Defesa de Bolsonaro solicita extensão de prisão domiciliar e cita acompanhamento médico contínuo
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido para prorrogar sua prisão domiciliar humanitária, medida que tem prazo previsto para terminar na próxima quinta-feira (25). O documento entregue pelos advogados argumenta que o ex-presidente ainda necessita de cuidados médicos especializados e acompanhamento constante devido às condições de saúde apresentadas nos últimos meses.
Segundo a defesa, o quadro clínico de Bolsonaro possui características permanentes e exige uma rotina de avaliações médicas, fisioterapia e monitoramento contínuo. O pedido foi fundamentado em um relatório médico elaborado recentemente, que aponta estabilidade no estado de saúde do ex-presidente, mas destaca que essa evolução não significa o fim das necessidades de tratamento e acompanhamento profissional.
O relatório citado pela equipe jurídica afirma que Bolsonaro apresentou melhora dentro do período de cuidados realizados em ambiente domiciliar, porém ainda existem fatores que precisam ser observados. Entre eles estão alterações relacionadas ao equilíbrio, necessidade de acompanhamento respiratório e cardiovascular, além da continuidade dos cuidados fisioterápicos para preservar sua recuperação e qualidade de vida.
Durante o período em que permaneceu em prisão domiciliar, Bolsonaro também passou por um procedimento cirúrgico ortopédico para tratar problemas no ombro direito. De acordo com a defesa, essa situação reforça a necessidade de manter uma estrutura adequada de atendimento, com acompanhamento médico próximo e suporte familiar, condições que, segundo os advogados, seriam mais favoráveis em sua residência.
A equipe responsável pela defesa argumenta ainda que a estabilidade atual do ex-presidente está diretamente relacionada ao ambiente controlado em que ele vem sendo acompanhado. No documento enviado ao STF, os advogados afirmam que a continuidade das medidas assistenciais é importante para evitar possíveis complicações e garantir que o tratamento médico siga conforme orientação dos profissionais responsáveis.
Outro ponto apresentado no pedido foi a comparação com a situação envolvendo o também ex-presidente Fernando Collor de Mello. A defesa de Bolsonaro citou uma decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, na qual foi autorizada a prisão domiciliar humanitária para Collor, considerando fatores como idade, condições clínicas e necessidade de tratamento contínuo fora do sistema prisional.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após um período em que o ex-presidente enfrentava problemas de saúde relacionados a uma infecção respiratória. Desde então, a defesa busca manter a medida alegando que o acompanhamento médico e familiar permanece essencial para sua recuperação. Agora, o pedido será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que deverá avaliar os argumentos apresentados e decidir sobre a continuidade ou não da medida.
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