Cármen Lúcia diz que Moraes “lutou bravamente” pela democracia

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (21) que o ministro Alexandre de Moraes teve papel importante na preservação da democracia brasileira durante um dos períodos mais desafiadores da política nacional recente. A declaração ocorreu durante um evento realizado no Largo São Francisco, em São Paulo, onde os dois magistrados participaram de uma cerimônia marcada por discussões sobre o funcionamento das instituições e a importância da participação dos cidadãos na vida democrática. Ao comentar o cenário vivido pelo país em 2021 e 2022, Cármen Lúcia destacou a atuação de Moraes à frente da Justiça Eleitoral e ressaltou que a defesa do Estado democrático depende também do compromisso da sociedade.
Durante seu discurso, a ministra chamou a atenção para a necessidade de uma postura permanente de responsabilidade por parte dos brasileiros. Segundo ela, a democracia não deve ser considerada uma conquista definitiva, mas um processo que exige participação, acompanhamento e respeito às regras estabelecidas pelas instituições. Cármen Lúcia afirmou que cada cidadão precisa assumir sua parcela de responsabilidade pela manutenção do sistema democrático, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo. A magistrada também avaliou que o atual momento exige atenção, diante dos desafios enfrentados por democracias em diferentes países e da necessidade de preservar valores como liberdade, participação popular e respeito às instituições.
Ao abordar diretamente a atuação de Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia destacou o trabalho realizado pelo ministro durante o período em que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na avaliação dela, a Justiça Eleitoral teve uma atuação firme para garantir o cumprimento da legislação brasileira e manter o funcionamento regular do processo democrático. A ministra afirmou que Moraes “lutou bravamente” para que as regras fossem observadas e para que as instituições não deixassem de exercer suas responsabilidades. A declaração foi feita ao lado do próprio ministro e reforçou a visão de Cármen Lúcia sobre a importância da atuação institucional em momentos de grande pressão política e social.
Apesar de destacar o papel da Justiça Eleitoral, Cármen Lúcia fez questão de ressaltar que a preservação da democracia não depende exclusivamente das instituições públicas. Para a ministra, a participação da população brasileira foi fundamental para o fortalecimento do sistema democrático. Ela afirmou que a maioria dos brasileiros deseja viver em uma sociedade democrática e reconhece a importância de manter esse modelo em constante construção. A declaração coloca o cidadão no centro do debate e reforça a ideia de que eleições, instituições e direitos precisam ser acompanhados por uma cultura de responsabilidade e respeito às regras que organizam a sociedade.
A fala também trouxe uma reflexão sobre os desafios que podem surgir para os regimes democráticos. Cármen Lúcia afirmou que é necessário manter atenção permanente e evitar qualquer acomodação diante de ameaças aos princípios democráticos. Em uma frase que sintetizou o tom de seu discurso, a ministra declarou que “as ditaduras não sossegam, então os democratas também não podem sossegar”. A mensagem foi apresentada como um alerta para a necessidade de vigilância institucional e participação cidadã, sem perder de vista a importância do diálogo e do funcionamento regular das instituições previstas na Constituição brasileira.
O encontro no Largo São Francisco, portanto, serviu não apenas para destacar a atuação de Alexandre de Moraes durante sua passagem pela presidência da Justiça Eleitoral, mas também para ampliar a discussão sobre o futuro da democracia no país. Ao defender a participação da sociedade e o respeito às instituições, Cármen Lúcia reforçou que a estabilidade democrática depende de esforços contínuos. A declaração ganha relevância por ocorrer em um ambiente acadêmico e jurídico tradicional de São Paulo e por reunir duas figuras de destaque do STF. O episódio evidencia como a defesa das instituições, o cumprimento das normas e a participação dos cidadãos permanecem no centro dos debates sobre os rumos da democracia brasileira.



