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Na corrida para o governo de São Paulo, pesquisa mostra quem está na frente

Tarcísio de Freitas aparece na liderança da corrida pelo governo de São Paulo, com 40% das intenções de voto no primeiro turno, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026. O governador e candidato à reeleição está 13 pontos à frente de Fernando Haddad, do PT, que registra 27% no levantamento realizado em todo o estado. O resultado coloca Tarcísio em uma posição confortável neste momento da campanha, embora a eleição ainda esteja em andamento e novas movimentações possam alterar o cenário.

A pesquisa mostra ainda uma distância significativa entre os dois principais concorrentes e os demais nomes apresentados aos eleitores paulistas. Policial Edjane, do Agir, aparece com 2%, enquanto Carlos Machado, do PCB, Izadora Dias, do PCO, Vera Lúcia, do PSTU, e Vivian Mendes, da UP, têm 1% cada. Além disso, 14% dos entrevistados afirmaram que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar, enquanto outros 14% ainda não decidiram sua escolha.

O levantamento foi realizado presencialmente com 1.800 eleitores entre os dias 19 e 25 de agosto, portanto, retrata um momento específico da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%, e a pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-06946/2026. Dessa forma, embora os números indiquem vantagem expressiva para Tarcísio, eles não representam uma previsão definitiva do resultado das urnas.

Tarcísio tem 40% e abre vantagem sobre Haddad

A liderança de Tarcísio de Freitas revela a força eleitoral do atual governador entre os eleitores paulistas, especialmente porque a diferença para Haddad alcança 13 pontos percentuais. O resultado também demonstra que o candidato do Republicanos conseguiu estabelecer uma vantagem considerável sobre seu principal adversário antes de uma etapa mais intensa da campanha. Nesse contexto, a manutenção desse desempenho será fundamental para que Tarcísio possa transformar a liderança das pesquisas em uma eventual vitória ainda no primeiro turno.

Fernando Haddad, por sua vez, aparece com 27% e terá o desafio de reduzir a distância durante as próximas semanas. O petista possui experiência nacional, já ocupou o Ministério da Fazenda e foi prefeito de São Paulo, mas enfrenta agora uma disputa estadual na qual o adversário parte de uma posição privilegiada por estar no comando do governo. Além disso, Haddad precisará ampliar sua capacidade de comunicação com diferentes segmentos do eleitorado paulista para tentar impedir que a vantagem atual de Tarcísio se consolide.

A situação também possui reflexos na estratégia do PT para a eleição nacional, já que São Paulo representa o maior colégio eleitoral do país. Por isso, uma eventual vitória de Haddad poderia fortalecer o palanque de Lula no estado, enquanto uma reeleição de Tarcísio manteria uma das principais lideranças da direita à frente do governo paulista. Assim, a disputa estadual não deve ser analisada apenas pela escolha do governador, pois seus resultados poderão produzir efeitos sobre a correlação de forças políticas em todo o país.

Pesquisa Quaest mostra cenário favorável a Tarcísio em São Paulo

Outro aspecto importante do levantamento é o tamanho do eleitorado que ainda não definiu sua escolha. Embora Tarcísio tenha 40% e Haddad 27%, os 14% de indecisos representam uma parcela relevante da disputa, sobretudo porque a campanha ainda poderá provocar mudanças na percepção dos candidatos. Portanto, existe espaço para movimentações eleitorais, especialmente entre os eleitores que ainda não estabeleceram uma preferência definitiva.

Ao mesmo tempo, os 14% que optam por branco, nulo ou afirmam que não pretendem votar também merecem atenção. Esse grupo poderá diminuir conforme a campanha avance e os candidatos intensifiquem a apresentação de propostas, mas também pode permanecer elevado caso parte do eleitorado não se identifique com os nomes disponíveis. Por consequência, a capacidade de mobilizar esses segmentos poderá ser decisiva para determinar o tamanho real da vantagem de Tarcísio e o potencial de reação de Haddad.

A liderança do governador também ocorre em um contexto no qual sua estrutura política estadual é ampla. Tarcísio formou um palanque com 12 partidos, enquanto Haddad conta com o apoio de sete legendas, diferença que pode proporcionar ao atual governador maior presença no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. Dessa maneira, a vantagem registrada pela Quaest poderá ser reforçada caso a campanha consiga utilizar sua estrutura partidária para ampliar a exposição do candidato e apresentar suas propostas ao eleitorado.

Disputa pelo governo de São Paulo ainda pode mudar

Apesar da vantagem apresentada pela Quaest, o resultado não significa que a eleição esteja definida. A própria margem de erro permite pequenas oscilações nos percentuais, enquanto o número de indecisos mostra que uma parcela relevante do eleitorado ainda pode mudar de posição. Além disso, debates, propaganda eleitoral, alianças, eventos de campanha e eventuais fatos políticos podem alterar a avaliação dos candidatos ao longo da disputa.

O cenário também deverá ser influenciado pela estratégia adotada por Tarcísio e Haddad durante a campanha. Enquanto o governador tentará defender sua administração e transformar sua aprovação em votos, o candidato petista deverá concentrar esforços na apresentação de críticas e propostas capazes de convencer eleitores que ainda não decidiram a eleição. Assim, a pesquisa Quaest funciona como um retrato importante do momento, mas a disputa pelo governo de São Paulo continuará aberta até que os votos sejam efetivamente contabilizados.

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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