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Senador Weverton Rocha é alvo de nova operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro

Investigação aprofunda apuração sobre supostos desvios no INSS e busca rastrear movimentações financeiras e patrimoniais ligadas ao esquema

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) relacionada às investigações sobre supostos desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova fase da apuração tem como foco identificar possíveis práticas de lavagem de dinheiro e rastrear o caminho de recursos que, segundo os investigadores, podem ter sido ocultados por meio de empresas, contas de terceiros e operações financeiras.

A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, houve informações de que o próprio senador seria alvo direto das medidas, mas a Polícia Federal esclareceu posteriormente que os mandados tiveram como foco familiares e pessoas ligadas ao parlamentar, embora Weverton permaneça entre os investigados no procedimento.

Investigação aprofunda o rastreamento do dinheiro

De acordo com a Polícia Federal, esta etapa da investigação concentra-se na análise da movimentação financeira dos recursos supostamente relacionados ao esquema.

Os investigadores buscam identificar a origem do dinheiro, os destinatários dos valores, a finalidade das transações e a eventual utilização de empresas, contas bancárias de terceiros e pagamentos em espécie para ocultar a origem dos recursos. Até o momento, a PF não detalhou quais movimentações seriam atribuídas especificamente ao senador.

Caso está ligado à Operação Sem Desconto

A investigação integra os desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos associativos realizados sem autorização em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

As primeiras fases da operação concentraram-se nas entidades responsáveis pelos descontos. Com o avanço das investigações, a PF passou a apurar a atuação de empresários, intermediários, agentes públicos e políticos que, segundo as suspeitas, poderiam ter participado do esquema ou recebido recursos provenientes das fraudes.

Weverton já havia sido investigado anteriormente

O senador já havia sido alvo de uma fase anterior da Operação Sem Desconto, realizada em dezembro de 2025.

Na ocasião, a Polícia Federal apontou suspeitas de que ele pudesse integrar o chamado núcleo político do esquema e manter relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores das fraudes investigadas. Na época, a PF chegou a solicitar a prisão de Weverton, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a medida, e o STF não autorizou a detenção.

PF investiga possível lavagem de dinheiro

Nesta nova fase, os investigadores concentram esforços para verificar se recursos supostamente obtidos de forma ilícita foram posteriormente ocultados ou dissimulados por meio de estruturas financeiras.

Entre as hipóteses analisadas estão o uso de empresas, movimentações patrimoniais, contas bancárias de terceiros e transações em dinheiro vivo como forma de dificultar o rastreamento da origem dos valores. A investigação busca esclarecer a participação individual de cada investigado nesse suposto mecanismo de lavagem de dinheiro.

Defesa do senador nega irregularidades

Até o momento, Weverton Rocha nega qualquer participação nas irregularidades investigadas.

Em manifestações anteriores relacionadas à Operação Sem Desconto, o parlamentar afirmou ter recebido com surpresa as medidas determinadas pela Justiça e declarou confiar que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo das investigações. A reportagem informou que a defesa voltou a ser procurada para comentar a nova operação e que o espaço permanece aberto para manifestação.

Investigação continua em andamento

A nova etapa da operação não representa condenação nem comprovação de responsabilidade criminal dos investigados.

As diligências têm como objetivo reunir provas, esclarecer o fluxo financeiro dos recursos analisados e identificar eventual participação de pessoas físicas e jurídicas no suposto esquema. Ao final da investigação, caberá ao Ministério Público avaliar se há elementos para eventual denúncia, preservando-se o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Caso amplia repercussão política

A continuidade das investigações ocorre em um momento de intensa movimentação política e mantém o caso entre os principais temas do noticiário nacional. Os desdobramentos da Operação Sem Desconto seguem acompanhados por órgãos de controle e pelo Supremo Tribunal Federal, enquanto novas diligências procuram esclarecer o destino dos recursos investigados e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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