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Homem de 41 anos foi conduzido à delegacia de Juiz de Fora; ele é suspeito de ameaçar Flávio

A segurança de Flávio Bolsonaro passou a receber atenção especial em Juiz de Fora, em Minas Gerais, após um tatuador ser conduzido à delegacia sob suspeita de ter feito uma ameaça contra o senador e candidato nas eleições de 2026. O caso ocorreu poucos dias antes de uma visita de Flávio Bolsonaro à cidade, prevista para segunda-feira, 17 de agosto. Segundo informações divulgadas pelo UOL, a ameaça teria sido publicada em uma rede social e interpretada pelas autoridades como um possível risco durante a agenda política.

O suspeito foi identificado como Lauro Cesar Costa Junior, de 41 anos, profissional que trabalha como tatuador há mais de duas décadas. De acordo com a investigação, ele teria comentado em uma publicação sobre a passagem de Flávio por Juiz de Fora e utilizado uma expressão que, acompanhada de emojis de faca, levantou suspeitas sobre uma possível intenção de ataque. A situação foi identificada durante o monitoramento realizado pela Polícia Legislativa do Senado para avaliar riscos envolvendo parlamentares que disputam as eleições deste ano.

O episódio ganhou atenção especial por causa do histórico de Juiz de Fora com a família Bolsonaro, já que Jair Bolsonaro foi vítima de um ataque com faca na cidade durante a campanha presidencial de 2018. Na ocasião, o então candidato à Presidência foi atingido no abdômen durante uma atividade política e precisou ser levado para atendimento médico. Agora, oito anos depois, uma nova suspeita envolvendo uma ameaça com faca colocou novamente a cidade no centro do noticiário político nacional.

Tatuador suspeito de ameaçar Flávio foi identificado pela polícia

A ameaça contra Flávio Bolsonaro teria sido publicada no Facebook na quinta-feira, 13 de agosto, em uma postagem relacionada à visita do candidato a Juiz de Fora. Conforme o relato divulgado pelo UOL, Costa Junior escreveu uma frase indicando que cuidaria da situação, acompanhada por emojis de facas. O conteúdo foi localizado durante o trabalho de monitoramento de segurança e, posteriormente, a identidade do autor foi confirmada pelas autoridades.

Depois da identificação, o caso foi comunicado à equipe de Flávio Bolsonaro, que formalizou uma representação criminal junto à Polícia Legislativa do Senado. As evidências digitais relacionadas à publicação foram preservadas e encaminhadas ao Ministério Público de Minas Gerais para avaliação das providências cabíveis. Em seguida, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.

A investigação ainda não estabeleceu publicamente todos os detalhes sobre a motivação do suspeito ou sobre eventual planejamento de uma ação concreta contra o senador. Por isso, a ameaça deve ser tratada como uma suspeita sob investigação, sem que a intenção criminosa seja considerada definitivamente comprovada neste momento. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que o processo tramita sob sigilo, enquanto o Ministério Público não havia apresentado manifestação pública até a atualização da reportagem.

Flávio Bolsonaro terá restrição de aproximação durante visita

Como medida preventiva, uma determinação judicial estabeleceu que o tatuador deverá permanecer a pelo menos 500 metros de distância de Flávio Bolsonaro. A decisão ganhou uma particularidade porque Costa Junior mora aproximadamente 400 metros do local onde está previsto o evento do candidato na segunda-feira. Dessa forma, uma área residencial do suspeito fica dentro do limite definido pela Justiça, situação que poderá exigir o cumprimento de medidas específicas durante a realização da agenda política.

A Polícia informou que o tatuador foi conduzido até uma delegacia de Juiz de Fora para prestar esclarecimentos, mas não havia confirmação pública sobre sua permanência sob custódia ou eventual liberação após os procedimentos. Segundo o levantamento apresentado na reportagem, Costa Junior possui registros policiais anteriores relacionados a ocorrências como agressão, lesão corporal, ameaça, vias de fato e atrito verbal. Esses registros, contudo, não significam por si só que ele tenha cometido a ameaça investigada contra Flávio Bolsonaro.

Enquanto isso, a segurança da visita de Flávio Bolsonaro deverá ser acompanhada pelas autoridades responsáveis pelo monitoramento de candidatos e parlamentares. A atuação da Polícia Legislativa foi iniciada antes mesmo da chegada do senador à cidade, justamente porque o conteúdo publicado na internet foi considerado relevante dentro da avaliação de riscos. Assim, a investigação demonstra como manifestações feitas nas redes sociais podem ser analisadas quando envolvem possíveis ameaças contra autoridades públicas.

Juiz de Fora volta a ser associada a episódio de violência política

O caso envolvendo o tatuador ocorre em uma cidade que já ficou marcada nacionalmente por um dos episódios mais graves da campanha eleitoral brasileira. Em 6 de setembro de 2018, Jair Bolsonaro foi atacado com uma faca durante uma atividade de campanha em Juiz de Fora, quando era carregado por apoiadores no meio de uma multidão. O então candidato foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora e posteriormente transferido para São Paulo, onde continuou o tratamento.

Naquele episódio, Adélio Bispo de Oliveira foi detido logo após o ataque e passou a responder pela agressão contra Jair Bolsonaro. O caso teve enorme repercussão nacional e alterou a dinâmica da campanha presidencial daquele ano, enquanto Flávio Bolsonaro acompanhou de perto o atendimento médico do pai. Em 2026, a suspeita de uma nova ameaça com referência a uma faca fez com que a segurança de Flávio Bolsonaro recebesse atenção especial antes de sua passagem pela mesma cidade.

Até o momento, as informações divulgadas pelas autoridades não indicam que um ataque tenha ocorrido ou que uma ação contra Flávio Bolsonaro tenha sido concretizada. O que existe é uma investigação iniciada a partir de uma publicação considerada ameaçadora, seguida por medidas judiciais destinadas a preservar a segurança do candidato durante sua agenda em Juiz de Fora. Portanto, os próximos passos dependerão da análise das provas recolhidas e das decisões que poderão ser tomadas pela Justiça de Minas Gerais.

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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