Flávio Bolsonaro participou de um culto acompanhado de Eduardo Cunha

Flávio Bolsonaro participou neste domingo, 9 de agosto, de um culto evangélico em São Paulo durante uma agenda marcada pelo Dia dos Pais. O candidato à Presidência da República esteve ao lado de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e candidato a uma vaga na Casa pelo Republicanos de Minas Gerais. Durante a cerimônia, Flávio falou sobre o pai, Jair Bolsonaro, e se emocionou ao lembrar que foi impedido de visitá-lo justamente na data comemorativa.
A participação no culto aconteceu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negar o pedido apresentado pelos filhos de Jair Bolsonaro para visitá-lo no Dia dos Pais. A decisão manteve a suspensão temporária das visitas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde março. Segundo o despacho citado pelo Metrópoles, permanecem autorizados apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados.
Diante desse cenário, o discurso de Flávio ganhou um forte componente familiar e político. Durante a cerimônia, o candidato pediu aos presentes que valorizassem a convivência com pais e avós, argumentando que não é possível saber quando será a última oportunidade de estar ao lado de uma pessoa querida. A fala também ocorreu após Flávio publicar uma carta destinada ao pai, na qual classificou como desumana, insana, injusta e triste a impossibilidade de encontrá-lo no Dia dos Pais.
Flávio se emociona ao falar de Jair Bolsonaro
Durante o culto, Flávio Bolsonaro fez uma oração e falou diretamente sobre a situação de Jair Bolsonaro. O momento foi marcado pela emoção do candidato, que aproveitou a presença dos fiéis para destacar a importância da relação entre pais e filhos. A mensagem adquiriu um significado especial porque ele próprio estava impedido de ter contato presencial com o pai naquele domingo.
A manifestação também reforçou uma estratégia que vem sendo observada na campanha presidencial de Flávio: a aproximação entre sua imagem política e a trajetória de Jair Bolsonaro. Ao falar sobre a família em uma cerimônia religiosa, o candidato conseguiu tratar de uma questão pessoal diante de um público que também possui forte relação com valores religiosos. Dessa maneira, o episódio familiar acabou incorporado à agenda política da candidatura.
Eduardo Cunha acompanha culto em São Paulo
A presença de Eduardo Cunha ao lado de Flávio também chamou atenção. O ex-presidente da Câmara e atual candidato a deputado federal pelo Republicanos de Minas Gerais participou da cerimônia no mesmo momento em que Flávio buscava demonstrar proximidade com apoiadores e dialogar sobre a situação do pai. O encontro ocorreu em meio à movimentação eleitoral de 2026 e acrescentou um componente político à celebração religiosa.
A aproximação entre os dois não é inédita. Em junho, Cunha já havia se encontrado com Flávio durante uma agenda de pré-campanha e declarado apoio à candidatura presidencial do senador. Naquele momento, a relação foi apresentada como parte das articulações políticas para a eleição de 2026, enquanto agora os dois apareceram juntos em uma ocasião marcada pela discussão sobre Jair Bolsonaro e pela mobilização do eleitorado conservador.
Proibição de visita aumenta repercussão política
A decisão de Alexandre de Moraes de impedir a visita dos filhos de Bolsonaro no Dia dos Pais passou a ocupar espaço importante na campanha de Flávio. No sábado, o ministro rejeitou o pedido para que Flávio, Carlos Bolsonaro e Jair Renan encontrassem o pai, mantendo a ordem que suspendeu as visitas por 30 dias. Com isso, a situação que inicialmente estava restrita ao âmbito judicial passou a ser explorada também no debate eleitoral.
Flávio já havia reagido publicamente à decisão por meio de uma carta direcionada ao pai. No texto, afirmou que não poderia dar um abraço em Jair Bolsonaro e classificou a proibição como desumana, insana, injusta e triste. O conteúdo foi divulgado nas redes sociais e ganhou repercussão justamente por unir uma manifestação de caráter familiar com mensagens relacionadas à candidatura presidencial do senador.
Culto reforça mensagem familiar e eleitoral
A participação no culto permitiu que Flávio voltasse a abordar o assunto diante de um público presencial, desta vez utilizando uma mensagem relacionada à importância da convivência familiar. Ao recomendar que os fiéis valorizassem pais e avós, o candidato evitou limitar sua fala à situação pessoal e transformou o episódio em uma reflexão mais ampla sobre relações familiares. A escolha do ambiente religioso também reforçou o tom de fé utilizado em suas manifestações recentes.
O episódio deverá continuar repercutindo porque reúne três elementos importantes da campanha de 2026: a situação judicial de Jair Bolsonaro, a candidatura presidencial de Flávio e a aproximação com setores religiosos e políticos. A presença de Eduardo Cunha acrescentou ainda uma dimensão de articulação eleitoral ao encontro. Assim, o culto do Dia dos Pais acabou se transformando em um momento no qual questões familiares, religiosas e políticas foram reunidas em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.




