Em nova fase da operação Sem Desconto, o advogado Willer Tomaz é alvo da Polícia Federal

A Operação Sem Desconto do INSS teve uma nova fase deflagrada pela Polícia Federal para apurar um esquema de lavagem de dinheiro desviado de aposentados e pensionistas. De acordo com informações exclusivas do colunista Fábio Serapião, do portal UOL, a ação policial cumpre mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. Nesse contexto, o advogado Willer Tomaz é apontado como um dos principais alvos das diligências executadas pelas equipes policiais. Por conseguinte, as investigações foram direcionadas para apurar o repasse ilícito de recursos financeiros e a ocultação de patrimônio.
Nesta etapa das apurações, dezoito mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do STF, para cumprimento em Brasília e no Maranhão. Além disso, a suspeita investigada pela corporação é de que o advogado tenha atuado na lavagem de valores para o senador Weverton Rocha. O parlamentar, que ocupa a função de vice-líder do governo no Senado, já havia sido investigado em fases anteriores da mesma operação. Ademais, bens do parlamentar foram bloqueados por determinação judicial, embora ele não tenha sido alvo direto dos mandados de busca.
A extensão da Operação Sem Desconto do INSS e os núcleos familiares investigados
Durante o cumprimento das ordens judiciais na manhã de hoje, familiares do senador foram alcançados pelas medidas cautelares da Polícia Federal. Especificamente, a esposa e duas irmãs do parlamentar foram incluídas entre os alvos das buscas realizadas pelos agentes federais. Nesse sentido, a atuação policial busca mapear a rede de relacionamentos e a participação de intermediários na movimentação dos recursos. Do mesmo modo, documentos e mídias digitais foram apreendidos para instruir o processo criminal.
Por outro lado, o envolvimento de pessoas próximas aos investigados foi destacado pelas autoridades como peça central no esquema de ocultação de bens. Consequentemente, contas bancárias de terceiros foram monitoradas pelos peritos com o objetivo de identificar o fluxo financeiro ilícito. Igualmente, empresas de fachada foram mapeadas pelos investigadores para comprovar a simulação de prestação de serviços. Portanto, o cerco judicial foi ampliado para cobrir todas as frentes de transferência de valores.
O perfil dos alvos e as conexões políticas do advogado investigado
Conhecido no meio jurídico por sua proximidade com figuras políticas expressivas, o advogado Willer Tomaz possui histórico de atuação nos bastidores do poder. Além da relação com o senador Weverton Rocha, o advogado é apontado por sua proximidade com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Cabe ressaltar que o profissional já havia sido preso pela Polícia Federal no ano de 2017, durante as apurações relacionadas aos irmãos Batista e à JBS. Assim sendo, sua trajetória volta a ser objeto de intervenção policial em razão das suspeitas atreladas à Previdência Social.
A repetição de apurações envolvendo personagens influentes demonstra a complexidade das redes de contatos investigadas no Distrito Federal. Além disso, as relações institucionais mantidas pelos suspeitos foram utilizadas para facilitar o trânsito de informações e de recursos. Nesse cenário, o monitoramento efetuado pela polícia permitiu associar a conduta dos investigados às movimentações financeiras atípicas. Desse modo, o histórico de investigações anteriores serviu de base para o aprofundamento das medidas cautelares atuais.
As estratégias de ocultação patrimonial e os métodos de lavagem de dinheiro
De acordo com nota oficial emitida pela Polícia Federal, as investigações tiveram início após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais atípicas. Segundo o órgão policial, tais operações teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas e de contas bancárias de terceiros. De fato, estruturas empresariais complexas e operações com valores em espécie foram empregadas com o objetivo de ocultar a origem dos recursos. Por essa razão, peritos criminais foram mobilizados para rastrear os caminhos do dinheiro subtraído dos segurados.
A utilização de repasses em espécie e interpostas pessoas foi desenhada para dificultar o rastreamento efetuado pelos órgãos de fiscalização financeira. Todavia, os cruzamentos de dados realizados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras permitiram a identificação dos fluxos suspeitos. Em decorrência dessas constatações, os indícios de lavagem de dinheiro foram consolidados no parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal. Por conseguinte, medidas rigorosas de indisponibilidade de bens foram decretadas contra os envolvidos.
O prosseguimento das apurações e os desdobramentos operacionais
As investigações continuarão sendo executadas pela Polícia Federal para descobrir a origem e a destinação final de todos os recursos mapeados. Do mesmo modo, o objetivo real dos repasses financeiros será detalhado no decorrer dos próximos depoimentos e análises de provas. Nesse contexto, a elucidação completa do esquema é considerada prioridade pelas autoridades competentes para assegurar a reparação dos danos. Além disso, novos desdobramentos não são descartados à medida que o material apreendido for periciado.
Por fim, a apuração dos descontos indevidos efetuados contra aposentados e pensionistas ganha novos contornos com a identificação do núcleo de lavagem de capitais. Diante da gravidade das condutas reveladas, a responsabilização dos envolvidos será buscada por meio das instâncias judiciais cabíveis. Desse modo, o combate ao desvio de verbas previdenciárias é mantido como foco central das forças de segurança do país. Em síntese, o trabalho conjunto das instituições busca garantir a proteção dos direitos dos beneficiários do INSS.



