Bolsonaristas usaram máscaras de Flávio e também de Jair Bolsonaro

Apoiadores de Flávio Bolsonaro usaram máscaras com os rostos do senador e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o lançamento da campanha presidencial em Copacabana, no Rio de Janeiro. A cena chamou atenção no primeiro ato oficial da candidatura do filho do ex-presidente, realizado neste domingo, 16 de agosto, quando a campanha passou a utilizar símbolos ligados diretamente à família Bolsonaro para mobilizar o eleitorado. O evento também foi marcado por discursos de defesa de Jair Bolsonaro e por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A escolha das máscaras reforçou a tentativa de estabelecer uma conexão visual entre Flávio e Jair Bolsonaro, que permanece como principal referência política do grupo. Embora Flávio tenha buscado apresentar características próprias durante o discurso, a presença do pai esteve entre os elementos centrais do ato realizado na praia de Copacabana. Dessa maneira, a imagem de Jair Bolsonaro foi incorporada à estratégia de campanha mesmo diante das restrições políticas e judiciais que atingem o ex-presidente.
O lançamento ocorreu em um dos principais pontos de mobilização do bolsonarismo no Rio de Janeiro e reuniu apoiadores vestidos predominantemente com as cores verde e amarela. Além das máscaras, referências ao ex-presidente apareceram em discursos, materiais de campanha e manifestações do público presente. O evento foi utilizado para apresentar Flávio como candidato à Presidência e, ao mesmo tempo, demonstrar que a base política construída por Jair continua sendo um componente importante de sua candidatura.
Apoiadores de Flávio Bolsonaro reforçam imagem de Jair no ato
A utilização das máscaras ocorreu em meio a uma estratégia de campanha que procurou destacar a continuidade política entre pai e filho. Jair Bolsonaro foi lembrado diversas vezes durante o evento, enquanto Flávio defendeu o legado do ex-presidente e reproduziu um antigo áudio dele diante dos apoiadores. O recurso ajudou a criar uma atmosfera de identificação com o período em que Jair ocupava o Palácio do Planalto e liderava o grupo político que agora apoia a candidatura de Flávio.
Flávio, entretanto, também tentou estabelecer uma distinção entre sua trajetória e a do pai. Durante o discurso, o senador afirmou que sua candidatura possui características próprias e chegou a comparar a relação entre os dois com a de um filho de Pelé em relação ao famoso jogador de futebol. Apesar disso, a presença das máscaras demonstrou que a imagem de Jair permanece sendo explorada como um dos principais elementos de identificação da campanha junto à militância bolsonarista.
A estratégia ganhou ainda outro elemento quando Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, participou do evento e escreveu nas costas da camisa do candidato a frase “O Brasil vai vencer” utilizando batom. A ação fez referência a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, que foi condenada a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro. Assim, diferentes símbolos associados ao movimento bolsonarista foram reunidos durante o lançamento da candidatura.
Flávio Bolsonaro inicia campanha com discurso de defesa do pai
O lançamento da campanha em Copacabana foi planejado para reforçar a ligação de Flávio com o principal reduto político de sua família no Rio de Janeiro. A praia já foi palco de grandes manifestações de apoio a Jair Bolsonaro e passou a ser utilizada novamente como cenário para uma mobilização eleitoral nacional. Por isso, a escolha do local foi interpretada como uma tentativa de recuperar símbolos tradicionais do bolsonarismo no início da corrida presidencial.
Durante o ato, Flávio concentrou parte de seu discurso em temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado. O senador afirmou que pretende classificar milícias como organizações terroristas e criticou o governo Lula por sua atuação na área de segurança. A pauta deverá ocupar espaço importante na campanha, principalmente porque Flávio tenta se apresentar como candidato capaz de endurecer as políticas de combate à criminalidade.
O candidato também criticou Lula, o Supremo Tribunal Federal e outras instituições, enquanto procurou apresentar a própria candidatura como uma alternativa ao atual governo. Ao mesmo tempo, a campanha manteve Jair Bolsonaro no centro da comunicação política, demonstrando que a defesa do ex-presidente continua sendo uma das principais bandeiras do grupo. Esse equilíbrio entre diferenciação e continuidade deverá ser um dos desafios de Flávio durante a disputa eleitoral.
Máscaras de Jair e Flávio simbolizam estratégia eleitoral
A presença de apoiadores usando máscaras de Jair e Flávio Bolsonaro transformou o ato de Copacabana em uma demonstração visual da força da família dentro da campanha presidencial. As imagens circularam justamente no primeiro dia oficial da corrida eleitoral, quando os candidatos passaram a pedir votos publicamente e a apresentar suas principais mensagens ao eleitorado. Nesse contexto, o recurso visual funcionou como uma forma de reforçar a identificação entre o candidato e sua principal base política.
O evento também mostrou que a campanha de Flávio pretende utilizar elementos emocionais e simbólicos para manter mobilizado o eleitorado que acompanhou Jair Bolsonaro nos últimos anos. A reprodução de mensagens do ex-presidente, as máscaras e as referências à sua trajetória foram combinadas com propostas de segurança pública e críticas ao governo Lula. Assim, o primeiro ato de campanha deixou evidente que a imagem de Jair Bolsonaro continuará ocupando espaço relevante na estratégia eleitoral de Flávio durante a disputa presidencial de 2026.



