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Pesquisas eleitorais mostram a distância entre Lula e Flávio após números da semana

A corrida presidencial de 2026 ganhou novos contornos nesta semana com a divulgação de três pesquisas nacionais que apontam para uma disputa mais equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os levantamentos realizados por Quaest, BTG/Nexus e CNT/MDA mantêm Lula na liderança numérica, mas mostram diferenças importantes na distância entre os dois principais nomes. Em dois dos estudos, a vantagem do presidente em um eventual segundo turno está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico. O cenário chama atenção porque revela uma eleição ainda aberta e marcada pela forte concentração de votos nos dois polos que aparecem à frente. No levantamento da Quaest, Lula registra 43% das intenções de voto contra 40% de Flávio, uma diferença de três pontos percentuais. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, os resultados colocam os dois candidatos em situação de empate técnico. Na pesquisa BTG/Nexus, o quadro é semelhante: Lula aparece com 47% e Flávio com 44%, também com três pontos de diferença e dentro da margem de erro. Já a CNT/MDA apresenta uma fotografia mais favorável ao presidente, com 48% contra 39,1% do senador. Ainda assim, a distância diminuiu em relação ao levantamento anterior, quando Lula tinha 49% e Flávio aparecia com 37%.

A comparação com as rodadas anteriores ajuda a entender por que os novos números despertaram atenção. Na Quaest, Lula oscilou de 44% para 43%, enquanto Flávio passou de 39% para 40%, reduzindo a diferença de cinco para três pontos. Na CNT/MDA, o movimento também foi de aproximação: o presidente recuou de 49% para 48%, enquanto o senador avançou de 37% para 39,1%. A distância, que era de 12 pontos, passou para 8,9. No levantamento BTG/Nexus, por outro lado, a diferença aumentou ligeiramente. Lula avançou de 46% para 47%, enquanto Flávio passou de 45% para 44%. Mesmo com essa alteração, os dois continuam dentro da margem de erro. Os resultados, portanto, não indicam uma tendência única entre os institutos, mas revelam um ponto comum: Flávio é o adversário que apresenta maior proximidade com Lula nos cenários de segundo turno testados nesta semana. A leitura dos dados exige atenção às metodologias e às datas de cada levantamento, já que oscilações pequenas podem ocorrer dentro das margens estatísticas.

No primeiro turno, a liderança de Lula aparece de maneira mais consistente. Os três institutos colocam o presidente numericamente na primeira posição, enquanto Flávio ocupa o segundo lugar e os demais nomes permanecem mais distantes. No BTG/Nexus, Lula registra 40%, contra 35% de Flávio. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, Renan Santos (Missão) tem 4% e Romeu Zema (Novo), 3%. Na Quaest, Lula soma 38%, enquanto Flávio chega a 31%; Caiado e Renan aparecem com 4% cada. O instituto destaca que esse cenário não deve ser comparado diretamente com a rodada anterior porque houve alteração na lista de candidatos apresentada aos entrevistados. Já na CNT/MDA, Lula alcança 42,4%, enquanto Flávio registra 28,7%. Caiado aparece com 4%, Zema com 3,8% e Renan com 2,8%. Apesar das diferenças nos percentuais, a configuração geral se repete: Lula lidera, Flávio aparece logo atrás e os demais concorrentes ficam em patamares inferiores.

Outro aspecto relevante dos levantamentos é o grau de definição do eleitorado dos dois principais candidatos. Na pesquisa BTG/Nexus, 80% das pessoas que declararam voto em Lula afirmam que a escolha já está definida. Entre os eleitores de Flávio, o percentual chega a 83%. Na CNT/MDA, os números também mostram um eleitorado relativamente consolidado: 80% dos que indicam Lula dizem considerar o voto definitivo, enquanto 79% dos eleitores de Flávio afirmam o mesmo. Considerando todos os entrevistados que declararam preferência por algum candidato, 71,2% dizem estar decididos, enquanto 28,8% admitem a possibilidade de mudar de posição. Esses dados ajudam a dimensionar o cenário atual, mas não significam que o resultado final esteja definido. Uma campanha presidencial ainda pode sofrer alterações importantes conforme novos acontecimentos, debates, alianças, propostas e movimentações dos candidatos ganhem espaço ao longo do período eleitoral.

Os índices de rejeição também mostram um ambiente de forte divisão entre os eleitores. No levantamento BTG/Nexus, 48% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de forma alguma, enquanto 50% fazem a mesma declaração em relação a Flávio. Na CNT/MDA, a rejeição ao senador chega a 54,5%, enquanto 46,2% dizem não votar no presidente. Na pergunta espontânea, quando o entrevistado indica um nome sem receber uma lista prévia, Flávio aparece com 42,1% e Lula com 39,8%. A combinação entre intenção de voto e rejeição mostra que os dois líderes concentram parcelas expressivas das preferências, mas também enfrentam resistência relevante. Nos demais confrontos de segundo turno testados pelo BTG/Nexus e pela Quaest, Lula mantém vantagens maiores. Na pesquisa BTG/Nexus, o presidente aparece à frente de Zema por 47% a 40%, de Caiado por 46% a 42% e de Renan por 46% a 37%. Na Quaest, Lula marca 44% contra 37% de Caiado e Renan, além de 45% contra 34% de Zema.

As metodologias ajudam a contextualizar os números e mostram que cada pesquisa representa uma fotografia específica do eleitorado. A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%; o levantamento está registrado sob o protocolo BR-06773/2026. A BTG/Nexus ouviu 2.001 eleitores por telefone, pelo sistema CATI, entre 7 e 9 de agosto, também com margem de erro de dois pontos e confiança de 95%, sob o registro BR-08428/2026. A CNT/MDA entrevistou 2.002 pessoas entre 5 e 9 de agosto, presencialmente, em domicílios e pontos de fluxo, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e confiança de 95%. A fotografia conjunta dos três estudos coloca Lula à frente no primeiro turno e mantém Flávio como seu principal adversário. No segundo turno, entretanto, a diferença varia significativamente conforme o instituto: Quaest e BTG/Nexus apontam empate técnico, enquanto CNT/MDA registra vantagem maior para o presidente. Os números indicam uma disputa que merece acompanhamento contínuo, especialmente porque novas pesquisas poderão mostrar se essa aproximação representa uma mudança persistente ou apenas uma oscilação dentro das margens estatísticas.

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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