacionadas ao licenciamento ambiental sejam apresentadas ao longo do período eleitoral. Dessa forma, o posicionamento dos pré-candidatos sobre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e infraestrutura deverá ocupar espaço relevante nos debates públicos e nas entrevistas concedidas durante a campanha.
Independentemente das diferentes opiniões, a frase-chave “Zema classifica legislação ambiental do Brasil” passou a concentrar parte das discussões políticas desta semana. O episódio demonstra como declarações feitas por pré-candidatos podem influenciar o debate nacional, mobilizar diferentes setores da sociedade e contribuir para a construção das propostas que estarão em pauta nas eleições de 2026.




