“Gilmar nem gosta de mim”, diz vice de Flávio sobre investigação

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa liderada por Flávio Bolsonaro (PL), voltou a se pronunciar nesta quinta-feira (6) sobre a investigação relacionada às acusações apresentadas por adversários políticos. Durante conversa com jornalistas, o parlamentar afirmou acreditar que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “não gosta” dele, mas ressaltou confiar que o magistrado conduzirá o caso com imparcialidade. Gaspar também reforçou o pedido para que o exame oficial de DNA seja realizado o mais rápido possível, argumentando que a conclusão da perícia é fundamental para esclarecer definitivamente os fatos e colocar um ponto final nas dúvidas levantadas desde o início do episódio. Segundo o deputado, a rapidez na conclusão do procedimento interessa principalmente à sua própria defesa e à preservação de sua imagem pública.
Ao comentar o andamento do processo, Alfredo Gaspar afirmou que espera uma solução célere e transparente. O parlamentar declarou que deseja levar a investigação até sua conclusão, afirmando que sua honra depende do encerramento do caso. “A honra exige a conclusão desse assunto. A gente quer ir às últimas consequências, quer fazer o DNA e acabar com essa conversa”, afirmou. As acusações foram apresentadas em 27 de março pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), durante a leitura do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Conforme as informações divulgadas até o momento, não foram apresentadas provas públicas que sustentassem a acusação. Desde então, Gaspar afirma ser inocente e diz que tem interesse direto na rápida conclusão da investigação para afastar qualquer dúvida envolvendo seu nome.
Segundo o deputado, ainda no mês de abril foi iniciado um procedimento judicial em Alagoas para realização de um exame de DNA por iniciativa própria, com o objetivo de demonstrar que não possui vínculo de paternidade com a criança mencionada na denúncia. Paralelamente, a notícia-crime apresentada por seus adversários está sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), enquanto outras medidas judiciais adotadas pelas partes seguem em tramitação no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Além da defesa apresentada no processo, Gaspar ingressou com representações judiciais contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, alegando supostos crimes contra sua honra e outras irregularidades relacionadas à forma como as acusações foram apresentadas às autoridades competentes.
A estratégia jurídica da defesa também ganhou novos desdobramentos. A coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, informou que pretende intensificar as medidas para acelerar o andamento do caso. De acordo com a advogada, além das manifestações já protocoladas na Procuradoria-Geral da República, a defesa solicitará ao Supremo Tribunal Federal maior agilidade na realização do confronto genético. Bucchianeri afirmou que, logo após o surgimento das acusações, Alfredo Gaspar encaminhou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, colocando seu material genético à disposição das autoridades para que todos os procedimentos necessários fossem realizados oficialmente. Segundo ela, até o momento não houve resposta ao pedido encaminhado.
Ainda conforme a defesa, o deputado adotou diversas iniciativas judiciais para buscar uma definição rápida do caso. Entre elas estão representações apresentadas nos Conselhos de Ética da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além de manifestações junto ao STF e à Procuradoria-Geral da República envolvendo supostos crimes atribuídos aos autores da acusação, incluindo denunciação caluniosa, coação no curso do processo, obstrução da Justiça e crimes contra a honra. Também foi ajuizada uma ação de indenização por danos morais e uma ação cautelar de produção antecipada de provas, destinada a permitir que a coleta oficial de DNA fosse realizada por determinação judicial. A defesa sustenta que todas essas medidas têm como principal objetivo acelerar o esclarecimento dos fatos e garantir segurança jurídica ao processo.
Maria Claudia Bucchianeri afirmou ainda que o material genético de Alfredo Gaspar foi coletado por um perito judicial, com acompanhamento do Ministério Público e das autoridades responsáveis, permanecendo sob custódia da Justiça. Segundo a advogada, a expectativa é de que o confronto genético seja realizado o quanto antes, permitindo uma conclusão definitiva da investigação. Enquanto isso, o caso continua sendo acompanhado pelas instituições responsáveis, sem decisão final sobre as acusações apresentadas. O episódio permanece no centro do debate político e jurídico, enquanto defesa e acusação aguardam os próximos desdobramentos do processo, que deverá seguir os trâmites legais até que todos os elementos sejam analisados pelas autoridades competentes.



