Na disputa pelo Senado, Michelle e Leila estão liderando as pesquisas

A nova pesquisa Datafolha sobre a disputa pelo Senado no Distrito Federal mostra uma corrida eleitoral ainda completamente aberta para as duas vagas que estarão em jogo em outubro. Michelle Bolsonaro aparece na primeira posição, com 19% das intenções de voto, enquanto Leila do Vôlei registra 16%, Erika Kokay tem 12% e Bia Kicis soma 11%. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, e revela que a vantagem da ex-primeira-dama não representa, neste momento, uma liderança consolidada, principalmente porque a margem de erro é de três pontos percentuais.
O cenário chama atenção porque duas vagas serão preenchidas pelos eleitores do Distrito Federal, o que torna a interpretação dos números diferente de uma disputa majoritária por apenas um cargo. Michelle, Leila, Erika e Bia aparecem em uma faixa relativamente próxima, e os intervalos proporcionados pela margem de erro fazem com que várias combinações ainda sejam possíveis até o dia da votação. Dessa maneira, a pesquisa Datafolha no DF funciona mais como um retrato do momento inicial da campanha do que como uma previsão definitiva sobre quem será eleito para o Senado.
Outro dado particularmente importante está no elevado número de eleitores que ainda não definiram suas escolhas. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Michelle aparece com 8%, Leila com 5%, enquanto Erika e Bia registram 4% cada, mostrando que o conhecimento sobre os candidatos ainda está longe de ser uniforme. Ao todo, 67% dos entrevistados disseram estar indecisos nesse formato, o que evidencia um enorme espaço para mudanças durante as próximas semanas de campanha.
Datafolha no DF coloca Michelle Bolsonaro na liderança
Michelle Bolsonaro aparece numericamente à frente na pesquisa estimulada, mas sua vantagem sobre Leila do Vôlei é de apenas três pontos percentuais. Como a margem de erro também é de três pontos, as duas estão tecnicamente empatadas, o que impede uma conclusão de que a ex-primeira-dama esteja isolada na liderança. Portanto, o principal resultado da sondagem é justamente a indicação de que a disputa pelas duas cadeiras pode permanecer bastante competitiva até a reta final.
Leila do Vôlei, atual senadora pelo Distrito Federal, aparece com 16% e ocupa uma posição especialmente relevante porque está próxima tanto de Michelle quanto das candidatas que vêm logo atrás. Erika Kokay, do PT, registra 12%, enquanto Bia Kicis, do PL, tem 11%, formando um bloco em que pequenas oscilações podem modificar a ordem dos nomes. Assim, embora Michelle e Leila estejam numericamente nas duas primeiras posições, a diferença entre as quatro principais candidatas ainda é suficientemente pequena para manter a eleição em aberto.
A comparação com uma pesquisa realizada poucos dias antes reforça essa percepção de volatilidade. No levantamento RealTime Big Data divulgado em 19 de agosto, Michelle aparecia com 25%, Leila com 17%, enquanto Bia Kicis e Erika Kokay tinham 15% cada, resultado que também mostrava vantagem da ex-primeira-dama, mas com uma disputa apertada pela segunda vaga. Como os institutos utilizaram metodologias, períodos de entrevistas e margens de erro diferentes, os resultados não devem ser tratados como uma sequência matemática, mas ajudam a mostrar que o eleitorado ainda está sujeito a mudanças.
Disputa pelo Senado no Distrito Federal continua aberta
O elevado percentual de indecisos é um dos elementos que mais merece atenção na pesquisa Datafolha no DF. Foram entrevistados 910 eleitores de 28 regiões administrativas do Distrito Federal entre os dias 18 e 21 de agosto, e o levantamento possui nível de confiança de 95%, além de margem de erro de três pontos percentuais. Como a campanha começou oficialmente em 16 de agosto, trata-se de uma fotografia feita ainda nos primeiros dias da corrida eleitoral, quando muitos candidatos começam a ampliar a exposição pública e apresentar suas propostas.
A disputa também ganhou relevância porque os principais nomes representam campos políticos bastante diferentes. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis estão vinculadas ao PL, Erika Kokay representa o PT, enquanto Leila do Vôlei está no PDT, fazendo com que a eleição possa ser influenciada tanto pela força individual das candidaturas quanto pela polarização nacional entre grupos políticos. Nesse contexto, a presença de duas candidatas do PL entre as quatro primeiras colocadas cria uma situação estratégica para o partido, que precisará administrar a campanha para tentar transformar intenção de voto em duas cadeiras no Senado.
Outro ponto que merece ser considerado é que o eleitor do Distrito Federal escolherá dois senadores, o que permite que uma mesma pessoa distribua seus votos entre candidaturas de diferentes grupos políticos. Por isso, a liderança de Michelle não significa automaticamente que Bia Kicis esteja garantida na segunda vaga, assim como a posição de Erika não elimina a possibilidade de crescimento de outros concorrentes. Com uma quantidade tão elevada de indecisos, debates, propaganda eleitoral, alianças partidárias e acontecimentos nacionais poderão exercer influência considerável sobre a decisão do eleitor.
Michelle, Leila, Erika e Bia disputam votos no DF
A pesquisa também mostra que a disputa pelo Senado não se resume às quatro candidatas que lideram o levantamento. Sebastião Coelho aparece com 3%, enquanto Ronaldo Fonseca e outros concorrentes registram percentuais menores, indicando que existe um grupo de candidatos tentando romper a polarização estabelecida pelas principais forças políticas do Distrito Federal. Entretanto, para que isso aconteça, será necessário conquistar uma parcela significativa do eleitorado que ainda não escolheu seus candidatos.
O resultado do Datafolha, portanto, deve ser interpretado com cautela e sem transformar uma pesquisa eleitoral em resultado antecipado. Michelle Bolsonaro tem a maior intenção de voto no levantamento, mas Leila, Erika e Bia permanecem competitivas, enquanto a quantidade de indecisos deixa espaço para mudanças importantes no cenário. Até a eleição, marcada para 4 de outubro, a tendência é que a disputa pelo Senado no Distrito Federal ganhe intensidade, tornando cada movimento de campanha potencialmente relevante para definir quais duas candidaturas conseguirão transformar a atual intenção de voto em vitória nas urnas.



