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Com medo de impugnação, Eduardo Bolsonaro decide desistir de chapa em São Paulo

Welesson Oliveira 2 horas ago 0 1

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) desistiu de integrar como primeiro suplente a chapa do deputado estadual André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, que revelou que a decisão foi motivada pelo receio de que a candidatura pudesse ser impugnada pela Justiça Eleitoral.

Segundo a reportagem, a avaliação jurídica feita por advogados próximos ao ex-parlamentar apontou elevado risco de questionamentos ao registro da chapa. O entendimento é de que Eduardo Bolsonaro poderia enfrentar obstáculos em razão de sua recente condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), situação que poderia comprometer toda a composição eleitoral.

A desistência altera um dos planos políticos do Partido Liberal em São Paulo. Nos bastidores, aliados avaliavam que, caso Flávio Bolsonaro fosse eleito presidente da República e André do Prado conquistasse uma cadeira no Senado, haveria a possibilidade de Eduardo assumir posteriormente o mandato de senador.

Mariana Sanches revela motivo da desistência

De acordo com a colunista Mariana Sanches, Eduardo Bolsonaro afirmou que optou por retirar seu nome da chapa após ouvir advogados de confiança e analisar o cenário jurídico. Em nota enviada ao UOL, ele declarou que a decisão foi tomada para preservar um projeto político considerado mais amplo do que uma candidatura individual.

Ainda segundo Eduardo, a orientação recebida foi para evitar qualquer circunstância que pudesse colocar em risco a candidatura de André do Prado ao Senado. O ex-deputado afirmou que o momento exige cautela diante do que classificou como um ambiente de insegurança jurídica e perseguição política contra ele e sua família.

Na manifestação, Eduardo também afirmou que sua decisão não está relacionada a interesses pessoais ou à busca por cargos públicos. Conforme a reportagem, ele sustentou que o objetivo foi evitar prejuízos à estratégia eleitoral do grupo político do qual faz parte.

Risco de impugnação pesou na decisão

Segundo a apuração de Mariana Sanches, o principal fator considerado pela equipe jurídica foi a possibilidade de a Justiça Eleitoral enquadrar Eduardo Bolsonaro na hipótese de inelegibilidade em razão da condenação recente sofrida no STF. Esse cenário poderia gerar pedidos de impugnação durante o processo de registro da chapa.

A legislação eleitoral prevê mecanismos para contestar candidaturas quando há indícios de inelegibilidade ou impedimentos legais. Diante dessa possibilidade, a retirada voluntária do nome de Eduardo passou a ser considerada a alternativa mais segura para preservar a candidatura principal ao Senado.

Embora a desistência tenha sido anunciada, o ex-deputado continuará acompanhando a campanha do Partido Liberal e deverá participar de atividades políticas ao lado de aliados durante o período eleitoral. Até o momento, o partido não informou quem ocupará a vaga de primeiro suplente na chapa de André do Prado.

Eduardo nega influência de pesquisa eleitoral

Outro ponto abordado pela colunista do UOL diz respeito às especulações de que a decisão teria sido influenciada por pesquisas de intenção de voto divulgadas no mesmo dia. Eduardo Bolsonaro negou essa versão e afirmou que sequer havia tomado conhecimento dos números quando decidiu retirar sua candidatura.

A pesquisa mencionada na reportagem indicava André do Prado na quinta colocação na disputa pelo Senado em São Paulo. Apesar disso, Eduardo afirmou que a desistência foi motivada exclusivamente pelas recomendações jurídicas recebidas e pelo receio de comprometer a candidatura do aliado.

Segundo a reportagem, a definição ocorreu enquanto Eduardo cumpria agenda nos Estados Unidos. Durante a viagem, ele participou de encontros com lideranças conservadoras e esteve em um evento com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizado em Washington.

Mudança altera estratégia do PL para o Senado

A retirada de Eduardo Bolsonaro da chapa representa uma mudança importante na estratégia eleitoral do Partido Liberal em São Paulo. O grupo político pretendia utilizar a composição como parte do projeto de ampliar sua representação no Senado Federal nas eleições de 2026.

Com a desistência, o partido precisará definir um novo nome para ocupar a suplência e reorganizar a estratégia da campanha. A expectativa é de que a decisão seja tomada antes do encerramento do prazo para registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro afirmou que continuará atuando politicamente em defesa das pautas do grupo ao qual pertence, mesmo sem integrar a chapa ao Senado. Conforme revelou a colunista Mariana Sanches, a decisão foi apresentada como uma medida voltada a preservar o projeto eleitoral do Partido Liberal diante dos riscos jurídicos identificados por sua defesa.

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Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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