Candidato do PL, Flávio Bolsonaro, disse que esta foi a primeira vez na história que uma campanha eleitoral foi transmitida sem áudio

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reagiu nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, à transmissão de sua propaganda eleitoral sem áudio na televisão. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o problema teria prejudicado a divulgação de sua mensagem aos eleitores e questionou a possibilidade de uma falha acidental. “Eles acham que vão conseguir calar minha voz, mas não vão, não adianta”, declarou o candidato, que também pediu aos apoiadores que compartilhassem o programa nas plataformas digitais.
A falha aconteceu durante o horário eleitoral gratuito exibido por volta das 13h, quando as imagens da propaganda de Flávio apareceram na televisão sem que o áudio pudesse ser ouvido normalmente. Na sequência, o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário do senador no segundo turno, foi transmitido com som. A diferença entre as duas exibições provocou questionamentos de telespectadores, que relataram o problema nas redes sociais durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida.
Em declaração reproduzida pela Itatiaia, Flávio afirmou que considerava incomum a situação e relacionou a ausência de som ao fato de a propaganda de Lula ter sido exibida normalmente. “Não existe coincidência”, disse o candidato ao comentar o episódio, sem apresentar provas de que a falha tivesse sido provocada intencionalmente. A equipe de campanha informou que pretende apurar o ocorrido, enquanto a origem do problema ainda dependia de esclarecimentos técnicos.
Flávio publica vídeo e pede compartilhamento da propaganda
Após a transmissão, Flávio divulgou o conteúdo eleitoral nas redes sociais para que os eleitores pudessem assistir à peça com áudio e compartilhar o material com outras pessoas. No vídeo, o senador começou questionando se o público conseguia ouvi-lo e, em seguida, explicou que sua propaganda havia sido exibida sem som, diferentemente da apresentação do adversário. Ele também incentivou os apoiadores a encaminharem a gravação para grupos de WhatsApp, como forma de ampliar o alcance da mensagem durante a campanha.
A propaganda havia sido preparada para o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro, e incluía uma homenagem à padroeira do Brasil. O material também abordava o aumento dos preços dos alimentos e apresentava depoimentos de figuras políticas que apoiam a candidatura do senador. Entre os participantes citados pela Itatiaia estavam a senadora Tereza Cristina, a senadora eleita Michelle Bolsonaro e os candidatos Augusto Cury e Ronaldo Caiado, que terminaram o primeiro turno em terceiro e quarto lugares, respectivamente.
A equipe de Flávio afirmou que o arquivo enviado para a transmissão estava com o áudio normal e havia passado pelas verificações realizadas antes da exibição. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e pelo Metrópoles, a campanha investigava a possibilidade de o problema ter ocorrido na geração do sinal da emissora responsável por distribuir a transmissão. Essa hipótese ainda precisava ser confirmada, pois, até a divulgação das primeiras informações, não havia uma conclusão técnica definitiva sobre a origem da falha.
Campanha investiga possível problema na geração do sinal
No sistema de transmissão do horário eleitoral presidencial, uma emissora fica responsável por gerar o sinal que depois é recebido e retransmitido por outras emissoras. Por esse motivo, uma falha na origem pode atingir diferentes canais que utilizam a mesma transmissão, mesmo quando a programação é exibida por empresas distintas. A identificação do ponto em que ocorreu o problema depende de uma análise dos arquivos enviados pelas campanhas, dos equipamentos utilizados e dos registros técnicos da transmissão.
A campanha de Flávio sustentou que o material havia sido conferido antes de ser encaminhado para exibição e que o arquivo estava correto. A equipe passou a investigar se o áudio teria sido comprometido durante a geração do sinal, mas essa possibilidade não representava, naquele momento, uma confirmação de responsabilidade da emissora ou de qualquer outro agente. O esclarecimento dependeria da apuração técnica e de eventuais manifestações dos responsáveis pela distribuição da propaganda eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também foi procurado por veículos de imprensa para comentar o caso e informar se havia alguma apuração em andamento. Segundo as informações publicadas inicialmente pela CNN Brasil e pela Itatiaia, ainda não havia resposta oficial da Corte no momento da divulgação das reportagens. Sem uma conclusão técnica ou uma manifestação das instituições envolvidas, não era possível determinar se a falha havia ocorrido na emissora geradora, em outra etapa da transmissão ou por algum motivo diferente.
Episódio ocorre na reta final da disputa presidencial
A propaganda sem áudio foi exibida em uma fase importante da campanha eleitoral, quando Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro de 2026. O horário eleitoral gratuito é um dos espaços utilizados pelos candidatos para apresentar propostas, responder a críticas e divulgar mensagens direcionadas aos diferentes segmentos do eleitorado. Uma falha durante esse período pode comprometer a compreensão do conteúdo transmitido, especialmente quando o áudio é necessário para acompanhar declarações, narrações e explicações exibidas na tela.
A reação de Flávio transformou o problema técnico em um tema de sua comunicação política, com o candidato destacando a diferença entre a exibição de sua propaganda e a do programa de Lula. Ao afirmar que tentariam calar sua voz, o senador apresentou sua interpretação do episódio, mas não apresentou provas públicas de que a ausência de áudio tivesse sido deliberada. A distinção é relevante porque a ocorrência da falha foi relatada por veículos de imprensa, enquanto a hipótese de uma ação intencional continuava sem confirmação.
O caso também levantou dúvidas sobre os procedimentos técnicos utilizados para distribuir a propaganda eleitoral em rede nacional e sobre a responsabilidade pela integridade do sinal durante a transmissão. A campanha de Flávio declarou que o arquivo havia sido verificado antes de ser enviado e que buscaria esclarecer em qual etapa ocorreu o problema. Até que fossem divulgadas informações conclusivas, permaneciam confirmadas a exibição da propaganda sem áudio, a manifestação pública do candidato e a investigação anunciada por sua equipe.



