Após a possível desistência de Tereza Cristina, outro nome surge como provável vice de Flávio

As articulações para a eleição presidencial de 2026 continuam movimentando os bastidores da política brasileira. Após a federação formada por Progressistas (PP) e União Brasil dificultar a participação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), representantes do agronegócio passaram a discutir novos nomes para ocupar a vaga.
Entre eles, o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) ganhou força nos últimos dias. A mudança de cenário ocorreu poucos dias antes do encerramento do prazo para as convenções partidárias, período em que as legendas oficializam candidatos e definem as chapas que disputarão as eleições. Com o impasse envolvendo Tereza Cristina, lideranças do setor agropecuário iniciaram novas conversas para evitar que a composição da chapa de Flávio Bolsonaro permanecesse indefinida até o último momento.
A busca por um vice tornou-se uma das prioridades da campanha do senador. Enquanto outros pré-candidatos já anunciaram seus companheiros de chapa, o PL ainda negocia alternativas capazes de fortalecer a candidatura presidencial e ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado, especialmente o agronegócio, considerado um dos principais apoiadores do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pedro Lupion ganha força para ser vice de Flávio Bolsonaro
Depois que a possibilidade de Tereza Cristina perdeu força, integrantes do agronegócio passaram a defender o nome de Pedro Lupion, deputado federal pelo Paraná e atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, Lupion passou a ser visto como o principal nome para representar o setor rural em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro.
Pedro Lupion é considerado uma das principais lideranças do agronegócio no Congresso Nacional. À frente da FPA, o parlamentar atua diretamente na articulação de pautas relacionadas ao setor produtivo, mantendo diálogo frequente com produtores rurais, cooperativas e entidades representativas da agricultura brasileira.
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a escolha de Lupion poderia fortalecer o vínculo da candidatura com o setor agropecuário, tradicionalmente identificado com pautas defendidas pelo PL. A expectativa é que sua presença na chapa facilite a aproximação com lideranças rurais e amplie o apoio em estados com forte produção agrícola.
Entretanto, a negociação depende de um fator considerado decisivo. Como Pedro Lupion é filiado ao Republicanos, aliados de Flávio precisarão convencer o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, a autorizar a participação do deputado na chapa presidencial. Essa etapa é apontada como um dos principais desafios das negociações.
Domingos Sávio também aparece entre as opções do agronegócio
Além de Pedro Lupion, outro nome apresentado por representantes do agronegócio foi o do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG). O parlamentar mineiro também passou a ser analisado como alternativa para ocupar a vaga de vice-presidente, principalmente por representar Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.
Na avaliação de integrantes da campanha, Domingos Sávio poderia agregar peso eleitoral em uma região estratégica para a disputa presidencial. Minas Gerais costuma exercer influência decisiva nas eleições nacionais, tornando o estado um dos principais alvos das campanhas ao Palácio do Planalto.
Mesmo assim, interlocutores próximos de Flávio Bolsonaro afirmam que Pedro Lupion aparece atualmente como favorito dentro das negociações. O trabalho desenvolvido pelo deputado junto à bancada ruralista e sua proximidade com lideranças do agronegócio são apontados como fatores que fortalecem sua candidatura à vaga de vice.
Enquanto isso, as conversas continuam ocorrendo entre dirigentes partidários e representantes do setor produtivo. Como o prazo para oficialização das chapas está próximo do fim, a expectativa é de que uma definição aconteça nos próximos dias.
Impasse com Tereza Cristina mudou estratégia da campanha
A busca por novos nomes começou após a federação formada por PP e União Brasil impedir que Tereza Cristina integrasse oficialmente a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. A senadora vinha sendo considerada a principal opção para a vaga de vice por reunir experiência administrativa, bom relacionamento com o agronegócio e forte influência política.
Com a mudança de cenário, lideranças rurais passaram a trabalhar para manter um representante do setor na chapa presidencial. A avaliação é que o agronegócio continua sendo uma base eleitoral importante para o projeto político do PL e, por isso, a escolha do vice deverá preservar essa ligação.
A reportagem também aponta que, apesar da justificativa de que haveria poucas opções disponíveis para ocupar a vaga, outras lideranças femininas manifestaram interesse em integrar a chapa. Entre os nomes citados estão as deputadas Priscila Costa (PL-CE), Simone Marquetto (MDB-SP) e Julia Zanatta (PL-SC). Ainda assim, essas possibilidades não avançaram nas negociações até o momento.
Dessa maneira, a definição do candidato a vice-presidente permanece como uma das principais pendências da campanha de Flávio Bolsonaro. Com o prazo das convenções se aproximando do fim, Pedro Lupion desponta como o nome mais forte do agronegócio para ocupar a vaga, enquanto as negociações políticas continuam para viabilizar a composição definitiva da chapa que disputará as eleições presidenciais de 2026.



