A ex-primeira-dama registrou sua candidatura ao Senado e declarou seu patrimônio

Michelle Bolsonaro, do PL do Distrito Federal, registrou neste sábado, 15 de agosto, sua candidatura ao Senado Federal poucas horas antes do encerramento do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral. No registro apresentado à Justiça Eleitoral, a ex-primeira-dama declarou um patrimônio de aproximadamente R$ 4,4 milhões, valor que inclui aplicações financeiras, investimentos e um automóvel que chama atenção pelo modelo. Entre os bens informados está um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil, enquanto a maior parte do patrimônio está concentrada em aplicações financeiras.
De acordo com os dados apresentados por Michelle ao TSE, cerca de R$ 4,1 milhões estão registrados como aplicação financeira, enquanto mais de R$ 300 mil aparecem classificados como fundo de investimento. O Fusca, por sua vez, representa uma parcela pequena do patrimônio declarado, mas ganhou destaque justamente por ser um veículo tradicional e bastante conhecido entre os brasileiros. A composição dos bens mostra que praticamente toda a riqueza informada pela candidata está concentrada no mercado financeiro, e não em imóveis ou outros bens de maior valor.
A candidatura de Michelle também chamou atenção pela escolha de seu primeiro suplente, seu irmão Diego Torres, que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 298 mil. Diego deixou o cargo de assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para acompanhar a irmã durante a campanha eleitoral. A composição da chapa ocorre depois de um período de incertezas envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro, mas a crise familiar foi encerrada após um pedido público de desculpas feito pelo candidato à Presidência.
Michelle Bolsonaro registra patrimônio de R$ 4,4 milhões
A declaração de patrimônio apresentada por Michelle Bolsonaro faz parte das informações exigidas pela Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas. Segundo os dados informados ao TSE, o patrimônio total da ex-primeira-dama chega a aproximadamente R$ 4,4 milhões, com uma concentração expressiva em recursos aplicados no mercado financeiro. Dessa forma, o eleitor poderá consultar oficialmente os bens declarados pela candidata durante o período eleitoral e acompanhar eventuais atualizações determinadas pela Justiça Eleitoral.
O maior componente da declaração é uma aplicação financeira de aproximadamente R$ 4,1 milhões, seguida por mais de R$ 300 mil mantidos em fundo de investimento. Somados, esses valores representam praticamente todo o patrimônio declarado por Michelle, enquanto o restante corresponde a outros bens informados no registro. A distribuição chama atenção porque revela uma carteira patrimonial predominantemente financeira, situação que poderá ser analisada pelos eleitores dentro do conjunto de informações disponibilizadas sobre a candidata.
Entre os bens declarados, está também um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil, um detalhe que acabou ganhando destaque diante do tamanho total do patrimônio informado. O veículo corresponde a menos de 1% da riqueza declarada pela candidata, mas se tornou um dos itens mais curiosos do registro por se tratar de um modelo antigo e popular no Brasil. Assim, enquanto milhões de reais estão concentrados em aplicações e investimentos, um Fusca de R$ 30 mil aparece como o bem material mais facilmente reconhecível na declaração apresentada ao TSE.
Irmão de Michelle será o primeiro suplente
Além da declaração patrimonial de Michelle Bolsonaro, outro ponto importante do registro é a composição de sua chapa para o Senado. O primeiro suplente escolhido pela candidata é seu irmão, Diego Torres, que também apresentou sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, com patrimônio estimado em R$ 298 mil. A escolha coloca um familiar direto em uma posição estratégica da candidatura e reforça a proximidade entre os dois durante a campanha.
Diego Torres vinha atuando desde 2023 como assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas deixou a função para acompanhar Michelle na disputa eleitoral. Sua experiência no setor público deverá ser utilizada durante a campanha, enquanto sua presença como primeiro suplente garante uma composição baseada em alguém de confiança da candidata. Caso seja necessário assumir a cadeira em alguma das situações previstas pela legislação, será Diego quem estará na primeira posição da suplência.
A escolha do irmão ocorre em um momento de reorganização política do grupo ligado à família Bolsonaro para as eleições de 2026. Michelle decidiu entrar oficialmente na disputa depois de um período em que sua candidatura chegou a ser colocada em dúvida, especialmente devido às divergências com Flávio Bolsonaro. Agora, com o registro formalizado, a ex-primeira-dama passa a concentrar seus esforços na disputa por uma das duas vagas que estarão disponíveis para o Distrito Federal no Senado.
Crise com Flávio Bolsonaro foi superada
A definição da candidatura aconteceu depois de uma crise política e familiar envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro, que veio a público no fim de junho. Na ocasião, Michelle afirmou ter sido maltratada e desrespeitada pelo enteado após divergências relacionadas à montagem do palanque do PL no Ceará, situação que provocou repercussão dentro do grupo político. O episódio chegou a colocar em dúvida a continuidade da participação da ex-primeira-dama na disputa eleitoral.
A crise, entretanto, teve curta duração e foi encerrada após Flávio Bolsonaro pedir desculpas publicamente a Michelle em 23 de julho. Ela aceitou o pedido, afirmou que todos cometem erros e passou a defender novamente a reunificação da direita para a eleição de 2026. Com a candidatura agora registrada e o irmão escolhido como primeiro suplente, Michelle Bolsonaro inicia oficialmente uma nova etapa de sua trajetória política, levando para a campanha uma declaração patrimonial de R$ 4,4 milhões e um curioso Fusca avaliado em R$ 30 mil.



