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Pesquisa BTG/Nexus revela que para 42%, governo Lula é ruim ou péssimo

A avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva permanece dividida entre os eleitores, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 17 de agosto. O levantamento mostra que 42% dos entrevistados consideram a administração ruim ou péssima, enquanto 34% classificam o governo como ótimo ou bom e 23% avaliam a gestão como regular. Os números foram divulgados no início da campanha eleitoral de 2026 e colocam a percepção sobre a administração federal entre os fatores que deverão ser acompanhados durante a disputa presidencial. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 16 de agosto, período que antecedeu e coincidiu com o início oficial da campanha eleitoral. Foram entrevistados 2.003 eleitores brasileiros por meio de entrevistas telefônicas, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03317/2026. 

Em comparação com a pesquisa anterior, realizada em 10 de agosto, houve uma redução de dois pontos percentuais na parcela que classificou o governo como ruim ou péssimo, que anteriormente era de 44%. Entretanto, a variação está dentro da margem de erro, enquanto a avaliação positiva permaneceu em 34%, mesmo percentual registrado no levantamento anterior. Portanto, os dados indicam estabilidade na percepção dos eleitores sobre a administração federal neste momento da corrida presidencial.

Governo Lula mantém avaliação dividida entre os eleitores

A distribuição das respostas mostra que a avaliação negativa representa a maior parcela individual entre as opções apresentadas aos entrevistados. Os 42% que classificam o governo Lula como ruim ou péssimo superam os 34% que consideram a administração ótima ou boa, enquanto outros 23% permanecem na avaliação regular. Dessa forma, uma parcela significativa do eleitorado ainda não está posicionada nos extremos da avaliação da gestão federal.

O percentual de 23% atribuído à avaliação regular também ganha relevância no contexto eleitoral, pois representa um grupo que não classifica o governo nem de maneira positiva nem negativa. Contudo, a pesquisa não permite afirmar que todos esses eleitores estejam indecisos sobre o voto presidencial, já que a pergunta sobre avaliação da administração é diferente da questão sobre intenção de voto. Assim, os números devem ser analisados separadamente das simulações eleitorais apresentadas pelo mesmo levantamento.

A avaliação do governo ocorre em paralelo a uma disputa presidencial considerada competitiva pelo próprio levantamento BTG/Nexus. Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36%, e, em um eventual segundo turno entre os dois, o presidente tem 47% contra 44% do senador, resultado classificado como empate técnico devido à margem de erro.

Pesquisa BTG/Nexus é divulgada no início da campanha

O momento em que a pesquisa foi realizada também é relevante para compreender seus resultados. A campanha eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto, apenas um dia antes da divulgação do levantamento, e os principais candidatos passaram a intensificar suas agendas públicas, discursos e estratégias de comunicação. Por isso, os números representam um retrato do eleitorado no começo de uma fase em que a exposição dos candidatos tende a aumentar.

Lula iniciou sua campanha em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, enquanto Flávio Bolsonaro realizou seu primeiro grande ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Os dois candidatos apresentaram discursos diferentes e concentraram parte das manifestações em temas como economia, segurança pública, programas sociais e críticas ao adversário. Nesse cenário, a avaliação do governo passa a integrar diretamente a estratégia eleitoral do atual presidente e a argumentação de seus concorrentes.

Além disso, o levantamento mostra que a percepção sobre a administração federal ocorre em um ambiente de forte polarização política. Lula e Flávio aparecem próximos nas simulações de segundo turno, enquanto outros candidatos também são testados em diferentes confrontos, demonstrando que o cenário eleitoral ainda poderá sofrer alterações durante a campanha. Portanto, a avaliação atual do governo não deve ser considerada isoladamente como uma previsão do resultado da eleição.

Avaliação do governo Lula entra no debate eleitoral

A diferença entre os percentuais de avaliação negativa e positiva deverá ser explorada pelos diferentes grupos políticos durante a campanha. Para os adversários do presidente, os 42% que classificam a administração como ruim ou péssima representam um indicador importante da insatisfação existente entre os eleitores. Já o governo poderá destacar os 34% de avaliações positivas e a estabilidade desse percentual em relação ao levantamento anterior.

A pesquisa também demonstra que a avaliação da gestão federal não apresenta uma maioria absoluta em nenhuma das categorias. Somadas, as avaliações ótima, boa e regular chegam a 57%, enquanto ruim e péssima representam 42%, considerando os percentuais divulgados e possíveis diferenças decorrentes de arredondamento. Esse quadro revela uma percepção distribuída entre diferentes grupos do eleitorado, que deverá ser acompanhada pelas campanhas ao longo dos próximos meses.

Com a campanha presidencial oficialmente iniciada, novos levantamentos deverão mostrar se a avaliação do governo permanecerá nos atuais patamares ou sofrerá alterações conforme os candidatos ampliem a exposição de suas propostas. O resultado de 42% de avaliação ruim ou péssima, 34% de ótima ou boa e 23% de regular constitui, portanto, um retrato do momento registrado pela pesquisa BTG/Nexus entre 14 e 16 de agosto. A evolução desses índices poderá ser observada em conjunto com as pesquisas de intenção de voto, rejeição e segundo turno, que ajudam a formar um panorama mais amplo da disputa presidencial de 2026.

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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